segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nós, as mulheres...

É o tipo de frases que me põe os cabelos em pé. Nós, as mulheres... Como se o facto de sangrarmos uma vez por mês nos unisse numa irmandade mística e poderosa e, à partida, nos predestinasse para caminhos de santidade. Todas boas, bonitas, gentis, cúmplices, solidárias, companheiras. Ora, não é bem assim. O que é que eu tenho a ver com mulheres como Elizabeth Báthory, Lucrecia Borgia, Messalina, Catarina de Médicis ou todas as leonores ciprianos deste mundo? Para além de uma leve semelhança anatómica e do sangue a escorrer, não tenho nada a ver com estas inhas aqui por mim lembradas. Tirem-me do saco de mulheres, mães, madrastas, amas, avós e outras mulheres que espancam até à morte crianças, que podem ou não ser os seus próprios filhos.
Posso é dizer, nós, as que sangramos uma vez por mês...Umas rebolam-se de dor, outras não.

2 comentários:

Luisa Moreira disse...

Felizmente, ou não, já não me rebolo com dores, nas gosto de ser Mulher!
Vivam a Mulheres, viva nós.

Zoe disse...

eu rebolo, vomito, tudo...
quanto aos vivas nem todas merecem, aquelas que citei merecem prisão perpétua...