segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

«É gato, pode ser nuvem»

Flor (que por acaso não aparece desde manhã)
    (Vê se apareces que as tias já andam todas chorosas e aos ais)

«É gato, pode ser nuvem.

Certo é que os gatos examinam com desteorias felinas os milagres da luz e da sombra, talvez possuam mediadores de lusco-fusco na ponta dos bigodes, com razão nos espantamos quando um gato sai de um lugar e vai para o outro dissipando o lugar-antes, inaugurando o lugar-depois.
Os gatos: melhor só observarmos o que fazem-não-fazem e isto é mais do que uma aula, é mais do que simpósio, é mais do que vasto repertório curricular de toda-uma-vida.
Hoje havia um gato em posição de-antes, a caminho de outra posição de-depois, numa ruela de Belo-Horizonte. Guardei comigo a desfotogrfia deste instante. gravei no despapel a aquarela do ato-movimento que ele faz- muito igualzinho ao movimento de uma nuvem, pois nuvens costumam igualmente ser arremedos de gatos.
Fazer um poema: isto seria uma violência com o gato.
Fazer um conto: uma desfaçatez com o gato.
Observá-lo somente: puro júbilo»

Texto retirado (com autorização do autor) do Blog Cidades Escritas, do jornalista e escritor brasileiro Paulinho Assunção

domingo, 6 de dezembro de 2009

Andando


Andando, filme japonês do realizador Kore-Eda Hirokasu, em exibição no King, conta 24 horas na vida de três gerações de uma família, que se encontram para homenagear a memória do filho mais velho, morto ao salvar um adolescente do mar. Através da simplicidade dos gestos da vida quotidiana e de diálogos do di-a-dia, podemos ler tudo o que não foi dito, os ressentimentos passados, as perspectivas para o futuro, as aspirações, ao longo de uma narrativa simples, poética e despretensiosa.   

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Fado Não É Nosso

Hoje, e especialmente para os Vagas ("Um" VagaMundos) vou contar a história da defesa da ideia de que o fado não é nosso, pois existindo como existe no mundo das emoções e da alma, o fado é de quem o sentir.
Eu tenho uma amiga holandesa que canta fado (em português) e que adoptou o nome artístico de Maria Fernandes. Como ela andava um pouco em baixo e em crise de identidade artístisca, em Junho, para a animar, publiquei um video dela que está no You tube: Pinoia. Por acaso, alguns dias depois, leio eu no blog do escritor José Rentes de Carvalho, considerações sobre a identidade do fado, com a ideia subjacente de que o fado já não é nosso,___tendo todo o direito de as ter e tecer__, mas depois, para meu espanto acrescentou algumas coisas sobre a minha amiga e os músicos que a acompanhavam, em comentários pouco lisonjeiros, mas sobretudo pouco rigorosos. Como este escritor não tem caixa de comentários aberta, nem contacto mail visível, a única maneira de me expressar era no meu próprio espaço, o que fiz, a 20 de Junho, caso queiram acompanhar a história. Também não sei como, Rentes de Carvalho acabou por ler o meu post, trocámos alguns mails, pediu desculpas pelas asneiras, e para se redimir ainda recebi uma prenda: Com os Holandeses, autografado pelo autor! Esta foi a primeira parte da história.
Depois, comecei a desenvolver a ideia de demonstrar que a universalidade do fado ultrapassa as nossas fronteirinhas dada a sua própria essência e daí a ideia de começar a publicar videos com estrangeiros a cantar fado. Nasceria assim O Fado Não É Nosso. Trabalhando como trabalho com estrangeiros já conhecia a existência de alguns, outros fui pesquisando e encontrando no You Tube, e assim, ainda em Junho publiquei:
- a japonesa Naomi Chiaki (canta em japonês)
- o japonês Taku (canta em português)
- a croata Jelena Radan (canta em português)
Em Agosto publiquei:
- a catalã Núria Piferrer cujo nome artístico é Névoa (canta em catalão)
- a mexicana Marcela Ortiz (canta em português)
- o japonês Mashiro Iizumi (interpretação de viola portuguesa)
- a japonesa Hideco Tsuquida (canta em japonês e português)
- a romena Maria Radacanu (canta em português)
- as gregas Souzana e Eleni Vougioukli (em português e video gentilmente enviado por Rentes de Carvalho...)
Depois tive de interromper a pesquisa e a publicação, por falta de acesso à funcionalidade Som, e mais tarde por ter ficado mesmo sem o PC durante mais de um mês e meio. Mas, cá estou de volta com estes fadistas estrangeiros até para concluir o que comecei pois ainda tenho dois videos e umas fotografias para publicar. Voilà. Só falta dizer o meu preferido, o japonês Taku. Espero que gostem. 

Naomi Chiaki sings Fado

Dedicado aos Vagas.

Como já repararam está de volta a "série" O Fado Não é Nosso que há uns tempos atrás tinha começado neste espaço. Depois, por falta de acesso à funcionalidade Som, imprescendível numa "pesquisa" deste género e mais tarde por ter ficado mesmo sem o PC durante mais de um mês e meio, interrompi a publicação, mas cá estou de volta com estes fadistas estrangeiros até para concluir o que comecei. Deixo-vos hoje com a elegante, sóbria e contida Naomi Chiaki que já tinha publicado em Junho, mas que não sei porque artes do demo desapareceu o video, ficando só o título...

香川有美 「暗いはしけ」 Barco Negro (Amalia Rodrigues) / fado - Yumi Kagawa

É a mesma fadista: Yumi Kagawa.

香川有見 「難船」 NAUFRAGIO

Continuando a defender a ideia de que O Fado Não É Nosso

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

National Geographic

Recebi, por mail, esta notícia que me parece muito interessante, apesar de o primeiro episódio já ter ido para ar ontem...Mas, ainda poderão ver os outros:

«National Geographic Channel estreia série documental «Ink Rescue» dia 1 de Dezembro
(In DIÁRIO DIGITAL, 23 de Novembro de 2009, http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=14&id_news=422549)
O National Geographic Channel (NGC) vai estrear no dia 1 de Dezembro, às 21:15, a série documental «Ink Rescue», que acompanha uma equipa improvável na defesa pelos direitos dos animais.
Ao longo de seis episódios, a série vai dar a conhecer um grupo de motards que formou uma organização de ajuda animal «completamente diferente de todas as outras que conhecemos», a Rescue Ink, segundo o canal.
Alguns dos elementos da organização têm no passado problemas com as autoridades e situações de violência, mas procuram redimir-se ajudando animais que sofrem abusos por parte dos seres humanos.
Semanalmente, chegam à Ink Rescue, em Long Island, cerca de 100 chamadas a reportar abusos contra animais. Estes homens – porteiros de discotecas, seguranças, bombeiros ou até antigos detectives da polícia de Nova Iorque – respondem a pedidos que nenhuma outra organização acorreria.
O primeiro episódio, «Rebeldes com uma Causa», vai para o ar dia 1, às 21:15. Estará em destaque o caso de um pit bull com um longo historial de ataques que exige acompanhamento especial para uma nova oportunidade de viver num lar, entre outras situações.
Segue-se «Morder a Língua», dia 8, à mesma hora. No dia 15, é transmitido «Encontros Arriscados».
«A Casa dos Horrores» vai para o ar dia 22 de Dezembro. «Missões de Salvamento» tem estreia prevista para dia 29 de Dezembro e, por fim, «Assassinos de Pit Bull» é emitido a 5 de Janeiro.
[Para saber mais acerca do Rescue Ink, por favor visite: http://www.rescueink.org/ e http://channel.nationalgeographic.com/series/rescue-ink-unleashed/all/Overview] »

