quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Prendas



Recebi ontem da Greenie, coisasverdes, este selinho lindo que agradeço muito e que passo a atribuir a dez blogues com os quais aprendo sempre qualquer coisa ou que lutam por algo.

blogdaanimal

cartadetarot

cronicasdorochedo

cronicasdeumvagamundo

diariodotripulante

jornalanimais

marialuisamoreira

sosalgarveanimals

viagenslacoste

wolkenworte

É-nos pedido também que divulguemos oito traços de carácter, então, cá vão: animalesca (só porque gosto de animais...), teimosa, independente, depressiva, preguiçosa, arrumada, desconfiada, intolerante à mentira ( e a outras coisas também...)-
E agora passo.

Câmara Municipal de Lisboa/ Orçamento participativo 2010

Recebi e passo a divulgar o seguinte apelo, pois segundo testemunhos as condições de vida dos animais no canil terceiromundista da CML são deploráveis.

«Está aberto no site da Câmara Municipal de Lisboa ( link abaixo) o Orçamento participativo que permite aos cidadãos submeter ideias, propostas, para o Orçamento de 2010, até domingo dia 29/11. É fundamental que todas as pessoas deste grupo se inscrevam e falem da necessidade das obras no canil/gatil . É o minímo que podemos fazer por aqueles pobres bichos.


Procurem no site da CML , à esquerda onde diz Orçamento Participativo 2010

Têm de se inscrever primeiro e depois com o vosso e-mail e password escolhem,na área temática, a designação "outras" e especificam " Canil/Gatil Municipal de Lisboa" e descrevem o que se pretende.

Se tiverem dúvidas telefonem para 217988000 e peçam para falar com a equipe do Orçamento Participativo.

Divulguem pelas vossas mailings para sermos centenas.

http://www.cm-lisboa.pt/»

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bob Dylan Blowing in the wind

Há quanto tempo não ouvia, e que saudades!

Paula Rego, botas e gatos




Depois do solinho de ontem que pôs os gatos como lagartos ao sol, veio a chuvinha hoje...chuvinha é gentileza minha. Houve momentos de bastante intensidade.
Detesto engraxar botas: o cheiro, a graxa, os dedos pretos, as unhas sujas, a escova, a meia velha de lã para o brilho final. E, depois de tanto trabalho, ir para a chuva!
Mas, adoro a Paula Rego.
E Pomar.
E Resende.
Falando de vivos.

Gatos ao sol

Farrusco

Linda e fotogénica Flor

Bem contadinhos são cinco: um no r/chão, dois no 1º andar, um no 2º e um no telhado!


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Campanhas de esterilização

Um grupo de cidadãos da nossa cidade, __doridos com a maneira como vivem e são tratados os nossos animais de rua__, juntou-se para pedir à CML que celebre protocolos com associações de animais para esterilização dos animais de rua, que é uma maneira de os proteger e facilitar a sua adopção. Este grupo tem já um site:


E, amanhã, 4ª feira, dia 25 de Novembro, às 18horas estará presente na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, na Praça do Município para fazer ouvir a sua voz e defender a vida daqueles que não têm voz.
Outra proposta a ser ouvida tem a ver com o estado deplorável do canil municipal da CML, e de que aqui já falei a 18 de Agosto. Os relatos e testemunhos que chegam de quem teve a coragem de visitar aquele campo de concentração são absolutamente deprimentes para quem ama os animais e se preocupa com os seus direitos e as suas condições de vida. É inacreditável e inconcebível como num país da União Europeia, em pleno século XXI ainda haja canis terceiro mundistas e uma coisa não percebo, porque é que a Câmara persegue e captura animais de rua, __que a maioria das vezes são bem alimentados e tratados até aos cuidados veterinários por pessoas que nem fazem parte de associações__, para os enfiar naquele malfadado canil? 
Se é sensível a estas problemáticas, junte-se a estes cidadãos. É conveniente estar lá às 17h30m e só poderá intervir quem previamente se inscreveu, na passada 2ª feira.
De uma maneira ou de outra e de acordo com a nossa sensibilidade e com a nossa capacidade de aguentar certas situações de vida animal, podemos fazer sempre qualquer coisa: recolher alimentos e medicamentos para canis, apadrinhar animais, ser FAT, passear animais em canis, fazer donativos, pagar cotas em associações, denunciar situações, fazer pressão junto de câmaras e instituições, divulgar informação. Qualquer coisa é juntar forças para a mudança de mentalidade que tanto almejamos.   

domingo, 22 de novembro de 2009

Fernando Pessoa, sempre

«Nós outros todos, que vivemos animais com mais ou menos complexidade, atravessamos o palco como figurantes que não falam, contentes da solenidade vaidosa do trajecto. Cães e homens, gatos e heróis, pulgas e génios, brincamos a existir, sem pensar nisso (que os melhores pensam só em pensar) sob o grande sossego das estrelas».

Fernando Pessoa, Obras em Prosa
Livro do Desassossego,  Bernardo Soares
P. 285

sábado, 21 de novembro de 2009

ASSASSINA!

Um dia destes, moradores, transeuntes e passantes da Av. de Roma viram escrito na montra da loja da estilista Fátima Lopes, em letras garrafais, a tinta vermelha: ASSASSINA, escrita também no chão. A minha colega que lá passou por volta das 8h 15m ainda viu. Depois, lavaram tudo. Quando ela me contou, perguntei-lhe: E, saiu? Saiu. Porque era tinta de água, se fosse tinta de esmalte já não sairia tão facilmente, respondi-lhe eu.
Esta senhora é conhecida por utilizar peles naturais, por se gabar disso e depois com aquele sorriso idiota que a caracteriza dizer que é natural, é normal. Nada, nada, nada neste mundo justifica o uso de peles naturais, onde toda a gente sabe, e viu quem quis, filmes onde os animais são esfolados vivos para obtenção das peles. Não coloquei nenhum vídeo, porque é muito violento e  porque toda a gente já recebeu na sua caixa de correio estes vídeos. Toda a gente excepto a Fátima Lopes. Mas, não é a única. O João Rôlo também. Mesmo antes de saber que a citada burgessa usava peles naturais detestava os trapos que ela vende, acho-os pirosos, vulgares, sem gosto. João Rôlo, idem, sempre o achei um parolão.
Na mesma avenida, mais à frente, está situada a loja da Ana Salazar. Sóbria, original, de bom gosto, requintada. Não precisa de usar peles naturais nas suas colecções. Tal como Miguel Vieira, aliás conhecido pelo seu amor aos animais e pela defesa dos seus direitos.
Agora é politicamente correcto dizer numa discussão, num debate: não concordo, mas respeito a sua opinião, as suas ideias, blá, blá, blá. Pois eu, esta gentinha não respeito coisíssima nenhuma. Alguém consegue ter respeito por substâncias ou pessoas que provocam vómitos?

