Assim que eu me lembre, não há filme do Woody Allen que eu não tenha gostado. Há uns que gosto muito, outros menos, prefiro o Woody Allen de registo cómico ao registo dramático de Match Point ou Crimes e Escapadelas, por exemplo. Tenho os meus preferidos: Annie Hall, Manhattan, Zelig, Ana e as suas irmãs, A rosa púrpura do Cairo, Os dias da radio, Poderosa Afrodite, Toda a gente diz que te amo, As faces de Harry, Hollyood Ending.
Os portugueses woodyallianos encheram a pequena sala do Saldanha Residence e ele não nos desiludiu. Eu chorei a rir com os temas de sempre: o amor, a morte, os encontros, os desencontros, o destino, o acaso, Deus. Só preferiria o próprio ao actor que o substitui, que aliás não se saiu nada mal, atendendo a que fazer de Woody Allen é um papel dificílimo, pois está sempre a ser comparado com o próprio. Quando sair em video, vou comprá-lo, pois é daqueles filmes que apetece ver e rever e tornar a ver. E voilà, falou uma fã.