A propósito ou não, lembrei-me que o Estabelecimento Prisional de Monsanto possui um Hotel para Cães, mantido e gerido por presos que gostam de animais, de os tratar e de lidar com eles. Por achar o projecto muito interessante, assim como os preços de estadia, e indiferente a comentários menos favoráveis que tinha lido na Net, deixei lá, no Verão de 2001, por 15 dias, a minha cadela Luna e não me arrependi. Não veio de lá ferida, nem com pulgas, nem com peladas, como aconteceu este verão a uma pessoa conhecida que deixou a cadela num luxuoso hotel para cães no concelho de Cascais e a cadela veio de lá com um problema de pele. Voltando ao Estabelecimento Prisional de Monsanto: as boxes que vi estavam todas muito limpas, e os cães também eram passeados nos terrenos perto do albergue, que fica mesmo ao lado da prisão. Não consegui apurar para que tesouraria ou contabilidade ia o dinheiro das estadias. No escritório anexo ao albergue, a tratar das formalidades de entrada e pagamentos encontrava-se um homem ainda bastante jovem, reservado, mas muito educado, de calças de ganga e t-hirt, mas, pensei eu, ninguém anda fardado a tratar de animais, então, era eu, sr.guarda para aqui, sr. guarda para ali, o sr. guarda não se desmanchou, mas vim a saber mais tarde que se tratava de um detido...Agora quem ficava com o dinheiro, isso não consegui saber...

E, ainda tudo a propósito, já foram reveladas as melhores fotografias do National Geographic deste ano. Não vou colocar aqui as 29 eleitas, mas uma ou outra de vez em quando, aqui vai a que escolhi para hoje.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Adeus Novembro

Faltam poucas horas para ele acabar. Tanks God, ele e mais a sua maldição, o seu cheiro a sangue,  as horas indefiníveis, a falta de paciência das pessoas que não sabem o que vestir porque ainda não guardaram a roupa de Verão e ainda não tiraram a de Inverno cá para fora, mas uns já tiraram e andam a cheirar a mofo e a naftalina, como elas próprias, e eu não o suporto, porque é Novembro. Aquele que tem o som do domingo de manhã todos os dias do mês e os todos pólenes para eu respirar e asfixiar porque todos os dias são de finados e tudo o que acontece está amaldiçoado, poluído, viscoso, húmido. Esqueci-me de deixar a contagem da água na porta. A lâmpada do dressing room fundiu-se e eu agora apalpo o que não vestir, os collãs torcem-se nas pernas, e os pés engordaram desde o ano passado e não querem entrar nas botas. Nem eles, nem eu. Há também o cheiro a graxa, a chuva, mas não está frio, porque tudo é dúbio, indefinido, glauco: o céu, as pessoas, o patrão do café, o ar que respiramos, o sapateiro que ainda não tem a tinta ouro-velho. Quanto mais escrevo, menos tempo falta. Só uma hora. Até o carteiro se enganou e colocou duas cartas para a minha vizinha do 2º direito na minha caixa do correio, não sei porque não fiz um buraco e enfiei o indicador por ali adiante que é como costumo fazer para abrir cartas, à bruta, senão lá ia eu com as cartas em fanicos, estavam na minha caixa do correio, abri sem querer, agora eu não vou lá bater a casa dela porque já estou de pijama que é de porquinhos grotescos que até têm bonés na cabeça. Não me apetece fazer sopa, nem comê-la. Aliás, não me apetece fazer nada. Mas, porque é que tem de nos apetecer fazer alguma coisa? Não podemos não fazer? É sempre obrigatório, imperioso, imprescendível fazer? Os gatos andam mais inquietos e derrubam tudo à sua passagem, os recipientes de granulado, a água, o tapete pendurado na parede do corredor, a cadela ladra mais e está com faringite, o Farrusco faz urinas territoriais à porta do prédio e andamos à procura da Flor debaixo dos carros para lhe dar a pílula. Porque é Novembro, as iluminações de Natal já estão por todo o lado e já temos de ser bonzinhos, mas ainda não está frio para sermos mesmo bonzinhos, no entanto, já começam a montar as tendas para os circos para as festas de Natal, que feliz deve estar o Menino Jesus ao saber que se comemora o seu nascimento com espectáculos de crueldade contra animais. A cabeleireira, ou melhor, a menina-que-lava-cabeças comprou um casaco de pele de coelho em 2ª ou 3ª mão, em dez prestações, e está desejosa de o estrear, porque pensa que é fino e que ela vai ficar mais fina, pobrezinha. De braço dado com o seu bate-chapas, a passear no centro comercial, ao domingo. A minha arruda secou e a minha gata comeu pétalas de um girassol na jarra, a máquina de lavar chia mais na centrifugação e uma toalha caiu-me no estendal da vizinha de baixo, o barulho do motor do frigorífico é ensurdecedor, porque é Novembro o mês de todas as cores do sangue: o escarlate, o encarnado, o rubro, o carmim, e de todo o cheiro das crisântemos. Falta pouco, muito pouco, escrever é bom, amanhã, mesmo se estiver a chover, o dia nascerá claro e limpo e eu vou pintar o cabelo, as sobrancelhas e as pestanas e tudo o que me passar pelas mãos, porque se acabou a maldição do mês de Novembro.

A História do Peto

Recebi, via mail, esta lindíssima história que passo a partilhar convosco, para que nestas andanças de luta animal, não esmoreçam quando o desânimo vos bater à porta.

«Vale SEMPRE a pena









A História do Peto
por Paula Cairo
2008-11-28

Ao comemorar o seu primeiro aniversário a Animalia resolveu dar aos seus leitores a oportunidade de participarem na nossa revista. Aqui fica a história de Peto, um cão abandonado que teve a sorte de encontrar uma boa dona, mas só aos 14 anos de vida...

O Peto apareceu bebé na rua. E na rua viveu durante 12 anos. Comendo dos caixotes do lixo até duas senhoras repararem nele. Foram-no protegendo dando-lhe comida e água. E o Peto por ali foi ficando. Foi recolhido por duas vezes, por pessoas, que o voltaram a pôr na rua: por ser grande, por deixar a casa cheia de pêlos... (15 kgs, 50 cms de altura). O Peto enquanto viveu na rua foi espancado várias vezes. Durante tempos teve dificuldade em usar as patas traseiras. Foi atropelado mais do que uma vez. Chegou a ser esfaqueado na barriga. Tem Leishmaniose, que vocês conhecem mais como a "Doença da Picada do Mosquito".