Sete cães e uma flauta


Esta semana, numa esquina da Rua Augusta


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fronteiras Perdidas



Fronteiras Perdidas de José Eduardo Agualusa é um livro delicioso de pequenos contos que se lêem de uma só vez, ideal para quando estamos à espera de qualquer coisa que tenhamos a certeza que vai acontecer em breve, daqui a algum tempo, num futuro mais ou menos próximo: o dentista, o metro, o comboio, a vez no atendimento ao cliente, a enfermeira das análises, a técnica de radiologia, o comboio, a médica de família, as pessoas não-pontuais. Agora, para quem está à espera do Prince Charmant , recomendo o Ulisses ou todos os últimos de Lobo Antunes. Caso já tenham lido todos eles, sigam para Júlio Dinis.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Olha, fomos apurados!



Pois fomos!
Parabéns ao sr. Queiroz, mas o apuramento nada mudou ao que sinto por ele. Continuo sem fé nenhuma no treinador. Nunca tive. Mas, não me perguntem porquê. Já aqui escrevi que são coisas do domínio da intuição, logo inexplicáveis. Não percebo nada de estratégias, 4-4-3, 4-3-3, para mim, são vinte e dois jogadores atrás de uma bola, logo tudo o resto são simpatias ou antipatias. Fé, confiança e convicção. Ou não.
Parabéns também àquela bola que no 1º jogo Portugal-Bósnia, bateu no ferro superior da baliza tuga para logo a seguir bater no ferro lateral esquerdo. E, a outras bolinhas amigas que não entraram.
Parabéns, muitos, muitos a Bruno Alves e Raul Meireles, os artistas dos golos. Por acaso, jogadores do grande, grande e ganhador éfecêpê!  

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Bolas da avó


Para a Turmalina.
Bem cozidas, ou mal cozidas?




terça-feira, 17 de novembro de 2009

A União Zoófila



Faz hoje 58 anos.
E, o que ela tem resistido! Em 1997 a então Presidente Alice Dutra de má memória deixaria atrás de si um canil do 3º mundo e uma associação tão cheia de dívidas que ainda hoje está a pagar e a sofrer as consequências.
Desde então os tempos não têm sido fáceis: lutas internas, conflitos de personalidades, acusações, campanhas de difamação. A tudo ela tem resistido, e as campanhas de pedido de alimentos e medicamentos, ou mantas e cobertores têm tido sempre eco. Isto porque as questões judiciais resolvem-se nos tribunais e as questões relacionais, resolvem-se entre as pessoas e, para além desta realidade, há centenas de cães e gatos para alimentar e cuidar. E, por isso, as pessoas aderem às campanhas e respondem aos pedidos de ajuda da associação. Porque acima de tudo estão e estarão sempre animais. Sem dono, abandonados, feridos, velhos, doentes.
Aproximam-se os tempos difíceis do inverno, do frio e da chuva. E, estes animais precisam muito, de muita coisa.
Para quem tem medo de fazer donativos em dinheiro, pois pensam sempre que o pessoal das associações o mete ao bolso, podem doar rações, latas, gazes, compressas, água oxigenada, medicamentos, desparasitantes; para quem mesmo assim continua com  medo que o pessoal desvie para suas casas estas doações, podem oferecer mantas, cobertores, caminhas, camisolas velhas; e, se mesmo assim continuam com medo de desvios de material, então têm um bom remédio: dêem de vós próprios, isto é do vosso tempo, do vosso dia, da vossa vida. E, aqui não há desculpas.
Ou, então ADOPTEM!












P.S. Como já aqui escrevi a minha querida Mégui que há 11 anos partilha a vida comigo é uma "filha" da UZ, que vivia na cozinha da UZ, na Conde Valbon, sede da associação, naquela época.

Chegaram, enfim!



Bem, eles já chegaram há dois dias ao Centro de Rreprodução de Silves, mas tem havido tanta coisa pelo meio que só hoje coloco a notícia e ainda vamos muito a tempo de festejar. Bem-vindos.
Toda a notícia:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1410090


Sobre o lince ibérico:
http://linceiberico.icnb.pt/homepage.aspx

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

«Foi preso o número dois da máfia siciliana

conhecido como o Veterinário por causa da sua grande paixão pelos animais...»
Estás a ver, estás a ver?
Mas, o que é que eu deveria estar a ver que não vejo? Isto é, estou muito bem a ver onde é que as pessoas querem chegar, querem chegar ao ponto de que a paixão animal é uma espécie de perversão mental, uma tara, um mau traço de carácter ou vá lá, uma "opção" na vida. Já aqui escrevi que este amor pelos animais é um "dom" que nasce connosco, transversal a todas as camadas sociais, etnias, cores, sexos ou convicções políticas e não é de todo, nem pouco mais ou menos uma opção de vida. É uma estrela que temos gravada na testa e que nos une de uma maneira indizível.
Se há coisa que me exaspera mentalmente, é a generalização. É da parte inferir o todo. Então, por o mafioso siciliano gostar de animais, significa que toda a gente que gosta de animais é mafiosa? Se ele coleccionasse pacotes de acúcar vazios significava que todos os coleccionadores de pacotes de açúcar vazios eram mafiosos? S. Francisco também gostava muito de animais, __o Dia do Animal comemora-se no dia deste santo__, e isso significa que sejamos todos santos? Nem pouco mais ou menos. Nem santos nem mafiosos, só consumidos por uma paixão que quem está de fora não entende, nem pode entender.

Robert Enke

Foi ontem a enterrar Robert Enke. Não vou falar da depressão crónica de que ele padecia e que é tema tabu no mundo do futebol, tão cheio de homens de barba dura. Nem vou falar do coração apertado dos benfiquistas. Nem vou falar dos sete cães abandonados que recolheu, tratou e adoptou aquando da sua estadia em Portugal e que o seguiram quando foi viver para Barcelona. Nem vou falar das campanhas para a PETA a favor dos direitos dos animais.
O que me anda a impacientar é certos comentários e reacções à  sua decisão de pôr termo à vida. Já não tenho paciência para os moralistas, sempre de dedinho espetado a criticarem tudo e todos, sempre, sempre a julgarem os outros e a excluirem-se do que criticam. Até cobarde já lhe chamaram. E, que num mundo em que tanta gente luta desesperadamente pela vida, ele não tinha o direito de fazer o que fez. Pois é, mas quem luta por viver, é porque decidiu lutar. Ele decidiu outra coisa. E, que enquanto uns lutam pela vida, o suicídio é uma afronta a quem luta. Mas, quem decidiu morrer, também se pode ter sentido ofendido com o excesso e superabundância de vida nos outros. Quando estamos cheios de dores nos olhos, a luz do sol, fere-nos mais do que nunca, é-nos insuportável. Como diz o povo: "Cada um sabe de si, e Deus de todos". Cada um sabe de si, da sua dor, da sua incapacidade de a superar, da incapacidade de viver com tanto sofrimento à volta. E, só Deus conhece o coração do suicida, ninguém mais o pode condenar. E, aqueles que pensam que estão acima destas fraquezas e minudências, não sabem que a vida dá muitas voltas e, que a fortaleza de hoje pode ser a fragilidade amanhã, o que hoje temos, amanhã já não. O que hoje são certezas, amanhã são dúvidas e nevoeiro cerrado. Já não suporto mais as pessoas que passavam a vida a cuspir para o alto e a dizer: EU, nunca!



domingo, 15 de novembro de 2009

Torhüter Robert Enke (RIP) für PETA

Robert Enke foi hoje a enterrar. Que descanse em paz.

