quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Velhotas dos gatos
António Variações
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
na bruma da tarde
irá ele atravessar florestas,
ou planícies áridas?
Aonde vai? Não sei.
Amanhã estarei deitado
sobre a terra ou debaixo dela?
Não sei.
Omar Khayyam (Rubaiyat)
Dia de S. Martinho
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Contra a chacina de golfinhos nas ilhas Faroe
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O Muro de Berlim
(uma vez na primeira página, carregam outra vez no endereço, mas vale a pena)
domingo, 8 de novembro de 2009
Muros, muros e mais muros
Ao Paulo
Só! — Ao Ermita Sósinho na Montanha
Só! — Ao ermita sósinho na montanha
Visita-o Deus e dá-lhe confiança:
No mar, o nauta, que o tufão balança,
Espera um sopro amigo que o céo tenha...
Só! — Mas quem se assentou em riba estranha,
Longe dos seus, lá tem inda a lembrança:
E Deus deixa-lhe ao menos a esperança
Ao que à noite soluça em erma penha...
Só! — Não o é quem na dor, quem nos cansaços,
Tem um laço que o prenda a este fadario.
Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...
Mas cruzar, com desdem, inertes braços,
Mas passar, entre turbas, solitario,
Isto é ser só, é ser abandonado!
Antero de Quental, in 'Sonetos'
sábado, 7 de novembro de 2009
Óculos, óculos, óculos...
Sócrates e Merkel
Pérolas do FaceBook
Laura: Arrepiante, jamais esquecerei aquela noite e aquel concerto, Mariza sempre Mariza. Eu estavo alì!
Alex:No falo portugues. L'unica cosa che so nella lingua (e scommetto che è sbagliata!), a parte saudade. ;-)
Laura: Boa noite, Alex! E' o mesmo correcto! Nao falo o portuguese! (é melhor). Saudade sim, magoa, estan no otras palavras para dizer a saudade, a saudade é mas brasileira...o fado é portuguese.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
António Variações Estou além
Para mim o maior e melhor letrista português. Aqui a acompanhar o estado de espírito do post.
Tanks God is Friday!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Dói-me o rim
Se estou bem? Sim. Já não posso é dizer: doem-me os rins! E, continuo a ser centro das atenções, quando entro no café, e lá está um determinado grupo de velhotas, baixam a voz e cochicham, ainda dizendo 11 anos depois: ela só tem um rim! Mas, como são quase todas surdas, o cochicho sai alto, e eu ouço!!!!!!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Um dia morremos e põe-nos a vida toda na rua. Assim.
Se, depois de eu morrer...
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
«Só os mortos não morrem»
Os que a morte não pode matar mais com seus punhais.
Ao declinar da estrada, no final da vida
Em silêncio se acercam, em sossego seguem minha vida.
Verdadeiro pacto é o nosso, nó que o tempo não desmente.
Só aquilo que perdi é meu eternamente.
Rahel (Bluwstein)- 1890-1931.
Tradução de Nuno Guerreiro José
Retirado por mim do seu blog Rua da Judiaria
domingo, 1 de novembro de 2009
Dia de Todos- os- Santos
Sempre tive pena da identidade do dia de Todos -os-Santos __feriado, esborrachado pela proximidade do dia dos Finados, não-feriado__, que toda a gente aproveita para ir aos cemitérios. Os santos em festa no céu e nós aqui na terra a tratar de sepulturas. Nunca gostei de ir ao cemitério no dia 1 de Novembro, dia 2, sim. Mas, agora há mais uma humilhação para a identidade deste feriado: ficou entalado entre duas celebrações. A "recém-importada" tradição do dia das bruxas veio trazer mais um pretexto para o pessoal se enfrascar, assim sendo, este feriado tem agora uma novidade acrescida: transformou-se num dia de ressaca. Enquanto os filhos dormem, pais e avós vão ao cemitério. O feriado deve estar com a identidade em frangalhos! Atenção, que nada tenho contra a "recém-importada" celebração do dia das bruxas, pelo contrário, é bom para o comércio, e quanto aos copos a mais, bom, também os há nos Santos, no fim-de-ano, no Carnaval, nos aniversários, enfim, pretextos não faltam, além disso prefiro uma "recém- importada" tradição que não envolva maus tratos a animais do que uma velha tradição "nossa" mas cheia de sangue, como a tourada, Os espanhóis têm uma espécie de ditado popular que traduzido mais ou menos à letra fica: "Há tradições que merecem pau!"Eles lá saberão do que estão a falar.
sábado, 31 de outubro de 2009
GreenPeace
«A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.
Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.
Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta.
1- Entra em acção: assina a petição aos supermercados para que ponham fim à comercialização de espécies de peixe de profundidade
Acreditamos que este vídeo é uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam. Contamos com o teu apoio: divulga O Fundo da Linha e encoraja os teus contactos a assinar a petição.
2- Envia o vídeo por e-mail aos teus contactos
3- Divulga o vídeo no Twitter
4- Partilha o link no Facebook
5- Coloca o vídeo no teu blogue
Um abraço,
Lanka, Lara, Osvaldo e toda a Greenpeace»
É este o link do video:
http://www.greenpeace.org/portugal/videos/o-fundo-da-linha?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=roadtour4b
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Nova Ministra da Cultura "reconhece os encantos" das touradas..
«A ministra e o deputado
[Sobre a Ministra da Cultura, que esteve presente no Fórum Mundial da Cultura Taurina enquanto Directora Regional de Cultura dos Açores e que, de acordo com os tauromáquicos, "reconhece os encantos" das touradas]
(Por Maurício do Vale. In “Correio da Manhã”, 29 de Outubro de 2009)
Boas notícias dos Açores e do Porto. Uma ministra (da Cultura) e um deputado serão uma mais-valia para a tauromaquia!
Ela - Gabriela Canavilhas - foi a brilhante representante do Governo Regional que presidiu à abertura do Fórum Mundial da Cultura Taurina, que teve lugar na ilha Terceira. Da conversa que tive com a mesma resultou-me um convencimento de que, sem ser perita na matéria, reconhece os encantos da Festa de Touros, confessando-se receptiva a aprofundar conhecimentos, ela que é uma mulher sensível, pianista de relevo, que bem descobre as musicalidades da própria tauromaquia.
Ele - Michael Seufert - é um confesso aficionado. Do Porto chega com as convicções tauromáquicas tão intensas do Norte. Diz que não vai perder nenhuma corrida no Campo Pequeno e noutras praças locais. Em boa hora chega! O "tal" agora deputado que era presidente da Câmara de Viana do Castelo já vai ter quem lhe coloque oportunas questões por causa do ‘assassinato’ da Praça de Viana do Castelo...
A ministra Canavilhas e o deputado Seufert são duas esperanças de quem o país tauromáquico muito espera!
Publicada por ANIMAL em 10/29/2009 12:53:00 PM »
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Dia-a-dia
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Just Perfect
a-lupa-de-alguem
livrariapodoslivros
tugamacau
marialuisamoreira
blogdaanimal
À Turmalina, um beijinho
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Osgas
É o que dá gostar de animais. Toda a gente no bairro sabe e depois aparecem-nos no tecto coisinhas fofas destas...bem, a fotografia está com zoom, a santinha não teria mais de 10 cm e apareceu no dia a seguir à grande chuvada da semana passada. Pelo sim, pelo não, mudei de cama, não fosse ela estar grávida (aliás parece-me que tem a barriguinha bem grande...) e dar à luz osguinhas que fatalmente me iriam cair em cima da cara...Ficou por aqui, depois deixei de a ver e encontrei-a um ou dois dias a passear numa das paredes da cozinha, hélas para ela, não fui a única a vê-la passar. Os meus felinos também, quando dei por isso já ela estava sem rabo, que sosinho continuava a mexer freneticamente, consegui afastá-los e empurrá-la para a marquise a ver se fugia dali para fora o mais rapidamente possível. Quanto ao rabo que continuava a agitar-se para a esquerda e para a direita, deitei-lhe água quente e parou de mexer. Quanto à osga, nunca mais a vi. Espero que tenham gostado da história.domingo, 25 de outubro de 2009
Eu tenho dois amores...
