domingo, 4 de abril de 2010

A insustentável leveza do ser

Recentemente chegada de terras checas e com a Mooi leve como uma pluma foi este o título que me ocorreu para este texto. Desde o último post, __faz hoje quinze dias__, muita coisa se passou. Depois de ter sido diagnosticado à minha querida Mooi cancro do pâncreas e ainda outro na cavidade abdominal que na altura por falta de coragem nem escrevi, ao diagnóstico foi acresentado pouco tempo de vida, mas, a bichinha já sobreviveu 17 dias a comer, a beber, a procurar o sol e a ronronar em cima da minha cabeça. Não sei se estes dias foram os mais felizes da vida dela, mas foram, sem dúvida, os mais mimados. Ela pode fazer tudo e mais alguma coisa, desde afiar as unhas nos meus sapatos e na segunda gaveta da comoda, até ao melhor lugar ao sol que é para ela, assim como as melhores latas e o melhor colo. Entretanto, teve tempo e energia para ter rebentado os pontos, e para ser de novo anestesiada e cozida!
Com a Mooi entregue aos primorosos cuidados da minha vizinha do r/chão e o Cabeçudo internado, rumei a Praga, numa viagem que já estava paga antes de toda esta sucessão de doenças de animais. Eu queria ser original e dizer qualquer coisa que ainda não tivesse sido dita, mas parece que já toda a gente disse o que há para dizer de Praga. Junto-me ao coro daqueles que dizem que é uma das cidades mais bonitas do mundo, principalmente se andarmos de nariz no ar __como me foi recomendado__para ver as fachadas art nova e art deco e outras artes. Do caderninho que levei com o título pomposo de Crónicas de Praga, nem uma linha, como se as dores de pés e pernas tivessem passado às mãos e ao cérebro e estivesse tudo amassado. O caderno está é cheio de bilhetes de entradas, de panfletos publicitando concertos o que si é revelador de algo, é que eles distribuem prospectos de concertos a cada canto e esquina como nós aqui distribuimos prospectos de ginásios e depilações. Das 277 fotografias que tirei, para hoje escolhi três ao acaso. Espero que gostem.         
                                                                       A janela da casa de Kafka da Viela Dourada


Vista sobre Praga, do Castelo
                                                                                                                      Edíficio à esquerda do Relógio Astronómico                                                                                                                                  


4 comentários:

WOLKENGEDANKEN disse...

Bonito titulo.Viva Kundera !! A janela da casa de Kafka tem o mesmo sistema para impedir que o vento ropa a janela como tinha a casa da minha avo.Praga e Viena sao muito parecidas em todo :))

Zoe disse...

hello Wolken
bem se Viena e Praga são parecidas, então Viena é linda! Ainda em Lisboa pensámos lá dar um pulo, mas uma vez em Praga o cansaço era tanto que às vezes nem dava para sair à noite, podes imaginar o que palmilhámos!!!!
Pensei que a barra de ferro na janela da casinha onde Kafka viveu fosse para proteger, mas de eventuais assaltos, não do vento!
Esqueci-me de invernos rigorosos! É que apanhámos um dia com 19 graus!!!
Beijinho
Zoe

Vagamundos disse...

Praga é uma cidade espectacular. Daquelas a que dá sempre vontade de regressar. Excelentes fotos!
Beijinhos

Zoe disse...

Olá Vagas
Quando as pessoas me falavam do encanto de Praga, pensava que exageravam, mas não, hoje junto-me a elas!
quanto ás fotos, praga é muito inspiradora, esgotei a memória da minha digital!~
beijinho
zoe