Diferenças




Ao balcão da padaria do supermercado:

Cliente: Queria seis bolas da avó muito mal cozidas, as mais mal cozidas, s.f.f.

Eu: Queria quatro bolas da avó muito bem cozidas, as mais bem cozidas!

E, as três rimos.

Porque não há-de ser assim no mundo?

sábado, 14 de novembro de 2009

Lourenço, o lutador

Ontem, no seu blog, a Lupa lançou um apelo solidário para ajudar um menino a comprar uma cadeirinha especial, que lhe melhorará a qualidade de vida. Deixo-vos aqui contactos e links.

O endereço do blogue dos pais:
http://lourenco_olutador.blogs.sapo.pt/


Lourenço, o lutador ( Apelo)

«Porque Deus permite que as mães se vão embora?»


Faz hoje cinco anos que a minha mãe partiu. Na impossibilidade de dizer qualquer coisa, deixo-vos com os poetas.

Sempre

Porque Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Porque Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe, não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto do seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade, Antologia Poética.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta-feira, 13

Eu cá não acredito em bruxas, pero que las hay, las hay.

Em casa:
Preto Cabeçudo


                                         Zorro

À porta do prédio:
Flor


Se eu vivesse no tempo da Inquisição, lá íamos todos para a fogueira: e os meus gatos pretos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Velhotas dos gatos


Hoje de manhã, ao sair do Hospital de São José, onde fui fazer um exame, tive uma visão daquelas que eu gosto: em frente à entrada principal deste hospital uma velhota dava de comer a dois gatos de rua. Consegui falar com ela apesar de corresponder ao cliché das velhotas que dão de comer a gatos de rua: desconfiada, de poucas falas, cara fechada, lá acabou por me mostrar as fotografias dos gatos que alimenta, guardadinhas na carteira de onde saltavam notas. Viúva, sozinha, doente, moradora no bairro da Pena, lá foi mais para baixo, dar de comer a outros. Qualquer dia estou assim.



António Variações

Escrevi, faz amanhã oito dias, que considero António Variações o melhor letrista português. Não falo de poemas de Alexandre O`Neil, David Mourão-Ferreira, Ary dos Santos, Camões ou Pessoa, que foram musicados e cantados, falo de letras que Variações escreveu de propósito para serem cantadas. São todos muito bons, Carlos Tê, Sérgio Godinho, mas o Variações, enche-me as medidas...
Hoje à noite, vai a leilão o espólio do artista. Se quiserem saber mais, podem ler aqui.

Antonio Variacoes - E P'Ra Amanha

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vejo um cavaleiro que se afasta
na bruma da tarde
irá ele atravessar florestas,
ou planícies áridas?
Aonde vai? Não sei.
Amanhã estarei deitado
sobre a terra ou debaixo dela?
Não sei.

Omar Khayyam (Rubaiyat)

Dia de S. Martinho

O meu pai fazia hoje anos.







                                                                      Imagens tiradas da Internet

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Contra a chacina de golfinhos nas ilhas Faroe

Outro pedido de divulgação. Desta vez do Partido Pelos Animais, que recolhe assinaturas contra a chacina de golfinhos que se passa nas Ilhas Faroe, aquando dos ritos de iniciação à adolescência. Quem lhes espetava os arpões no lombo era eu. Eu penso que já toda a gente viu essas fotografias, por isso não as publiquei.

«Cliquem no link e assinem por favor. Depois não se esquecam de reconfirmar a assinatura quando receberem a confirmação do Petition Spot, clicando no link.» (PPA_ Sintra)

http://www.petitionspot.com/petitions/faroeislands

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Muro de Berlim

Faz hoje 20 anos.
Para quem gosta de fotografia, trata-se de uma exposição Web, com fotografias muito originais sobre o Muro de Berlim:

http://www.dieberlinermauer.de/berlimmurohome1024/berlimmurohome1024.html

(uma vez na primeira página, carregam outra vez no endereço, mas vale a pena)

domingo, 8 de novembro de 2009

Muros, muros e mais muros

É só falar-se na queda do muro de Berlim, que não há ninguém que não fale do "muro da vergonha" construído por Israel ao longo da Cisjordânia, especialmente em programas radiofónicos que têm foruns de ouvintes.  Não há ouvinte que se preze que não vocifere clichés e lugares comuns sobre este muro ou nos mande reflectir sobre ele. Foi o que fiz.O que eu não percebo é porque é que não falam de um muro construído com dinheiro da UE, em redor de Melilla, o enclave espanhol em Marrocos, para impedir a onda de emigrantes africanos. Estes sim, são para mim verdadeiros muros da vergonha que a Europa ergue para se proteger de desgraçados que não têm que comer, que não vêm com cintos de explosivos à cintura e que morrem pendurados em arames farpados. Mas, depois, é esta mesma Europa que gosta de estar de dedinho em riste para Israel contra o "muro da vergonha", aliás erguido por construtores e operários palestinianos, com cimento palestiniano. Não percebo porque é que os palestianos, __que tanto gostam de atirar pedras__, não apedrejaram estes empreiteiros palestianianos. Há muita coisa neste conflito que parece que é urdida pelos donos de uma determinada ordem mundial, difundida por uma determinada comunicação social interessada em manter vivo o anti-semitismo no mundo e no tempo, papel que os palestinianos assumem na perfeição, sendo peões __sem disso se darem conta__, de um imenso tabuleiro de xadrez. Vejo, uns monstrinhos muito grandes a manejarem cordelinhos e bonecos que se movem conforme os movimentos. Este povo é muito mais vítima dos seus "irmãos" árabes do que de Israel, mas é muito conveniente que o mundo pense que Israel é o sempre o "mau" da fita. Caramba! Com "irmãos" arábes que têm nos seus palácios torneiras de ouro e não são capazes de instalar um depósito de água aos manos pobrezinhos? E, o que dizer da fortuna pessoal de Arafat, enquanto o "seu" povo passava dificuldades? A divisão entre "bons" e "maus" é muito conveniente. Mas, agora que dizer quando há dois "bons", Fatah e Hamas que se degladiam pelo poder? Por muito que me esforce não consigo ter qualquer tipo de simpatia por grupos como o Hamas, e por uma sociedade que manda as suas crianças para a 1ª linha de batalha, que trata as mulheres abaixo de cão e os cães, meu Deus, não quero nem pensar, considerados impuros na comunidade islâmica. Quanto à liberdade de expressão, foi vê-la aquando das caricaturas de Maomé. Vimos sim, toda a gente viu. São dois mundos diferentes: em Israel uma mulher cientista Ada Yohath ganha o prémio Nobel da Químíca em 2009, enquanto isso em Gaza, o Hamas proibiu as mulheres de andarem de mota, a fim de conservar as "tradições árabes". Quem os punha conservados em formol era eu. O Hamas em frasquinhos.