Lá estivemos, na 5ª feira, dia 22, nos jardins de inverno do S. Luís. Enfim, também não fui fazer sacrifício nenhum, não fomos propriamente a uma sessão de lançamento de um livro do André Sardet, com ele a cantar no final, isso sim é que seria penoso. Estar ali tão perto do ALA, foi, digamos, um prazer. A sessão foi relativamente rápida, e começou com algumas palavras da editora, depois foi a vez de Cristina Robalo Cordeiro, que não sei quem é, falar sobre o livro como se estivesse numa aula de literatura. ALA não falou da obra, porque nenhum escritor gosta de falar sobre aquilo que escreve. Falou de Ovídeo, Virgílio, Horácio, sobre As Meninas de Velasquez e de um pensamento de Einstein que penso que apanhei na íntegra: "É preciso fazer todas as coisas o mais simplesmente possível, mas não mais simples que isso". A sessão não teve direito a autógrafos pois o autor teve de sair para a entrevista com a Judite de Ssousa na RTP. Gostei bastante da proximidade com os fotógrafos profissionais e de umas dicas que aprendi com eles.
O mais divertido foi no final da tarde, no regresso, na estação de metro do Rossio, onde está montada uma pequena feira do livro. Demos uma pequena volta e eu comprei o Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa por 5 euros, e a Ana um guia do Brasil por 3 euros. Com certeza, o melhor affaire da noite! Das muitas fotografias, escolhi estas três, as que mais me tocaram. o ALA é sempre o ALA, e os escritores são como os homens, não há príncipes encantados.
sábado, 24 de outubro de 2009
Todos os Nomes
Mas, nesta semana animada há ainda oriundo da semana anterior, ou mesmo de há duas semanas, o vídeo da Maitê Proença, que já vomito por todos os lados. O vídeo é feio, de mau gosto, mas a indignação das virgens tugas é um bocado desproporcionada. A santinha já veio dizer que tudo não passou de uma brincadeira, de mau gosto, admitamos, mas uma brincadeira e já pediu desculpa, que é uma coisa que muito boa gente que chega atrasada não faz. Adiante, o que é lastimável connosco é que quando somos nós os visados, somos extremamente misericordiosos e complacentes, lembrem-se daqueles jovens portugueses que em finais de Maio de 2007 desrespeitaram a bandeira da Letónia, foram julgados e presos. Pois é, foi só uma brincadeira, coitadinhos dos rapazes. Afinal, nós somos aqueles que temos brio nos nossos símbolos, que temos as nossas bandeiras __as que ainda restaram da euforia do euro 2004__, todas carcomidas pelo sol, rasgadas pelo vento, esfarrapadas e em fanicos nas janelas e varandas; ignoramos a letra do nosso hino, ridicularizamos o nosso PR (não falo do cidadão Cavaco Silva) mas ofendemo-nos muito com a ofensa aos nossos símbolos. E, como pessoas de insulto fácil que somos, os brasileiros são todos mentirosos, elas prostitutas, os black preguiçosos e cheiram mal, os ucranianos bêbados e mafiosos, os russos idem, os romenos ciganos, ficamos muito ofendidos quando alguém nos chama esquisitos...enfim, já chega de tudo isto.
Ainda não acabou a animação: temos finalmente um governo. Gosto do olhar da nova Ministra da Educação, tenho um bom feeling em relação à pianista convidada para o cargo da Cultura, acho divertido terem convidado uma ex-sindicalista para a pasta do Trabalho, e à boa maneira portuguesa: Logo se vê!
Ah, e tivemos todos os dias os Gato, brilhantes, brilhantes até à exaustão. Como disse Júlio Machado Vaz numa das suas crónicas na Antena 1: Num pais cinzentão (isso discordo) como o nosso, quem nos faz rir, é uma benção de Deus (é giro, vindo de um agnóstico). Por isso, não nos podemos queixar de falta de animação.
E, tivemos ainda o lançamento do novo livro de Lobo Antunes, mas isso terá de ficar para outras águas, pois mete fotografias e assim.
P.S. A da foto sou eu, a ler Todos os Nomes...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A Mégui está em alta
«Ainda que em corpo de animal, Mégui é símbolo de resistência.Digo resistência porque ELA transforma a dor em alegria. Não será esta uma
lição, das mais profundas, para o mundo dos ditos seres pensantes? Eu penso, mas nem sempre chego a esta mutação (espiritual). Agora falo directamente com a Mégui: o racionalismo é uma espécie de traição da natureza, penso, penso, penso e em nada simplifico o que pré-existe! Mégui é uma lição para o meu olhar: Olhai os lírios do campo ... “Considerai os lírios do campo. Eles não fiam nem tecem e no entanto nem Salomão em toda sua glória se cobriu como um deles.” Compreendo tudo isto, mas não o entendo. Megui, por sua vez, entende com toda a sua vida.