Por dormir tantos anos ao relento, tem Artrite. Toma medicação 4 vezes ao dia e vai tomá-la para o resto da vida! O Peto foi atacado várias vezes por cães com "donos perigosos" e tem várias cicatrizes. O Peto enfrentou duas denúncias de vizinhos que não o queriam por ali. Acabou numa das vezes no canil para abate. Foram buscá-lo. Voltou à rua. Um dia, alguém reparou num cão meigo e triste, que se arrastava, cheio de feridas cobertas de sangue, terra e pó. Começou por lhe limpar as feridas. Acabou por saber a sua história e apesar de ter, na altura, quatro gatas em casa, seis meses depois, em Novembro de 2005, levou-o para sua casa muito doente.
Provavelmente não passaria do Inverno...

O Peto faz 16 anos em Novembro/2008, data escolhida, porque ninguém sabe o mês de nascimento, só o ano, por acaso. Partilha a casa harmoniosamente com gatas. O Peto é exactamente o tipo de cão que ninguém adoptaria: é velho, doente, rafeiro... e preto! O Peto não sabe brincar, nem reconhece um brinquedo, mas conseguiu aprender "Obediência de Companhia" e compreende alguma linguagem gestual. O Peto começou ser treinado pela sua dona em Dezembro de 2006. Com 14 anos! A dona do Peto ADORA animais, mas nunca tinha tido um cão seu. Só gatos. Todos recolhidos da rua, como o Peto. Por causa do Peto "viu-se obrigada a mudar de casa", por ter vizinhos que não queriam "o cão que andava na rua" no prédio, chegando alguns deles a espalhar enxofre no interior do mesmo... Quando lhe dizem que ao Peto lhe saiu o "euromilhões", a dona do Peto responde: "A mim também! O Peto é um cão extraordinário! É hoje um canito muito mimado, muito amado e feliz! Só lamento não tê-lo adoptado mais cedo". O Peto foi entretanto "convidado" através de uma Instituição de Solidariedade Social, agregada à Segurança Social para ser um cão de assistência... mas eu penso que o Peto já merece descansar.»


domingo, 29 de novembro de 2009

Seria o Miguel Sousa Tavares?

Em Loures, um caçador foi apanhado a caçar em zona habitacional, recusou-se a pagar a multa, barricou-se num armazém, foi capturado à força e feriu dois polícias. Chamar-lhe grunho seria ofender os porcos, mas burgesso não ofende ninguém.
Sempre achei cobardia pura, total e absoluta  um labregão de 1,80m de espingarda e usando cães a perseguir e matar seres vivos de 20, 30, 40, 50cm. Porque não se metem com seres do tamanho deles, sem armas e olhos nos olhos?

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1434199&seccao=Sul


Frida Kahlo e os animais





Frida Kahlo,__uma das minhas pintoras preferidas___, era também grande amante de animais. Andava sempre com um papagaio, um macaco ou gato ao ombro.

Banco Alimentar


Faz este semana mais uma recolha de alimentos em supermercados.
Quem quer dá, quem não quer não dá, mas não chateia.

Acção de Graças




Depois fomos a correr para a celebração de Acção de Graças em casa de uns americanos a viver em Portugal. Ora, toda a gente sabe que esta festa importantíssima para os americanos se celebra na quarta quinta-feira de Novembro, mas como eles têm quatro filhos pequenos,(e são muito rigorosos com os horários de ir para a cama: 20h30m já está tudo a caminho...) e também havia crianças portuguesas convidadas e julgando eles que as nossas também estão submetidas a estes horários rigorosos de ir para a cama cedo...fizeram a festa no sábado à tarde. Festa esta com raízes muito antigas estimando-se a sua primeira celebração em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos do MayFlower que fundaram a vila em 1620. Na festa de Acção de Graças, as pessoas __independentemente das suas religiões__,agradecem tudo o que conseguiram conquistar durante o ano: saúde, nascimentos, prosperidade, trabalho... As famílias e os amigos reúnem-se e comemoram, comendo pratos típicos à volta de uma mesa farta. O peru recheado é o mais famoso deles. Além desta ave, as pessoas comem batata-doce, puré de batata,legumes cozidos, puré de espinafres, saladas, torta de abóbora e muitas mais deliciosas sobremesas.Tudo isto e muito mais havia hoje em casa dos americanos. O que eu mais gostei foi de um puré de batata-doce.Nos EUA, as instituições de caridade servem refeições aos pobres e mandam cabazes de alimentos para pessoas idosas e doentes.Olha, vem a calhar com a recolha de alimentos nos supermercados a favor do Banco Alimentar, este fim-de-semana.Estamos em sintonia com festa de Acção de Graças americana.

sábado, 28 de novembro de 2009

Sábado de todas as festas


Primeiro foi o almoço de aniversário da minha sobrinha Rosário, que autorizou a publicação da fotografia. Pois, ainda se está a rir quando faz anos porque ainda é muito nova...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Prendas



Recebi ontem da Greenie, coisasverdes, este selinho lindo que agradeço muito e que passo a atribuir a dez blogues com os quais aprendo sempre qualquer coisa ou que lutam por algo.

blogdaanimal

cartadetarot

cronicasdorochedo

cronicasdeumvagamundo

diariodotripulante

jornalanimais

marialuisamoreira

sosalgarveanimals

viagenslacoste

wolkenworte

É-nos pedido também que divulguemos oito traços de carácter, então, cá vão: animalesca (só porque gosto de animais...), teimosa, independente, depressiva, preguiçosa, arrumada, desconfiada, intolerante à mentira ( e a outras coisas também...)-
E agora passo.

Câmara Municipal de Lisboa/ Orçamento participativo 2010

Recebi e passo a divulgar o seguinte apelo, pois segundo testemunhos as condições de vida dos animais no canil terceiromundista da CML são deploráveis.

«Está aberto no site da Câmara Municipal de Lisboa ( link abaixo) o Orçamento participativo que permite aos cidadãos submeter ideias, propostas, para o Orçamento de 2010, até domingo dia 29/11. É fundamental que todas as pessoas deste grupo se inscrevam e falem da necessidade das obras no canil/gatil . É o minímo que podemos fazer por aqueles pobres bichos.


Procurem no site da CML , à esquerda onde diz Orçamento Participativo 2010

Têm de se inscrever primeiro e depois com o vosso e-mail e password escolhem,na área temática, a designação "outras" e especificam " Canil/Gatil Municipal de Lisboa" e descrevem o que se pretende.

Se tiverem dúvidas telefonem para 217988000 e peçam para falar com a equipe do Orçamento Participativo.

Divulguem pelas vossas mailings para sermos centenas.

http://www.cm-lisboa.pt/»

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bob Dylan Blowing in the wind

Há quanto tempo não ouvia, e que saudades!