Ao Paulo


Só! — Ao Ermita Sósinho na Montanha


Só! — Ao ermita sósinho na montanha

Visita-o Deus e dá-lhe confiança:

No mar, o nauta, que o tufão balança,

Espera um sopro amigo que o céo tenha...



Só! — Mas quem se assentou em riba estranha,

Longe dos seus, lá tem inda a lembrança:

E Deus deixa-lhe ao menos a esperança

Ao que à noite soluça em erma penha...



Só! — Não o é quem na dor, quem nos cansaços,

Tem um laço que o prenda a este fadario.

Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...



Mas cruzar, com desdem, inertes braços,

Mas passar, entre turbas, solitario,

Isto é ser só, é ser abandonado!



Antero de Quental, in 'Sonetos'

sábado, 7 de novembro de 2009

Óculos, óculos, óculos...


Para quem estiver interessado nas minhas cefaleias e andou muito preocupado com o facto, a origem poder-se-á encontrar nas lentes caducas que precisavam de ser mudadas. E, vão ser, para a semana, quando chegarem as lentes orgânicas que encomendei. Além disso, para a média distância __televisão, conduzir à noite(?) e cinema__, vou também precisar de usar. Juntando aos óculos de sol, faz três estojos! Que vale é que tenho uma mala grande.
A propósito de óculos, foi sempre um mistério para mim, como é que determinado tipo de óculos vai com uma determinada fisionomia, é que sinceramente não vejo grande diferença nos rostos que determinem esta ou aquela armação, há caras mais ou menos magras, mais ou menos cheiinhas, narizes de todo o tipo, orelhas de abano e minúsculas, testas altas e estreitas, mas, não há caras de 50 cm e outras de 20 cm, isto para dizer que somos mais ou menos todos iguais, ou pelos menos não temos grandes diferenças que justifiquem armações tão diferentes. Mas, se eu não entendo tamanho mistério, já as meninas das oculistas dominam esta arte com perfeita mestria. Só com um olhar conseguem logo descobrir o que nos fica bem ou mal, o que nos favorece ou não.  Para a semana, quando lá for mudar as minhas lentes, vou perguntar-lhes onde aprenderam tal arte.  

Sócrates e Merkel


É que eu não quero nem imaginar o que é que José Sócrates estará a propor a Angela Merkel, com aquela vozinha de mel que ele às vezes sabe fazer!
Mas, verdade seja dita, a senhora não está a indignar-se com a proposta, pelo contrário.
Queria ser mosquinha...

Pérolas do FaceBook

Diálogo entre duas italianas no FaceBook, a propósito deste concerto de Mariza:

Laura: Arrepiante, jamais esquecerei aquela noite e aquel concerto, Mariza sempre Mariza. Eu estavo alì!

Alex:No falo portugues. L'unica cosa che so nella lingua (e scommetto che è sbagliata!), a parte saudade. ;-)

Laura: Boa noite, Alex! E' o mesmo correcto! Nao falo o portuguese! (é melhor). Saudade sim, magoa, estan no otras palavras para dizer a saudade, a saudade é mas brasileira...o fado é portuguese.

Mariza - 'Maria Lisboa' (Live at Coliseu dos Recreios Lisboa 31/10/2009)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

António Variações Estou além

Para mim o maior e melhor letrista português. Aqui a acompanhar o estado de espírito do post.

Tanks God is Friday!



Se calhar também não seria má ideia este fim-de-semana arranjar as unhas! E, aproveitar e repensar a vida e não aceitar como adquirido o já existente. Pôr tudo em causa é o que me apetece. Os amigos, por exemplo, será que o são? Porque terei se ser sempre eu a fazer o primeiro passo para tudo? Caramba, estou cansada, dói-me a cabeça, dói-me a vista, tenho cafaleias. Mas, não vale a pena preocupar-me muito com isto. A própria vida incubir-se-á de dizer quem vai, quem fica e quem há-de vir. O que me apetece mesmo é transformar toda a minha vida num palimpsesto. E, depois logo se veria.   

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dói-me o rim


Faz hoje 11 anos que tirei o meu rim esquerdo. O que terão feito com ele? O que farão os hospitais com os órgãos retirados? Na altura, eram questões que não me colocava, obnibulada que estava com a dor física, na horizontalidade de uma cama, com tubos que me entravam por todo o corpo. Foi no ainda aberto Hospital do Desterro, ao Intendente, hospital de paredes cor-de-vinho que ainda se vê, do lado direito, quando se desce a Almirante Reis. Estava no serviço de Urologia, praticamente dominado pelos chamados velhotes da próstata que se arrastavam pelos corredores, de pijamas às riscas, agarrados ao dispositivo do soro, escapando-se para o corredor para fumar um cigarrito proibido. A minha enfermaria, exclusivamente feminina,  era composta por cinco camas, mas havia uma que não era ocupada, constituindo uma espécie de cama de reserva. Ao meu lado direito ficou a D. Orlanda, desenganada pelo seu médico durante a minha estadia no hospital. Fecharam a cortina da privacidade, aquela à volta da cama, que normalmente fecham quando nos lavam ou fazem outros tratamentos, e nem se ouviam, médico e doente, tudo em surdina, murmurado, depois de ele se ir embora continuou tudo em silêncio, até o choro da D. Orlanda. Na cama em frente ficava a D.Fernanda, operada porque tinha a bexiga rota, segundo as próprias palavras e que gostava de contar anedotas que não tinham piada nenhuma. Fazia a festa, deitava os foguetes e apanhava os pauzinhos. Estávamos as duas deitadas, não nos víamos, só a ouvia, esganiçada: Segure a costura, segure a costura, que vou contar uma muito engraçada. E eu ria-me, porque às vezes rimo-nos de coisas que não têm piada nenhuma, porque a graça está aí. Ao lado dela, portanto na minha diagonal estava a avozinha, não teria muita idade, talvez uns 80 anos, mas como tinha a cabeleira toda branca chamávamos-lhe assim. Falava, falava todo o tempo, numa ladaínha interminável que já ninguém ouvia, dormitávamos, acordávamos, e ela lá estava a contar alto o que tinha sido a sua vida, numa interminável lengalenga, dia e noite, porque o hospital é um sítio onde o tempo não passa e deixa de haver noite e dia, entardecer, alvorada ou  crepúsculo. Posteriormente à minha saída deram-lhe alta, mas, como vivia sozinha, estava sempre a caminhar para as urgências de S.José. Um dia, ao subir uma daquelas indizíveis ladeiras que conduzem a este hospital, escorregou, partiu uma perna e lá ficou internada. Eu e a D.Fernanda ainda fomos vistá-la pouco antes do Natal ao Hospital de São Lázaro, mas a operação ao rim já não resolvera nada e a avozinha partiria em breve para junto dos seus santinhos e anjos, seguindo-se-lhe a D.Orlanda pouco tempo depois. Mas, era uma sala muito atípica para hospital. O meu trambolho sonoro e o da D.Fernanda, __seria muito pomposo chamar-lhes telemóveis__, tocavam a toda a hora, mas, ninguém se importava, era até o próprio pessoal que __a nosso pedido___, no-los punha a carregar; depois havia uma televisão encarrapitada num suporte de parede que se dignava dar um arzinho da sua graça a troco de algumas moedas, fosse isso a que horas fosse, mas, também ninguém lhe ligava ou se importava que ela estivesse ligada às vezes à meia-noite, nem a D.Orlanda se incomodava. A avozinha, indiferente àquela rival chamada tv, continuavas as suas litanias, quanto a nós, dormitávamos e acordávamos. Passei no hospital o domingo do referendo da regionalização, ora eu e a D. Fernanda, danadinhas por sair dali, nem que fosse por uma hora, chateámos toda a gente para ir votar. Lá conseguimos autorização, assinando um termo de responsabilidade e lá fomos numa ambulância dos bombeiros, a dois à hora, pois não podíamos apanhar grandes safanões, deitadas, cada uma agarrada à sua costura. Uma vez chegada à escola onde costumo votar, dispensei a cadeira de rodas, meia dúzia de passos separam a entrada das salas, e fui devagar, devagarinho, botar o meu voto, toda a mesa agradeceu e enalteceu o civismo. Depois, ainda fomos aos Olivais, à escola onde a minha colega de enfermaria costuma votar. Andámos toda a manhã nisto. Quando chegámos foi uma festa.O serviço era pequeno e muito familiar.  Elas já voltaram, elas já voltaram.
Se estou bem? Sim. Já não posso é dizer: doem-me os rins! E, continuo a ser centro das atenções, quando entro no café, e lá está um determinado grupo de velhotas, baixam a voz e cochicham, ainda dizendo 11 anos depois: ela só tem um rim! Mas, como são quase todas surdas, o cochicho sai alto, e eu ouço!!!!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um dia morremos e põe-nos a vida toda na rua. Assim.



 Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

Não há nada mais simples.

Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.

Entre uma e outra todos os dias são meus.



Sou fácil de definir.

Vi como um danado.

Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.

Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.

Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;

Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.

Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.

Fechei os olhos e dormi.

Além disso fui o único poeta da Natureza.

Alberto Caeiro

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

«Só os mortos não morrem»

Só eles a mim me restam, são tranquilos e leais
Os que a morte não pode matar mais com seus punhais.

Ao declinar da estrada, no final da vida
Em silêncio se acercam, em sossego seguem minha vida.

Verdadeiro pacto é o nosso, nó que o tempo não desmente.
Só aquilo que perdi é meu eternamente.


Rahel (Bluwstein)- 1890-1931.
Tradução de Nuno Guerreiro José
Retirado por mim do seu blog Rua da Judiaria

La mort - Barbara

domingo, 1 de novembro de 2009

Dia de Todos- os- Santos



Sempre tive pena da identidade do dia de Todos -os-Santos __feriado, esborrachado pela proximidade do dia dos Finados, não-feriado__, que toda a gente aproveita para ir aos cemitérios. Os santos em festa no céu e nós aqui na terra a tratar de sepulturas. Nunca gostei de ir ao cemitério no dia 1 de Novembro, dia 2, sim. Mas, agora há mais uma humilhação para a identidade deste feriado: ficou entalado entre duas celebrações. A "recém-importada" tradição do dia das bruxas veio trazer mais um pretexto para o pessoal se enfrascar, assim sendo, este feriado tem agora uma novidade acrescida: transformou-se num dia de ressaca. Enquanto os filhos dormem, pais e avós vão ao cemitério. O feriado deve estar com a identidade em frangalhos! Atenção, que nada tenho contra a "recém-importada" celebração do dia das bruxas, pelo contrário, é bom para o comércio, e quanto aos copos a mais, bom, também os há nos Santos, no fim-de-ano, no Carnaval, nos aniversários, enfim, pretextos não faltam, além disso prefiro uma "recém- importada" tradição que não envolva maus tratos a animais do que uma velha tradição "nossa" mas cheia de sangue, como a tourada, Os espanhóis têm uma espécie de ditado popular que traduzido mais ou menos à letra fica: "Há tradições que merecem pau!"Eles lá saberão do que estão a falar.

sábado, 31 de outubro de 2009

GreenPeace

Porque este espaço não é só para dizer que ando cheia de dores de cabeça, que fui às urgências e que me diagnosticaram cefaleias, que feri sem querer uma pata da Mégui, e que quase fui abalroada pela barriga de um tuga, hoje recebi um mail com pedido de divulgação. Cá vai.

«A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.


Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.

Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta.

1- Entra em acção: assina a petição aos supermercados para que ponham fim à comercialização de espécies de peixe de profundidade

Acreditamos que este vídeo é uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam. Contamos com o teu apoio: divulga O Fundo da Linha e encoraja os teus contactos a assinar a petição.

2- Envia o vídeo por e-mail aos teus contactos

3- Divulga o vídeo no Twitter

4- Partilha o link no Facebook

5- Coloca o vídeo no teu blogue

Um abraço,

Lanka, Lara, Osvaldo e toda a Greenpeace»
 
É este o link do video: 
 
http://www.greenpeace.org/portugal/videos/o-fundo-da-linha?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=roadtour4b

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nova Ministra da Cultura "reconhece os encantos" das touradas..

Eu, que tenho a mania que sou uma pessoa muito intuitiva, que nada me escapa e que topo à légua a pinta da pessoa, escrevia a 24 de Outubro neste meu blog que tinha um bom feeling em relação à nova Ministra da  Cultura. E, não vale a pena desculpar-me que ando em baixo de forma física e tal. Desculpas não serão aceites. Agora, leiam só este post publicado pelo blog da Animal, no dia 29 de Outubro:

 «A ministra e o deputado

[Sobre a Ministra da Cultura, que esteve presente no Fórum Mundial da Cultura Taurina enquanto Directora Regional de Cultura dos Açores e que, de acordo com os tauromáquicos, "reconhece os encantos" das touradas]

(Por Maurício do Vale. In “Correio da Manhã”, 29 de Outubro de 2009)

Boas notícias dos Açores e do Porto. Uma ministra (da Cultura) e um deputado serão uma mais-valia para a tauromaquia!

Ela - Gabriela Canavilhas - foi a brilhante representante do Governo Regional que presidiu à abertura do Fórum Mundial da Cultura Taurina, que teve lugar na ilha Terceira. Da conversa que tive com a mesma resultou-me um convencimento de que, sem ser perita na matéria, reconhece os encantos da Festa de Touros, confessando-se receptiva a aprofundar conhecimentos, ela que é uma mulher sensível, pianista de relevo, que bem descobre as musicalidades da própria tauromaquia.

Ele - Michael Seufert - é um confesso aficionado. Do Porto chega com as convicções tauromáquicas tão intensas do Norte. Diz que não vai perder nenhuma corrida no Campo Pequeno e noutras praças locais. Em boa hora chega! O "tal" agora deputado que era presidente da Câmara de Viana do Castelo já vai ter quem lhe coloque oportunas questões por causa do ‘assassinato’ da Praça de Viana do Castelo...

A ministra Canavilhas e o deputado Seufert são duas esperanças de quem o país tauromáquico muito espera!

