quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jardim Zoológico

Ainda a propósito da crueldade que está subjacente a todos os zoológicos do mundo, achei este poema na Rua da Judiaria que aqui vos deixo. Reparem bem quando é que este senhor viveu: 1864-1926, numa época em que não se falava de habitat natural ou meio ambiente e ninguém se preocupava com direitos dos animais.


No Jardim Zoológico

O céu está cinzento com chuva que não cairá,
Nos carreiros de argila há poças de fantasmagórica neblina.
Empestada com imemorial tristeza,
A terra cinzenta drena a coragem de existir.

Pobres criaturas dos trópicos, encurraladas em terras do norte,
Eu também desejo o sol e sou escravo.
O meu coração está convosco,
Compreendo o leão que se volta vivo na sua sepultura.

Israel Zangwill (1864-1926), escritor, dramaturgo e poeta.

2 comentários:

Luisa Moreira disse...

Este Senhor já tinha consciência do habitat natural dos animais.
Leu esta noticia? Dalu Mncube, cuidador do zoológico Zion Wildlife Gardens, perto da cidade de Whangarei, no norte da Nova Zelândia, foi morto por um raro tigre branco Real enquanto limpava o local de seu cativeiro.
O tigre foi abatido, quem é que devia ser abatido? quem o colocou em cativeiro.

Zoe disse...

n, n vi a notícia, mas que outra coisa seria de esperar?? os animais são sempre os alvos que se abatem em 1º lugar, é como os ataques dos cães: aos donos que os prendem e os treinam para serem agressivos nunca lhes acontece nada