Pedro Maximino»
Chinês
Eu: que confusão, n percebi nada
Operadora UZO: Aguarde por favor...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
À memória de Claude Racadot
na minha rua
uma árvore triste
Quebrou-a o vento
Ficou tombada
dias e dias
sem um lamento
(Assim fiquei quando partiste)
[Poema de Saúl Dias]
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Pés de bebés
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Mégui
Cortar as unhas à minha cadela é sempre uma tarefa árdua, morosa e complicadérrima, pois ela assim que vê o alicate __ainda eu não lhe tendo tocado__, começa a ganir como se eu estivesse a fazer-lhe sei lá o quê. E, guincha e gane muito alto. Claro que vou adiando, adiando, mas há um dia em que não dá mais para deixar para amanhã, pois as unhas já começam a enrolar e ela pode enredar-se nas malhas das camisolas velhas que lhe servem de cama e partir os seus ossinhos frágeis. Foi hoje, ganiu, encolheu as patas, escondeu-as debaixo do corpo, eu sei lá, até que sem querer e sem saber como lhe devo ter atingido algum nervo ou cortado uma almofadinha, porque aquilo foi sangue que nunca mais acabou, que ela lambeu durante cerca de uma hora sem me deixar chegar perto para lhe tratar a ferida. Só quando o sangue já tinha estancado e ela já se tinha lavado me deixou aproximar e fazer uma espécie de penso com ligadura. Senti-me desajeitada e estúpida, mas, compreendi em profundidade o sentido da expressão "lamber as feridas". domingo, 18 de outubro de 2009
João Tordo
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Eduardo Prado Coelho
Trabalhando como trabalho com estrangeiros, a questão da identidade portuguesa é temática diária, recorrente, presente, motivo obrigatório de nos confrontarmos com estas questões: quem somos, de onde viemos, porque temos determinado tipo de comportamentos em casa, no café, no restaurante, na estrada, nos transportes públicos ou na rua. Ainda não li o recente Em busca da identidade: O desnorte, de José Gil, mas pelo que li de algumas críticas e comentários, o ponto de partida deste livro já teria sido diagnosticado por Eduardo Prado Coelho. O que passo a transcrever trata-se de uma reflexão sobre nós próprios que ele nos deixou antes de morrer, (a 25 de Agosto de 2007) e que acabei de receber por mail. Então, cá vai o texto:«Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,
bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão
que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda
sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude
mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares
dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE ! »
Fénix
Um mês e meio e 138 euros depois já chegou ao aconchego do lar o meu bichano, como se fosse novinho em folha, o botão de arranque arrancando e com som. Se me tivessem dito, há 1.5 mês que iria ficar todo este tempo sem ele, não acreditaria, não suportaria e iria esbracejar e fazer birra como uma criança a quem retiram o seu brinquedo preferido. Afinal, tudo se passou tranquilamente, sem ondas, até porque, as dores na vista não me permitiriam nem permitem estar horas em frente ao ecrã, porque com os olhos é bem mais complicado, não podemos substituir as peças como num computador. Agora, só me falta pôr a escrita toda em dia. quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Aniversário
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Escutas em Belém
Não é que o paranóico do Cavaco Silva tinha razão?P.S. As Ritas estão em grande colaboração. Desta feita foi a "minha" Rita que me enviou esta foto deliciosa.
Finalmente, uma boa notícia
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404848&idCanal=62
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Parabéns António Costa
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Anne Frank: the only existing film images
Ouvi hoje de manhã na Antena 1 que este é o único filme que existe de anne Frank. À janela, a ver a vizinha, no dia do casamento
Este blog vota em António Costa
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Bem prega Frei Tomás
http://www.peticao.com.pt/ana-cristina-ribeiro
P.S. Ainda sem PC em casa...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Cefaleias
Dia do Animal, 4 de Outubro, padroeiro S.Francisco de Assis
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Fim de semana prolongado ainda sem portátil
Não se aceitam desculpas
Sonsos, santinhos e afins
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Não se atira o pau ao gato!
Olá a todos
Ficámos muito felizes por termos recebido a notícia que crianças que levaram a t-shirt da Animais de Rua para os seus infantários e escolas ensinaram a nova música aos colegas, e esta versão tem sido cantada com o apoio das educadores e auxiliares. Era a melhor notícia que podíamos receber.