Publicada por ANIMAL em 10/29/2009 12:53:00 PM »

Tanks God is Friday!



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dia-a-dia

O dia do Idoso foi ontem. Não é politicamente correcto chamar-lhes velhos. Mas, a família, a comunidade e o país continuam a tratá-los da mesma maneira: despejando-os em lares. Santa hipocrisia.


Quando vemos um bombeiro na rua vir na nossa direcção com rifas para vender, não é obrigatório virar a cara e olhar para as montras.


Que fazer quando estamos a sair de um café, a segurar a porta, e há um tuga pançudo que quer entrar ao mesmo tempo que estamos a sair?


A Caritas de Évora vai receber dinheiro de uma tourada de "beneficência", como podem ler aqui:
Escrevam a protestar. Eu já o fiz. O Blog da Animal tem uma sugestão da carta a enviar e a quem.
Sempre gostava de saber qual é a percentagem com que ficam os taurinos organizadores.
A Igreja ainda não percebeu que uma sociedade que trata bem os seus animais, tratará bem o seu semelhante, agora promovendo espectáculos de crueldade é que não vão lá.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Just Perfect


Fui hoje distinguida com o Prémio Just Perfect pela Turmalina, do blog cartadetarot, que adorei, pois a frase que acompanha o prémio é "Your Blog is Just Perfect to learn something every day", o que muito me honra. Saber que neste espaço __que é assim é uma espécie de exercício de exorcismo__, e ainda por cima bebé, bebé, se pode aprender alguma coisa é algo que me enche de satisfação. Agora, como contemplada tenho de indicar 12 blogues da minha preferência, sendo que a premissa para atribuição do prémio é que o blog tenha actualização diária. Há blogues em que os autores escrevem todos os dias, mas não vão me comovem, outros que estão no meu coração, mas são actualizados de vez em quando...Sinceramente, muito sinceramente não sei se os blogues que vou citar são actualizados diariamente, mas tenho a percepção que se não é uma actualização diária, é dia sim, dia não, ou muito frequentemente, mas uma coisa é certa, aprendo sempre algo com eles. Cá vão:

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Osgas

É o que dá gostar de animais. Toda a gente no bairro sabe e depois aparecem-nos no tecto coisinhas fofas destas...bem, a fotografia está com zoom, a santinha não teria mais de 10 cm e apareceu no dia a seguir à grande chuvada da semana passada. Pelo sim, pelo não, mudei de cama, não fosse ela estar grávida (aliás parece-me que tem a barriguinha bem grande...) e dar à luz osguinhas que fatalmente me iriam cair em cima da cara...Ficou por aqui, depois deixei de a ver e encontrei-a um ou dois dias a passear numa das paredes da cozinha, hélas para ela, não fui a única a vê-la passar. Os meus felinos também, quando dei por isso já ela estava  sem rabo, que sosinho continuava a mexer freneticamente, consegui afastá-los e empurrá-la para a marquise a ver se fugia dali para fora o mais rapidamente possível. Quanto ao rabo que continuava a agitar-se para a esquerda e para a direita, deitei-lhe água quente e parou de mexer. Quanto à osga, nunca mais a vi. Espero que tenham gostado da história.
P.S. Não vale a pena ficarem histéricos quando virem uma nos vossos tectos ou paredes, são inofensivas e muito ecológicas pois alimentam-se de insectos.

domingo, 25 de outubro de 2009

Eu tenho dois amores...








Na segunda-feira passada fui com a Ana à Pó dos Livros beber um café e no balcão estavam uns convites da D.Quixote para o lançamento do novo livro de ALA, percebi logo que a Ana, quando pegou no postalinho convidativo e o leu, ficou com vontade de ir. Podemos ir, disse-lhe. Porém, não é coisa que me agrade por aí além ir a lançamento de livros. Gosto de ir se são pessoas minhas amigas ou conhecidas. Ora, o ALA não é nem uma coisa, nem outra, e, a ligação que tenho como os livros dele é assim uma espécie de relação amor-ódio. Amo de paixão a triologia auto-biográfica. Com o passar do tempo e dos livros, o interesse começou a decrescer, e o ano passado ao ler uma entrevista dele, recebi uma facada em pleno peito: não é que o senhor é um aficionado e defensor das touradas de morte? Quem ficou para morrer fui eu. Sim, eu sei que se deve separar obra do autor, mas, há momentos em que não dá. Aqueles momentos em que já estamos sem paciência alguma para acabar os livros e o fazemos porque fica bem dizer que se gosta de ALA, que se leu, que merece o Nobel e todas aquelas snobices que é necessário dizer. Mas, depois de ler aquela entrevista, fiquei sem pudor de dizer o que pensava, que o acho um grandessíssimo chato, e não sei se todas aquelas páginas são fruto do génio ou de uma poderosa força de vontade e disciplina capaz de vencer a preguiça, sim, porque o senhor escreve horas e horas a fio, dias e dias a fio. Já não há paciência para aquela escrita a martelo, que ele agora faz, escreve e reescreve, já não se percebe nada do que ele quer dizer, o prazer deu lugar ao cansaço. Acho-o um grande chato, à vrai dire.
Lá estivemos, na 5ª feira, dia 22, nos jardins de inverno do S. Luís. Enfim, também não fui fazer sacrifício nenhum, não fomos propriamente a uma sessão de lançamento de um livro do André Sardet, com ele a cantar no final, isso sim é que seria penoso. Estar ali tão perto do ALA, foi, digamos, um prazer. A sessão foi relativamente rápida, e começou com algumas palavras da editora, depois foi a vez de Cristina Robalo Cordeiro, que não sei quem é, falar sobre o livro como se estivesse numa aula de literatura. ALA não falou da obra, porque nenhum escritor gosta de falar sobre aquilo que escreve. Falou de Ovídeo, Virgílio, Horácio, sobre As Meninas de Velasquez e de um pensamento de Einstein que penso que apanhei na íntegra: "É preciso fazer todas as coisas o mais simplesmente possível, mas não mais simples que isso". A sessão não teve direito a autógrafos pois o autor teve de sair para a entrevista com a Judite de Ssousa na RTP. Gostei bastante da proximidade com os fotógrafos profissionais e de umas dicas que aprendi com eles.
O mais divertido foi no final da tarde, no regresso, na estação de metro do Rossio, onde está montada uma pequena feira do livro. Demos uma pequena volta e eu comprei o Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa por 5 euros, e a Ana um guia do Brasil por 3 euros. Com certeza, o melhor affaire da noite! Das muitas fotografias, escolhi estas três, as que mais me tocaram. o ALA é sempre o ALA, e os escritores são como os homens, não há príncipes encantados.