Paula Rego, botas e gatos




Depois do solinho de ontem que pôs os gatos como lagartos ao sol, veio a chuvinha hoje...chuvinha é gentileza minha. Houve momentos de bastante intensidade.
Detesto engraxar botas: o cheiro, a graxa, os dedos pretos, as unhas sujas, a escova, a meia velha de lã para o brilho final. E, depois de tanto trabalho, ir para a chuva!
Mas, adoro a Paula Rego.
E Pomar.
E Resende.
Falando de vivos.

Gatos ao sol

Farrusco

Linda e fotogénica Flor

Bem contadinhos são cinco: um no r/chão, dois no 1º andar, um no 2º e um no telhado!


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Campanhas de esterilização

Um grupo de cidadãos da nossa cidade, __doridos com a maneira como vivem e são tratados os nossos animais de rua__, juntou-se para pedir à CML que celebre protocolos com associações de animais para esterilização dos animais de rua, que é uma maneira de os proteger e facilitar a sua adopção. Este grupo tem já um site:


E, amanhã, 4ª feira, dia 25 de Novembro, às 18horas estará presente na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, na Praça do Município para fazer ouvir a sua voz e defender a vida daqueles que não têm voz.
Outra proposta a ser ouvida tem a ver com o estado deplorável do canil municipal da CML, e de que aqui já falei a 18 de Agosto. Os relatos e testemunhos que chegam de quem teve a coragem de visitar aquele campo de concentração são absolutamente deprimentes para quem ama os animais e se preocupa com os seus direitos e as suas condições de vida. É inacreditável e inconcebível como num país da União Europeia, em pleno século XXI ainda haja canis terceiro mundistas e uma coisa não percebo, porque é que a Câmara persegue e captura animais de rua, __que a maioria das vezes são bem alimentados e tratados até aos cuidados veterinários por pessoas que nem fazem parte de associações__, para os enfiar naquele malfadado canil? 
Se é sensível a estas problemáticas, junte-se a estes cidadãos. É conveniente estar lá às 17h30m e só poderá intervir quem previamente se inscreveu, na passada 2ª feira.
De uma maneira ou de outra e de acordo com a nossa sensibilidade e com a nossa capacidade de aguentar certas situações de vida animal, podemos fazer sempre qualquer coisa: recolher alimentos e medicamentos para canis, apadrinhar animais, ser FAT, passear animais em canis, fazer donativos, pagar cotas em associações, denunciar situações, fazer pressão junto de câmaras e instituições, divulgar informação. Qualquer coisa é juntar forças para a mudança de mentalidade que tanto almejamos.   

domingo, 22 de novembro de 2009

Fernando Pessoa, sempre

«Nós outros todos, que vivemos animais com mais ou menos complexidade, atravessamos o palco como figurantes que não falam, contentes da solenidade vaidosa do trajecto. Cães e homens, gatos e heróis, pulgas e génios, brincamos a existir, sem pensar nisso (que os melhores pensam só em pensar) sob o grande sossego das estrelas».

Fernando Pessoa, Obras em Prosa
Livro do Desassossego,  Bernardo Soares
P. 285

sábado, 21 de novembro de 2009

ASSASSINA!

Um dia destes, moradores, transeuntes e passantes da Av. de Roma viram escrito na montra da loja da estilista Fátima Lopes, em letras garrafais, a tinta vermelha: ASSASSINA, escrita também no chão. A minha colega que lá passou por volta das 8h 15m ainda viu. Depois, lavaram tudo. Quando ela me contou, perguntei-lhe: E, saiu? Saiu. Porque era tinta de água, se fosse tinta de esmalte já não sairia tão facilmente, respondi-lhe eu.
Esta senhora é conhecida por utilizar peles naturais, por se gabar disso e depois com aquele sorriso idiota que a caracteriza dizer que é natural, é normal. Nada, nada, nada neste mundo justifica o uso de peles naturais, onde toda a gente sabe, e viu quem quis, filmes onde os animais são esfolados vivos para obtenção das peles. Não coloquei nenhum vídeo, porque é muito violento e  porque toda a gente já recebeu na sua caixa de correio estes vídeos. Toda a gente excepto a Fátima Lopes. Mas, não é a única. O João Rôlo também. Mesmo antes de saber que a citada burgessa usava peles naturais detestava os trapos que ela vende, acho-os pirosos, vulgares, sem gosto. João Rôlo, idem, sempre o achei um parolão.
Na mesma avenida, mais à frente, está situada a loja da Ana Salazar. Sóbria, original, de bom gosto, requintada. Não precisa de usar peles naturais nas suas colecções. Tal como Miguel Vieira, aliás conhecido pelo seu amor aos animais e pela defesa dos seus direitos.
Agora é politicamente correcto dizer numa discussão, num debate: não concordo, mas respeito a sua opinião, as suas ideias, blá, blá, blá. Pois eu, esta gentinha não respeito coisíssima nenhuma. Alguém consegue ter respeito por substâncias ou pessoas que provocam vómitos?

Sete cães e uma flauta


Esta semana, numa esquina da Rua Augusta


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fronteiras Perdidas



Fronteiras Perdidas de José Eduardo Agualusa é um livro delicioso de pequenos contos que se lêem de uma só vez, ideal para quando estamos à espera de qualquer coisa que tenhamos a certeza que vai acontecer em breve, daqui a algum tempo, num futuro mais ou menos próximo: o dentista, o metro, o comboio, a vez no atendimento ao cliente, a enfermeira das análises, a técnica de radiologia, o comboio, a médica de família, as pessoas não-pontuais. Agora, para quem está à espera do Prince Charmant , recomendo o Ulisses ou todos os últimos de Lobo Antunes. Caso já tenham lido todos eles, sigam para Júlio Dinis.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Olha, fomos apurados!



Pois fomos!
Parabéns ao sr. Queiroz, mas o apuramento nada mudou ao que sinto por ele. Continuo sem fé nenhuma no treinador. Nunca tive. Mas, não me perguntem porquê. Já aqui escrevi que são coisas do domínio da intuição, logo inexplicáveis. Não percebo nada de estratégias, 4-4-3, 4-3-3, para mim, são vinte e dois jogadores atrás de uma bola, logo tudo o resto são simpatias ou antipatias. Fé, confiança e convicção. Ou não.
Parabéns também àquela bola que no 1º jogo Portugal-Bósnia, bateu no ferro superior da baliza tuga para logo a seguir bater no ferro lateral esquerdo. E, a outras bolinhas amigas que não entraram.
Parabéns, muitos, muitos a Bruno Alves e Raul Meireles, os artistas dos golos. Por acaso, jogadores do grande, grande e ganhador éfecêpê!  

