Et voilà! Foi aprovado, enfim, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para mim, a questão nuclear nunca foi o casamento em si, mas sim o direito de opção igual para todos, pois a sociedade não podia continuar a fazer de conta que essa sexualidade alternativa não existia e a ignorar os seus direitos civis. Agora parece que a coisa é anticonstitucional.
Relativamente à questão da adopção considero uma tremenda de uma hipocrisia a maneira como é tratada e abordada. Dois homosexuais/lésbicas solteiros(as) podem candidatar-se à adopção, pois a Segurança Social portuguesa prevê essa possibilidade, mas sendo casados não o podem fazer. Ser heterosexual, não é, à partida, argumento de confiança para se ser bom pai ou boa mãe, e para isso basta só nos lembrarmos de todas as crianças maltratadas deste país, algumas com desfecho trágico como devem estar lembrados. Parir é dor e criar é amor, diz o povo. Às vezes andam sempre a citá-lo, quando é sábio, ignoram-no.