sábado, 24 de outubro de 2009

Todos os Nomes


Ainda dizem que este país é cinzentão, que nada se passa e que anda tudo deprimido. Discordo em absoluto. Os últimos tempos têm sido dos mais animados que temos conhecido, mais animado que isto só mesmo Las Vegas [onde tenho o sonho kitch de um dia casar]. A semana começou como o lançamento do novo livro do nobelizado Saramago e as suas polémicas declarações que puseram em polvorosa toda a gente. Muitas gente acha que se trata apenas de estratégia publicitária, mas não partilho dessa opinião, ele diz o que lhe apetece como o meu merceeiro, o dono do café, o zé da esquina e eu própria, só que ele foi prémio nobel e as suas declarações não têm o impacto das nossas. Relativamente a isto, defendo qualquer coisa do género de Voltaire, isto é, não concordo com o que dizes, mas defendo (Voltaire acrescenta até à morte, eu retiro) o direito de o dizeres. Considero que Saramago faz uma interpretação literalista da Bíblia e além disso da parte generaliza para o todo. Tem o direito de o fazer e de o escrever. Mas, nós também temos o direito de comentar sem sermos apelidados de inquisitoriais. Curiosamente dois dias antes do lançamento do livro e da polémica, portanto no sábado passado ofereceram-me uma Bíblia com tradução da sociedade bíblica e tendo almoçado em Telheiras, não resisti a visitar a Orlando Ribeiro e a requisitar livros e dvds, entre os quais Todos os Nomes, que estou a adorar. Pois é, a Bíblia e Saramago andaram juntinhos faz hoje oito dias no meu braçado. Estou a aprender com o tempo a separar o autor da obra. Só uma coisa, que me passou pela cabeça, gostava de ver Saramago a defender o direito à heresia na faixa de Gaza, isto é, não gostava não, que o processo de execução seria sumário, e o Saramago é um acérrimo defensor de circos sem animais, do fecho de zoos e abolição de touradas. Como eu. Não lhe desejo mal algum. No entanto, considerar a Bíblia um manual de maus costumes é muito básico e primário. Bom, que dizer então da História de Portugal onde o fundador da nossa nacionalidade enfrentou a mãe numa batalha, e a mandou prender? Aliás, uma coisa que sempre me fez muita confusão. E D. Diniz em guerra com o filho, e D. Afonso que arrancou o coração da infeliz D.Inês? E, por aí adiante. E, que dizer da História Universal? E, dos clássicos gregos? Bem, isso aí nem se fala. Saramago leu a Bíblia à século XIX e admiro-me como é que ainda não lhe fez confusão uma coisa: como tendo tido Adão e Eva dois filhos, Abel e Caim, e não tendo tido filhas, como é a humanidade descende desse casal.   
Mas, nesta semana animada há ainda oriundo da semana anterior, ou mesmo de há duas semanas, o vídeo da Maitê Proença, que já vomito por todos os lados. O vídeo é feio, de mau gosto, mas a indignação das virgens tugas é um bocado desproporcionada. A santinha já veio dizer que tudo não passou de uma brincadeira, de mau gosto, admitamos, mas uma brincadeira e já pediu desculpa, que é uma coisa que muito boa gente que chega atrasada não  faz. Adiante, o  que é lastimável connosco é que quando somos nós os  visados, somos extremamente misericordiosos e complacentes, lembrem-se daqueles jovens portugueses que em finais de Maio de 2007 desrespeitaram a bandeira da Letónia, foram julgados e presos. Pois é, foi só uma brincadeira, coitadinhos dos rapazes. Afinal, nós somos aqueles que temos brio nos nossos símbolos, que temos as nossas bandeiras __as que ainda restaram da euforia do euro 2004__, todas carcomidas pelo sol, rasgadas pelo vento, esfarrapadas e em fanicos nas janelas e varandas; ignoramos a letra do nosso hino, ridicularizamos o nosso PR (não falo do cidadão Cavaco Silva) mas ofendemo-nos muito com a ofensa aos nossos símbolos. E, como pessoas de insulto fácil que somos, os brasileiros são todos mentirosos, elas prostitutas, os black preguiçosos e cheiram mal, os ucranianos bêbados e mafiosos, os russos idem, os romenos ciganos, ficamos muito ofendidos quando alguém nos chama esquisitos...enfim, já chega de tudo isto.  
Ainda não acabou a animação: temos finalmente um governo. Gosto do olhar da nova Ministra da Educação, tenho um bom feeling em relação à pianista convidada para o cargo da Cultura, acho divertido terem convidado uma ex-sindicalista para a pasta do Trabalho, e à boa maneira portuguesa: Logo se vê! 
Ah, e tivemos todos os dias os Gato, brilhantes, brilhantes até à exaustão. Como disse Júlio Machado Vaz numa das suas crónicas na Antena 1: Num pais cinzentão (isso discordo) como o nosso, quem nos faz rir, é uma benção de Deus (é giro, vindo de um agnóstico). Por isso, não nos podemos queixar de falta de animação.
E, tivemos ainda o lançamento do novo livro de Lobo Antunes, mas isso terá de ficar para outras águas, pois mete fotografias e assim.

P.S. A da foto sou eu, a ler Todos os Nomes...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Mégui está em alta

Este post é todo ele dedicado à Mégui que agora, do outro lado do Atlântico, arranjou uma nova amiga, a Turmalina. Pois é, a Mégui é assim. Um milagre e uma força da natureza. Ainda há pouco tempo, diz-me a Ti Luciana: Quero ir visitar a Mégui! A Mégui recebe visitas, comentários, beijinhos. Aqui está ela, no inverno passado, na minha marquise totalmente virada a sul, logo muito quentinha, quando o sol ali bate todo o dia e todos se batem por estar ali deitados... Aqui com o meu gato Rubi. Publico também um desabafo do Pedro, escrito há uns tempos atrás, que tinha ficado esquecido na caixa de comentários, e que merece vir cá para cima, para a luz do dia.
«Ainda que em corpo de animal, Mégui é símbolo de resistência.
Digo resistência porque ELA transforma a dor em alegria. Não será esta uma
lição, das mais profundas, para o mundo dos ditos seres pensantes? Eu penso, mas nem sempre chego a esta mutação (espiritual). Agora falo directamente com a Mégui: o racionalismo é uma espécie de traição da natureza, penso, penso, penso e em nada simplifico o que pré-existe! Mégui é uma lição para o meu olhar: Olhai os lírios do campo ... “Considerai os lírios do campo. Eles não fiam nem tecem e no entanto nem Salomão em toda sua glória se cobriu como um deles.” Compreendo tudo isto, mas não o entendo. Megui, por sua vez, entende com toda a sua vida.
Pedro Maximino»



Chinês

Tendo tido um problema com o meu cartão SIM, recorri ao serviço chat que a UZO dispõe para falar on-line com os seus clientes, evitando assim um dinheirão em chamadas. Não resisto a publicar três linhas da hilariante chamada:
...
Operadora UZO: Antes de introduzir o pin, indique-me qual foi o que lhe escolheu quando após desbloquear com o puk lhe foi solicitado para introduzir um pin novo e para confirmar essa introdução?
Eu: que confusão, n percebi nada
Operadora UZO: Aguarde por favor...
...
P.S. Está tudo bem, com os PINs e os PUKs no seu lugar, e em português.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

À memória de Claude Racadot

Havia
na minha rua
uma árvore triste

Quebrou-a o vento

Ficou tombada
dias e dias
sem um lamento

(Assim fiquei quando partiste)