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Bolas da avó


Para a Turmalina.
Bem cozidas, ou mal cozidas?




terça-feira, 17 de novembro de 2009

A União Zoófila



Faz hoje 58 anos.
E, o que ela tem resistido! Em 1997 a então Presidente Alice Dutra de má memória deixaria atrás de si um canil do 3º mundo e uma associação tão cheia de dívidas que ainda hoje está a pagar e a sofrer as consequências.
Desde então os tempos não têm sido fáceis: lutas internas, conflitos de personalidades, acusações, campanhas de difamação. A tudo ela tem resistido, e as campanhas de pedido de alimentos e medicamentos, ou mantas e cobertores têm tido sempre eco. Isto porque as questões judiciais resolvem-se nos tribunais e as questões relacionais, resolvem-se entre as pessoas e, para além desta realidade, há centenas de cães e gatos para alimentar e cuidar. E, por isso, as pessoas aderem às campanhas e respondem aos pedidos de ajuda da associação. Porque acima de tudo estão e estarão sempre animais. Sem dono, abandonados, feridos, velhos, doentes.
Aproximam-se os tempos difíceis do inverno, do frio e da chuva. E, estes animais precisam muito, de muita coisa.
Para quem tem medo de fazer donativos em dinheiro, pois pensam sempre que o pessoal das associações o mete ao bolso, podem doar rações, latas, gazes, compressas, água oxigenada, medicamentos, desparasitantes; para quem mesmo assim continua com  medo que o pessoal desvie para suas casas estas doações, podem oferecer mantas, cobertores, caminhas, camisolas velhas; e, se mesmo assim continuam com medo de desvios de material, então têm um bom remédio: dêem de vós próprios, isto é do vosso tempo, do vosso dia, da vossa vida. E, aqui não há desculpas.
Ou, então ADOPTEM!












P.S. Como já aqui escrevi a minha querida Mégui que há 11 anos partilha a vida comigo é uma "filha" da UZ, que vivia na cozinha da UZ, na Conde Valbon, sede da associação, naquela época.

Chegaram, enfim!



Bem, eles já chegaram há dois dias ao Centro de Rreprodução de Silves, mas tem havido tanta coisa pelo meio que só hoje coloco a notícia e ainda vamos muito a tempo de festejar. Bem-vindos.
Toda a notícia:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410090


Sobre o lince ibérico:
http://linceiberico.icnb.pt/homepage.aspx

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

«Foi preso o número dois da máfia siciliana

conhecido como o Veterinário por causa da sua grande paixão pelos animais...»
Estás a ver, estás a ver?
Mas, o que é que eu deveria estar a ver que não vejo? Isto é, estou muito bem a ver onde é que as pessoas querem chegar, querem chegar ao ponto de que a paixão animal é uma espécie de perversão mental, uma tara, um mau traço de carácter ou vá lá, uma "opção" na vida. Já aqui escrevi que este amor pelos animais é um "dom" que nasce connosco, transversal a todas as camadas sociais, etnias, cores, sexos ou convicções políticas e não é de todo, nem pouco mais ou menos uma opção de vida. É uma estrela que temos gravada na testa e que nos une de uma maneira indizível.
Se há coisa que me exaspera mentalmente, é a generalização. É da parte inferir o todo. Então, por o mafioso siciliano gostar de animais, significa que toda a gente que gosta de animais é mafiosa? Se ele coleccionasse pacotes de acúcar vazios significava que todos os coleccionadores de pacotes de açúcar vazios eram mafiosos? S. Francisco também gostava muito de animais, __o Dia do Animal comemora-se no dia deste santo__, e isso significa que sejamos todos santos? Nem pouco mais ou menos. Nem santos nem mafiosos, só consumidos por uma paixão que quem está de fora não entende, nem pode entender.

Robert Enke

Foi ontem a enterrar Robert Enke. Não vou falar da depressão crónica de que ele padecia e que é tema tabu no mundo do futebol, tão cheio de homens de barba dura. Nem vou falar do coração apertado dos benfiquistas. Nem vou falar dos sete cães abandonados que recolheu, tratou e adoptou aquando da sua estadia em Portugal e que o seguiram quando foi viver para Barcelona. Nem vou falar das campanhas para a PETA a favor dos direitos dos animais.
O que me anda a impacientar é certos comentários e reacções à  sua decisão de pôr termo à vida. Já não tenho paciência para os moralistas, sempre de dedinho espetado a criticarem tudo e todos, sempre, sempre a julgarem os outros e a excluirem-se do que criticam. Até cobarde já lhe chamaram. E, que num mundo em que tanta gente luta desesperadamente pela vida, ele não tinha o direito de fazer o que fez. Pois é, mas quem luta por viver, é porque decidiu lutar. Ele decidiu outra coisa. E, que enquanto uns lutam pela vida, o suicídio é uma afronta a quem luta. Mas, quem decidiu morrer, também se pode ter sentido ofendido com o excesso e superabundância de vida nos outros. Quando estamos cheios de dores nos olhos, a luz do sol, fere-nos mais do que nunca, é-nos insuportável. Como diz o povo: "Cada um sabe de si, e Deus de todos". Cada um sabe de si, da sua dor, da sua incapacidade de a superar, da incapacidade de viver com tanto sofrimento à volta. E, só Deus conhece o coração do suicida, ninguém mais o pode condenar. E, aqueles que pensam que estão acima destas fraquezas e minudências, não sabem que a vida dá muitas voltas e, que a fortaleza de hoje pode ser a fragilidade amanhã, o que hoje temos, amanhã já não. O que hoje são certezas, amanhã são dúvidas e nevoeiro cerrado. Já não suporto mais as pessoas que passavam a vida a cuspir para o alto e a dizer: EU, nunca!



domingo, 15 de novembro de 2009

Torhüter Robert Enke (RIP) für PETA

Robert Enke foi hoje a enterrar. Que descanse em paz.

Diferenças




Ao balcão da padaria do supermercado:

Cliente: Queria seis bolas da avó muito mal cozidas, as mais mal cozidas, s.f.f.

Eu: Queria quatro bolas da avó muito bem cozidas, as mais bem cozidas!

E, as três rimos.

Porque não há-de ser assim no mundo?

sábado, 14 de novembro de 2009

Lourenço, o lutador

Ontem, no seu blog, a Lupa lançou um apelo solidário para ajudar um menino a comprar uma cadeirinha especial, que lhe melhorará a qualidade de vida. Deixo-vos aqui contactos e links.

O endereço do blogue dos pais:
http://lourenco_olutador.blogs.sapo.pt/


Lourenço, o lutador ( Apelo)

«Porque Deus permite que as mães se vão embora?»


Faz hoje cinco anos que a minha mãe partiu. Na impossibilidade de dizer qualquer coisa, deixo-vos com os poetas.

Sempre

Porque Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Porque Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe, não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto do seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade, Antologia Poética.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta-feira, 13

Eu cá não acredito em bruxas, pero que las hay, las hay.