Obrigada a todos pela divulgação desta iniciativa!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Que trapalhada!
Notícias do meu portátil
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Escola constrói gatil
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Portátil
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Escutas e lobinhos
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Espiões em Belém
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Portugalex
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Deserto
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O botão de arranque
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Arletty dans Hotel du Nord
Antes que o meu botão de arranque __que teima em arrancar__, amue de vez, não posso deixar de expressar a minha indignação por este gravíssimo ataque à liberdade de expressão e comunicação que foi a suspensão desse farol do jornalismo português que era o jornal nacional e bla bla bla bla bla bla bla levado a cabo pela influência política do governo de josé socrates junto da prisa dominada pelo psoe bla bla bla bla bla no intuito de fazer apagar o farol bla bla bla bla bla tudo tão linear, tão óbvio, para além de paulo portas já "ouvi" ou melhor li 324 pessoas a dizer o mesmo.
então, assim sendo a que propósito é que vem esta cena do hotel du nord? é uma metáfora. arlety seria o governo de josé socrates, enquanto que louis juvet assume o papel de povo português que sofre de "asfixia democrática". Atmosfera! atmosfera!
Metáforas à parte, hotel du nord, é um belo filme de marcel carné, de 1938.
Mooi

Faz hoje precisamente 3 anos, chegava eu de Amesterdão, por volta das 9h30m da noite, com o voo atrasado uma hora, mais outra hora à espera das malas, numa daquelas noites de calor asfixiante. Nas Chegadas, os amigos que me esperavam andavam com o carro às voltas há mais de duas horas. A primeira coisa que o Pedro me disse foi: Ai Zoe, anda ali um gato-bebé atrás das pessoas, a miar, cheio de fome. E, de facto lá andava ele (que afinal se revelou uma ela). Preta e branca, pele e ossos espetados, todo suja de óleo. Quem chegou a Lisboa nessa noite quente de 3 de Setembro, lembrar-se-á certamente dela deambulando por entre as pessoas e os carros. Consegui agarrá-la, metê-la dentro do carro, e vamos embora. Para casa. É a Mooi, que há 3 anos partilha a minha vida. Não era um gato, e muito menos bebé, segundo o vet, já poderia ter uns 2 anos, só que estava tão enfezada e esquelética que ao Pedro lhe pareceu bebé. Ora com 2 anos, já poderia ter tido e poderia estar grávida. A primeira ecografia não foi conclusiva e foi preciso esperar para ter a certeza que não estava grávida. Não estava. Como regressava da Holanda, e mooi (bonito/a) fora o adjectivo que eu mais ouvira, assim ficou Mooi. Com o tempo tornou-se uma gata-cadela. Não me larga onde quer que eu vá, salta para cima da mesa se estou a comer, para cima da minha cabeça, se estou a dormir, e até me segue para a casa de banho. Pode ela estar deitada onde estiver, que, se eu me deitar no sofá ou em cima da cama, lá vem ela. Gosta de se instalar em cima da minha cabeça e remexer no meu cabelo como se fosse a barriga da mãe naquele gesto tão característico dos gatos que eu chamo "pisar uvas". De manhã, gosta de me lamber os olhos e o nariz. É ciumenta e possessiva e despacha, à dentada e à patada, qualquer um que esteja perto de mim. Chega a ser melga-pegajosa quando quer estar deitada entre mim e o computador, deitada em cima do meu braço, o direito, de preferência...Tem gostos estranhos: cotonettes sujos, pasta dos dentes, sabão azul e branco, sabonetes. É insuficiente renal e já esteve uma vez internada e a soro. Um dia, a creatinina pode subir a níveis tais que será necessário fazer hemodiálise ou um transplante. Oa, tal não é possível no nosso país. Até lá, vai continuar a viver, em cima da minha cabeça, a remexer o meu cabelo. quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Maurício Ronaldo
Guêmail
terça-feira, 1 de setembro de 2009
ARRE!
Arre, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.
Agora começa o Manifesto:
Arre!Arre!
Oiçam bem:
ARRRRRE!
Álvaro de Campos
Bendito seja
domingo, 30 de agosto de 2009
Gato que brincas na rua
Gato que brincas na ruaComo se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Tu tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
FERNANDO PESSOA
sábado, 29 de agosto de 2009
Em directo, da minha varanda.



