[Poema de Saúl Dias]

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pés de bebés







Parece que, os pés de bebés quando comparados com o corpo humano são a proporção mais pequena, daí o seu charme e a nossa atracção por eles. A Lou, uma bebé de quatro meses, filha de pai sueco, mãe espanhola, nascida nas Honduras e agora a viver em Maputo partilhou as nossas vidas durante três semanas e deixou-nos de certeza mais puros, pois o toque com a inocência não nos pode deixar indiferentes ou na mesma. Para vós, os pés da Lou.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mégui

Cortar as unhas à minha cadela é sempre uma tarefa árdua, morosa e complicadérrima, pois ela assim que vê o alicate __ainda eu não lhe tendo tocado__, começa a ganir como se eu estivesse a fazer-lhe sei lá o quê. E, guincha e gane muito alto. Claro que vou adiando, adiando, mas há um dia em que não dá mais para deixar para amanhã, pois as unhas já começam a enrolar e ela pode enredar-se nas malhas das camisolas velhas que lhe servem de cama e partir os seus ossinhos frágeis. Foi hoje, ganiu, encolheu as patas, escondeu-as debaixo do corpo, eu sei lá, até que sem querer e sem saber como lhe devo ter atingido algum nervo ou cortado uma almofadinha, porque aquilo foi sangue que nunca mais acabou, que ela lambeu durante cerca de uma hora sem me deixar chegar perto para lhe tratar a ferida. Só quando o sangue já tinha estancado e ela já se tinha lavado me deixou aproximar e fazer uma espécie de penso com ligadura. Senti-me desajeitada e estúpida, mas, compreendi em profundidade o sentido da expressão "lamber as feridas".

domingo, 18 de outubro de 2009

Cirque du Soleil O (Terre Aride)

Dedicado a todos os betinhos e betinhas de Lisboa

João Tordo

Ontem, fiquei muito contente quando soube que o João Tordo tinha ganho o Prémio José Saramago. É um dos jovens escritores portugueses que recomendo sempre que me pedem nomes da "nova geração". João Tordo, mas também José Luís Peixoto, Jacinto Lucas Pires, Hugo Gonçalves e acho que não me esqueci de nenhum. O Três Vidas, é sem dúvida o meu preferido dele.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eduardo Prado Coelho

Trabalhando como trabalho com estrangeiros, a questão da identidade portuguesa é temática diária, recorrente, presente, motivo obrigatório de nos confrontarmos com estas questões: quem somos, de onde viemos, porque temos determinado tipo de comportamentos em casa, no café, no restaurante, na estrada, nos transportes públicos ou na rua. Ainda não li o recente Em busca da identidade: O desnorte, de José Gil, mas pelo que li de algumas críticas e comentários, o ponto de partida deste livro já teria sido diagnosticado por Eduardo Prado Coelho. O que passo a transcrever trata-se de uma reflexão sobre nós próprios que ele nos deixou antes de morrer, (a 25 de Agosto de 2007) e que acabei de receber por mail. Então, cá vai o texto:

«Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,
bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão
que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda
sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude
mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares
dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE ! »

Fénix

Um mês e meio e 138 euros depois já chegou ao aconchego do lar o meu bichano, como se fosse novinho em folha, o botão de arranque arrancando e com som. Se me tivessem dito, há 1.5 mês que iria ficar todo este tempo sem ele, não acreditaria, não suportaria e iria esbracejar e fazer birra como uma criança a quem retiram o seu brinquedo preferido. Afinal, tudo se passou tranquilamente, sem ondas, até porque, as dores na vista não me permitiriam nem permitem estar horas em frente ao ecrã, porque com os olhos é bem mais complicado, não podemos substituir as peças como num computador. Agora, só me falta pôr a escrita toda em dia.
P.S. Esta ave não é uma águia benfiquista...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aniversário

Na linha dos nossos políticos que ganharam, não ganhando, subiram, perdendo, hoje faço anos, não fazendo!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Escutas em Belém

Não é que o paranóico do Cavaco Silva tinha razão?

P.S. As Ritas estão em grande colaboração. Desta feita foi a "minha" Rita que me enviou esta foto deliciosa.

Finalmente, uma boa notícia

Foi exactamente o título do mail que a Rita me mandou, sobre a recente portaria do Ministério do Ambiente proibindo a compra de animais selvagens e a sua reprodução.
Toda a notícia pode ser lida aqui:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404848&idCanal=62

Pergunto-me agora: há a partir de agora uma proibição de venda e reprodução de animais, mas poderão os circos funcionar com os animais que já têm? Não percebi essa parte.
P.S. A vitória de António Costa foi também uma boa notícia...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Parabéns António Costa

Só mesmo en passant e em grande velocidade, para dar os parabéns ao António Costa pela vitória e pela maioria na Câmara de Lisboa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Anne Frank: the only existing film images

Ouvi hoje de manhã na Antena 1 que este é o único filme que existe de anne Frank. À janela, a ver a vizinha, no dia do casamento

Este blog vota em António Costa

Como se perspectiva outro fim-de-semana sem computador, e como não sei se amanhã irei ou não a casa de alguém cá vai o anúncio do voto de domingo. Apesar de saber ou melhor intuir que os actos eleitorais não passam de jogos de poder entre os diferentes lobies, gosto desta ilusão de nos fazerem crer que somos nós que temos o poder de decidir o nosso futuro. Está bem, vamos fazer de conta que acreditamos. Domingo voto em António Costa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bem prega Frei Tomás

Mandaram este pedido de divulgação para recolha de assinaturas contra a autarca de Salvaterra de Magos, que permitiu o rodeo e que é aficionada dos touros de morte. É só coerências. Bem pode o moralista Francisco Louçã andar sempre de dedo espetado a criticar tudo e todos, fazia melhor se cuidasse da vida do partido dele. É um verdadeiro fariseu, sempre a olhar para o cisco nos olhos dos outros. Cá vai.

http://www.peticao.com.pt/ana-cristina-ribeiro

P.S. Ainda sem PC em casa...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cefaleias

É aquilo que me foi diagnosticado a propósito das indizíveis dores de vista que há de uns tempos para cá me atormentam, sem dó nem piedade. Resta agora saber a causa das ditas cujas, e por aqui se pode imaginar a longa caminhada que tenho a percorrer, pois, como toda a gente sabe, podem ser várias as origens deste tormento.
Então, estou a tomar um medicamento para aliviar as ditas dores, cujos efeitos secundários passam pelas...cefaleias. Portanto, tudo bem.
P.S. Está na moda, é lugar comum bater no ceguinho chamado Sistema Nacional de Saúde, mas não posso deixar de louvar as urgências oftalmológicas do Hospital de S. José, em Lisboa, no passado domingo, pela rapidez e eficácia de atendimento, pelo profissionalismo e objectividade. Pois é. E, ainda, redes informáticas a funcionar na perfeição.
Adenda ao PS: Enfim, fui mesmo atendida com excesso de zelo, segundo uma especialista de outra área que me segue.Mas, mais vale ser atendida com excesso de zelo do que com "defeito" de zelo.