Em casa:
Preto Cabeçudo


                                         Zorro

À porta do prédio:
Flor


Se eu vivesse no tempo da Inquisição, lá íamos todos para a fogueira: e os meus gatos pretos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Velhotas dos gatos


Hoje de manhã, ao sair do Hospital de São José, onde fui fazer um exame, tive uma visão daquelas que eu gosto: em frente à entrada principal deste hospital uma velhota dava de comer a dois gatos de rua. Consegui falar com ela apesar de corresponder ao cliché das velhotas que dão de comer a gatos de rua: desconfiada, de poucas falas, cara fechada, lá acabou por me mostrar as fotografias dos gatos que alimenta, guardadinhas na carteira de onde saltavam notas. Viúva, sozinha, doente, moradora no bairro da Pena, lá foi mais para baixo, dar de comer a outros. Qualquer dia estou assim.



António Variações

Escrevi, faz amanhã oito dias, que considero António Variações o melhor letrista português. Não falo de poemas de Alexandre O`Neil, David Mourão-Ferreira, Ary dos Santos, Camões ou Pessoa, que foram musicados e cantados, falo de letras que Variações escreveu de propósito para serem cantadas. São todos muito bons, Carlos Tê, Sérgio Godinho, mas o Variações, enche-me as medidas...
Hoje à noite, vai a leilão o espólio do artista. Se quiserem saber mais, podem ler aqui.

Antonio Variacoes - E P'Ra Amanha

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vejo um cavaleiro que se afasta
na bruma da tarde
irá ele atravessar florestas,
ou planícies áridas?
Aonde vai? Não sei.
Amanhã estarei deitado
sobre a terra ou debaixo dela?
Não sei.

Omar Khayyam (Rubaiyat)

Dia de S. Martinho

O meu pai fazia hoje anos.







                                                                      Imagens tiradas da Internet

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Contra a chacina de golfinhos nas ilhas Faroe

Outro pedido de divulgação. Desta vez do Partido Pelos Animais, que recolhe assinaturas contra a chacina de golfinhos que se passa nas Ilhas Faroe, aquando dos ritos de iniciação à adolescência. Quem lhes espetava os arpões no lombo era eu. Eu penso que já toda a gente viu essas fotografias, por isso não as publiquei.

«Cliquem no link e assinem por favor. Depois não se esquecam de reconfirmar a assinatura quando receberem a confirmação do Petition Spot, clicando no link.» (PPA_ Sintra)

http://www.petitionspot.com/petitions/faroeislands

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Muro de Berlim

Faz hoje 20 anos.
Para quem gosta de fotografia, trata-se de uma exposição Web, com fotografias muito originais sobre o Muro de Berlim:

http://www.dieberlinermauer.de/berlimmurohome1024/berlimmurohome1024.html

(uma vez na primeira página, carregam outra vez no endereço, mas vale a pena)

domingo, 8 de novembro de 2009

Muros, muros e mais muros

É só falar-se na queda do muro de Berlim, que não há ninguém que não fale do "muro da vergonha" construído por Israel ao longo da Cisjordânia, especialmente em programas radiofónicos que têm foruns de ouvintes.  Não há ouvinte que se preze que não vocifere clichés e lugares comuns sobre este muro ou nos mande reflectir sobre ele. Foi o que fiz.O que eu não percebo é porque é que não falam de um muro construído com dinheiro da UE, em redor de Melilla, o enclave espanhol em Marrocos, para impedir a onda de emigrantes africanos. Estes sim, são para mim verdadeiros muros da vergonha que a Europa ergue para se proteger de desgraçados que não têm que comer, que não vêm com cintos de explosivos à cintura e que morrem pendurados em arames farpados. Mas, depois, é esta mesma Europa que gosta de estar de dedinho em riste para Israel contra o "muro da vergonha", aliás erguido por construtores e operários palestinianos, com cimento palestiniano. Não percebo porque é que os palestianos, __que tanto gostam de atirar pedras__, não apedrejaram estes empreiteiros palestianianos. Há muita coisa neste conflito que parece que é urdida pelos donos de uma determinada ordem mundial, difundida por uma determinada comunicação social interessada em manter vivo o anti-semitismo no mundo e no tempo, papel que os palestinianos assumem na perfeição, sendo peões __sem disso se darem conta__, de um imenso tabuleiro de xadrez. Vejo, uns monstrinhos muito grandes a manejarem cordelinhos e bonecos que se movem conforme os movimentos. Este povo é muito mais vítima dos seus "irmãos" árabes do que de Israel, mas é muito conveniente que o mundo pense que Israel é o sempre o "mau" da fita. Caramba! Com "irmãos" arábes que têm nos seus palácios torneiras de ouro e não são capazes de instalar um depósito de água aos manos pobrezinhos? E, o que dizer da fortuna pessoal de Arafat, enquanto o "seu" povo passava dificuldades? A divisão entre "bons" e "maus" é muito conveniente. Mas, agora que dizer quando há dois "bons", Fatah e Hamas que se degladiam pelo poder? Por muito que me esforce não consigo ter qualquer tipo de simpatia por grupos como o Hamas, e por uma sociedade que manda as suas crianças para a 1ª linha de batalha, que trata as mulheres abaixo de cão e os cães, meu Deus, não quero nem pensar, considerados impuros na comunidade islâmica. Quanto à liberdade de expressão, foi vê-la aquando das caricaturas de Maomé. Vimos sim, toda a gente viu. São dois mundos diferentes: em Israel uma mulher cientista Ada Yohath ganha o prémio Nobel da Químíca em 2009, enquanto isso em Gaza, o Hamas proibiu as mulheres de andarem de mota, a fim de conservar as "tradições árabes". Quem os punha conservados em formol era eu. O Hamas em frasquinhos.

Ao Paulo


Só! — Ao Ermita Sósinho na Montanha


Só! — Ao ermita sósinho na montanha

Visita-o Deus e dá-lhe confiança:

No mar, o nauta, que o tufão balança,

Espera um sopro amigo que o céo tenha...



Só! — Mas quem se assentou em riba estranha,

Longe dos seus, lá tem inda a lembrança:

E Deus deixa-lhe ao menos a esperança

Ao que à noite soluça em erma penha...



Só! — Não o é quem na dor, quem nos cansaços,

Tem um laço que o prenda a este fadario.

Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...



Mas cruzar, com desdem, inertes braços,

Mas passar, entre turbas, solitario,

Isto é ser só, é ser abandonado!



Antero de Quental, in 'Sonetos'

sábado, 7 de novembro de 2009

Óculos, óculos, óculos...


Para quem estiver interessado nas minhas cefaleias e andou muito preocupado com o facto, a origem poder-se-á encontrar nas lentes caducas que precisavam de ser mudadas. E, vão ser, para a semana, quando chegarem as lentes orgânicas que encomendei. Além disso, para a média distância __televisão, conduzir à noite(?) e cinema__, vou também precisar de usar. Juntando aos óculos de sol, faz três estojos! Que vale é que tenho uma mala grande.
A propósito de óculos, foi sempre um mistério para mim, como é que determinado tipo de óculos vai com uma determinada fisionomia, é que sinceramente não vejo grande diferença nos rostos que determinem esta ou aquela armação, há caras mais ou menos magras, mais ou menos cheiinhas, narizes de todo o tipo, orelhas de abano e minúsculas, testas altas e estreitas, mas, não há caras de 50 cm e outras de 20 cm, isto para dizer que somos mais ou menos todos iguais, ou pelos menos não temos grandes diferenças que justifiquem armações tão diferentes. Mas, se eu não entendo tamanho mistério, já as meninas das oculistas dominam esta arte com perfeita mestria. Só com um olhar conseguem logo descobrir o que nos fica bem ou mal, o que nos favorece ou não.  Para a semana, quando lá for mudar as minhas lentes, vou perguntar-lhes onde aprenderam tal arte.  

Sócrates e Merkel


É que eu não quero nem imaginar o que é que José Sócrates estará a propor a Angela Merkel, com aquela vozinha de mel que ele às vezes sabe fazer!
Mas, verdade seja dita, a senhora não está a indignar-se com a proposta, pelo contrário.
Queria ser mosquinha...

Pérolas do FaceBook

Diálogo entre duas italianas no FaceBook, a propósito deste concerto de Mariza:

Laura: Arrepiante, jamais esquecerei aquela noite e aquel concerto, Mariza sempre Mariza. Eu estavo alì!

Alex:No falo portugues. L'unica cosa che so nella lingua (e scommetto che è sbagliata!), a parte saudade. ;-)

Laura: Boa noite, Alex! E' o mesmo correcto! Nao falo o portuguese! (é melhor). Saudade sim, magoa, estan no otras palavras para dizer a saudade, a saudade é mas brasileira...o fado é portuguese.

Mariza - 'Maria Lisboa' (Live at Coliseu dos Recreios Lisboa 31/10/2009)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

António Variações Estou além

Para mim o maior e melhor letrista português. Aqui a acompanhar o estado de espírito do post.

Tanks God is Friday!



Se calhar também não seria má ideia este fim-de-semana arranjar as unhas! E, aproveitar e repensar a vida e não aceitar como adquirido o já existente. Pôr tudo em causa é o que me apetece. Os amigos, por exemplo, será que o são? Porque terei se ser sempre eu a fazer o primeiro passo para tudo? Caramba, estou cansada, dói-me a cabeça, dói-me a vista, tenho cafaleias. Mas, não vale a pena preocupar-me muito com isto. A própria vida incubir-se-á de dizer quem vai, quem fica e quem há-de vir. O que me apetece mesmo é transformar toda a minha vida num palimpsesto. E, depois logo se veria.   

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dói-me o rim


Faz hoje 11 anos que tirei o meu rim esquerdo. O que terão feito com ele? O que farão os hospitais com os órgãos retirados? Na altura, eram questões que não me colocava, obnibulada que estava com a dor física, na horizontalidade de uma cama, com tubos que me entravam por todo o corpo. Foi no ainda aberto Hospital do Desterro, ao Intendente, hospital de paredes cor-de-vinho que ainda se vê, do lado direito, quando se desce a Almirante Reis. Estava no serviço de Urologia, praticamente dominado pelos chamados velhotes da próstata que se arrastavam pelos corredores, de pijamas às riscas, agarrados ao dispositivo do soro, escapando-se para o corredor para fumar um cigarrito proibido. A minha enfermaria, exclusivamente feminina,  era composta por cinco camas, mas havia uma que não era ocupada, constituindo uma espécie de cama de reserva. Ao meu lado direito ficou a D. Orlanda, desenganada pelo seu médico durante a minha estadia no hospital. Fecharam a cortina da privacidade, aquela à volta da cama, que normalmente fecham quando nos lavam ou fazem outros tratamentos, e nem se ouviam, médico e doente, tudo em surdina, murmurado, depois de ele se ir embora continuou tudo em silêncio, até o choro da D. Orlanda. Na cama em frente ficava a D.Fernanda, operada porque tinha a bexiga rota, segundo as próprias palavras e que gostava de contar anedotas que não tinham piada nenhuma. Fazia a festa, deitava os foguetes e apanhava os pauzinhos. Estávamos as duas deitadas, não nos víamos, só a ouvia, esganiçada: Segure a costura, segure a costura, que vou contar uma muito engraçada. E eu ria-me, porque às vezes rimo-nos de coisas que não têm piada nenhuma, porque a graça está aí. Ao lado dela, portanto na minha diagonal estava a avozinha, não teria muita idade, talvez uns 80 anos, mas como tinha a cabeleira toda branca chamávamos-lhe assim. Falava, falava todo o tempo, numa ladaínha interminável que já ninguém ouvia, dormitávamos, acordávamos, e ela lá estava a contar alto o que tinha sido a sua vida, numa interminável lengalenga, dia e noite, porque o hospital é um sítio onde o tempo não passa e deixa de haver noite e dia, entardecer, alvorada ou  crepúsculo. Posteriormente à minha saída deram-lhe alta, mas, como vivia sozinha, estava sempre a caminhar para as urgências de S.José. Um dia, ao subir uma daquelas indizíveis ladeiras que conduzem a este hospital, escorregou, partiu uma perna e lá ficou internada. Eu e a D.Fernanda ainda fomos vistá-la pouco antes do Natal ao Hospital de São Lázaro, mas a operação ao rim já não resolvera nada e a avozinha partiria em breve para junto dos seus santinhos e anjos, seguindo-se-lhe a D.Orlanda pouco tempo depois. Mas, era uma sala muito atípica para hospital. O meu trambolho sonoro e o da D.Fernanda, __seria muito pomposo chamar-lhes telemóveis__, tocavam a toda a hora, mas, ninguém se importava, era até o próprio pessoal que __a nosso pedido___, no-los punha a carregar; depois havia uma televisão encarrapitada num suporte de parede que se dignava dar um arzinho da sua graça a troco de algumas moedas, fosse isso a que horas fosse, mas, também ninguém lhe ligava ou se importava que ela estivesse ligada às vezes à meia-noite, nem a D.Orlanda se incomodava. A avozinha, indiferente àquela rival chamada tv, continuavas as suas litanias, quanto a nós, dormitávamos e acordávamos. Passei no hospital o domingo do referendo da regionalização, ora eu e a D. Fernanda, danadinhas por sair dali, nem que fosse por uma hora, chateámos toda a gente para ir votar. Lá conseguimos autorização, assinando um termo de responsabilidade e lá fomos numa ambulância dos bombeiros, a dois à hora, pois não podíamos apanhar grandes safanões, deitadas, cada uma agarrada à sua costura. Uma vez chegada à escola onde costumo votar, dispensei a cadeira de rodas, meia dúzia de passos separam a entrada das salas, e fui devagar, devagarinho, botar o meu voto, toda a mesa agradeceu e enalteceu o civismo. Depois, ainda fomos aos Olivais, à escola onde a minha colega de enfermaria costuma votar. Andámos toda a manhã nisto. Quando chegámos foi uma festa.O serviço era pequeno e muito familiar.  Elas já voltaram, elas já voltaram.
Se estou bem? Sim. Já não posso é dizer: doem-me os rins! E, continuo a ser centro das atenções, quando entro no café, e lá está um determinado grupo de velhotas, baixam a voz e cochicham, ainda dizendo 11 anos depois: ela só tem um rim! Mas, como são quase todas surdas, o cochicho sai alto, e eu ouço!!!!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um dia morremos e põe-nos a vida toda na rua. Assim.



 Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

Não há nada mais simples.

Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.

Entre uma e outra todos os dias são meus.



Sou fácil de definir.

Vi como um danado.

Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.

Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.

Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;

Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.

Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.

Fechei os olhos e dormi.

Além disso fui o único poeta da Natureza.

Alberto Caeiro

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

«Só os mortos não morrem»

Só eles a mim me restam, são tranquilos e leais
Os que a morte não pode matar mais com seus punhais.

Ao declinar da estrada, no final da vida
Em silêncio se acercam, em sossego seguem minha vida.

Verdadeiro pacto é o nosso, nó que o tempo não desmente.
Só aquilo que perdi é meu eternamente.


Rahel (Bluwstein)- 1890-1931.
Tradução de Nuno Guerreiro José
Retirado por mim do seu blog Rua da Judiaria

La mort - Barbara

domingo, 1 de novembro de 2009

Dia de Todos- os- Santos



Sempre tive pena da identidade do dia de Todos -os-Santos __feriado, esborrachado pela proximidade do dia dos Finados, não-feriado__, que toda a gente aproveita para ir aos cemitérios. Os santos em festa no céu e nós aqui na terra a tratar de sepulturas. Nunca gostei de ir ao cemitério no dia 1 de Novembro, dia 2, sim. Mas, agora há mais uma humilhação para a identidade deste feriado: ficou entalado entre duas celebrações. A "recém-importada" tradição do dia das bruxas veio trazer mais um pretexto para o pessoal se enfrascar, assim sendo, este feriado tem agora uma novidade acrescida: transformou-se num dia de ressaca. Enquanto os filhos dormem, pais e avós vão ao cemitério. O feriado deve estar com a identidade em frangalhos! Atenção, que nada tenho contra a "recém-importada" celebração do dia das bruxas, pelo contrário, é bom para o comércio, e quanto aos copos a mais, bom, também os há nos Santos, no fim-de-ano, no Carnaval, nos aniversários, enfim, pretextos não faltam, além disso prefiro uma "recém- importada" tradição que não envolva maus tratos a animais do que uma velha tradição "nossa" mas cheia de sangue, como a tourada, Os espanhóis têm uma espécie de ditado popular que traduzido mais ou menos à letra fica: "Há tradições que merecem pau!"Eles lá saberão do que estão a falar.

sábado, 31 de outubro de 2009

GreenPeace

Porque este espaço não é só para dizer que ando cheia de dores de cabeça, que fui às urgências e que me diagnosticaram cefaleias, que feri sem querer uma pata da Mégui, e que quase fui abalroada pela barriga de um tuga, hoje recebi um mail com pedido de divulgação. Cá vai.

«A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.


Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.

Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta.

1- Entra em acção: assina a petição aos supermercados para que ponham fim à comercialização de espécies de peixe de profundidade

Acreditamos que este vídeo é uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam. Contamos com o teu apoio: divulga O Fundo da Linha e encoraja os teus contactos a assinar a petição.

2- Envia o vídeo por e-mail aos teus contactos

3- Divulga o vídeo no Twitter

4- Partilha o link no Facebook

5- Coloca o vídeo no teu blogue

Um abraço,

Lanka, Lara, Osvaldo e toda a Greenpeace»
 
É este o link do video: 
 
http://www.greenpeace.org/portugal/videos/o-fundo-da-linha?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=roadtour4b

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nova Ministra da Cultura "reconhece os encantos" das touradas..

Eu, que tenho a mania que sou uma pessoa muito intuitiva, que nada me escapa e que topo à légua a pinta da pessoa, escrevia a 24 de Outubro neste meu blog que tinha um bom feeling em relação à nova Ministra da  Cultura. E, não vale a pena desculpar-me que ando em baixo de forma física e tal. Desculpas não serão aceites. Agora, leiam só este post publicado pelo blog da Animal, no dia 29 de Outubro:

 «A ministra e o deputado

[Sobre a Ministra da Cultura, que esteve presente no Fórum Mundial da Cultura Taurina enquanto Directora Regional de Cultura dos Açores e que, de acordo com os tauromáquicos, "reconhece os encantos" das touradas]

(Por Maurício do Vale. In “Correio da Manhã”, 29 de Outubro de 2009)

Boas notícias dos Açores e do Porto. Uma ministra (da Cultura) e um deputado serão uma mais-valia para a tauromaquia!

Ela - Gabriela Canavilhas - foi a brilhante representante do Governo Regional que presidiu à abertura do Fórum Mundial da Cultura Taurina, que teve lugar na ilha Terceira. Da conversa que tive com a mesma resultou-me um convencimento de que, sem ser perita na matéria, reconhece os encantos da Festa de Touros, confessando-se receptiva a aprofundar conhecimentos, ela que é uma mulher sensível, pianista de relevo, que bem descobre as musicalidades da própria tauromaquia.

Ele - Michael Seufert - é um confesso aficionado. Do Porto chega com as convicções tauromáquicas tão intensas do Norte. Diz que não vai perder nenhuma corrida no Campo Pequeno e noutras praças locais. Em boa hora chega! O "tal" agora deputado que era presidente da Câmara de Viana do Castelo já vai ter quem lhe coloque oportunas questões por causa do ‘assassinato’ da Praça de Viana do Castelo...

A ministra Canavilhas e o deputado Seufert são duas esperanças de quem o país tauromáquico muito espera!

Publicada por ANIMAL em 10/29/2009 12:53:00 PM »

Tanks God is Friday!



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dia-a-dia

O dia do Idoso foi ontem. Não é politicamente correcto chamar-lhes velhos. Mas, a família, a comunidade e o país continuam a tratá-los da mesma maneira: despejando-os em lares. Santa hipocrisia.


Quando vemos um bombeiro na rua vir na nossa direcção com rifas para vender, não é obrigatório virar a cara e olhar para as montras.


Que fazer quando estamos a sair de um café, a segurar a porta, e há um tuga pançudo que quer entrar ao mesmo tempo que estamos a sair?


A Caritas de Évora vai receber dinheiro de uma tourada de "beneficência", como podem ler aqui:
Escrevam a protestar. Eu já o fiz. O Blog da Animal tem uma sugestão da carta a enviar e a quem.
Sempre gostava de saber qual é a percentagem com que ficam os taurinos organizadores.
A Igreja ainda não percebeu que uma sociedade que trata bem os seus animais, tratará bem o seu semelhante, agora promovendo espectáculos de crueldade é que não vão lá.