sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Anne Frank: the only existing film images

Ouvi hoje de manhã na Antena 1 que este é o único filme que existe de anne Frank. À janela, a ver a vizinha, no dia do casamento

Este blog vota em António Costa

Como se perspectiva outro fim-de-semana sem computador, e como não sei se amanhã irei ou não a casa de alguém cá vai o anúncio do voto de domingo. Apesar de saber ou melhor intuir que os actos eleitorais não passam de jogos de poder entre os diferentes lobies, gosto desta ilusão de nos fazerem crer que somos nós que temos o poder de decidir o nosso futuro. Está bem, vamos fazer de conta que acreditamos. Domingo voto em António Costa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bem prega Frei Tomás

Mandaram este pedido de divulgação para recolha de assinaturas contra a autarca de Salvaterra de Magos, que permitiu o rodeo e que é aficionada dos touros de morte. É só coerências. Bem pode o moralista Francisco Louçã andar sempre de dedo espetado a criticar tudo e todos, fazia melhor se cuidasse da vida do partido dele. É um verdadeiro fariseu, sempre a olhar para o cisco nos olhos dos outros. Cá vai.

http://www.peticao.com.pt/ana-cristina-ribeiro

P.S. Ainda sem PC em casa...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cefaleias

É aquilo que me foi diagnosticado a propósito das indizíveis dores de vista que há de uns tempos para cá me atormentam, sem dó nem piedade. Resta agora saber a causa das ditas cujas, e por aqui se pode imaginar a longa caminhada que tenho a percorrer, pois, como toda a gente sabe, podem ser várias as origens deste tormento.
Então, estou a tomar um medicamento para aliviar as ditas dores, cujos efeitos secundários passam pelas...cefaleias. Portanto, tudo bem.
P.S. Está na moda, é lugar comum bater no ceguinho chamado Sistema Nacional de Saúde, mas não posso deixar de louvar as urgências oftalmológicas do Hospital de S. José, em Lisboa, no passado domingo, pela rapidez e eficácia de atendimento, pelo profissionalismo e objectividade. Pois é. E, ainda, redes informáticas a funcionar na perfeição.
Adenda ao PS: Enfim, fui mesmo atendida com excesso de zelo, segundo uma especialista de outra área que me segue.Mas, mais vale ser atendida com excesso de zelo do que com "defeito" de zelo.

Dia do Animal, 4 de Outubro, padroeiro S.Francisco de Assis

Pois é, já foi há dois dias, mas só hoje deu para escrever algo sobre por razões de todos conhecidas. E, porque também dia do animal deveriam ser 365 dias por ano ainda dá para escrever hoje. Os dias Disto e Daquilo servem para chamar atenção sobre determinada realidade que, por um motivo ou outro, nos passa um bocado ao lado. Só assim são aceitáveis. É nesse sentido que as associações de protecção de animais aproveitam esse dia para adopções e recolha de alimentos destinados aos albergues. No passado domingo, nos jardins de Belém várias associações estiveram presentes e conseguiram ser adoptados cerca de 200 animais. Parece muito, mas não o é na realidade. São contabilizados por volta de um milhão de animais abandonados por ano no nosso país. Deixo-vos com esse número para reflexão.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Fim de semana prolongado ainda sem portátil

Apesar de a minha barriga estar para aqui a dar horas, estou a colocar post após post, pois ainda não tenho o portátil no aconchego do lar, significando tal que vou ter um fim-de-semana prolongado sem acesso a nets e afins, enfim, posso sempre contar com a generosidade e disponibilidade dos vizinhos, dos amigos e da família, mas como não sou muito de andar em casa das pessoas, muito possivelmente estarei três dias colocar nada, não significando tal que fique sem escrever.

Não se aceitam desculpas

Para não se ler ou ouvir música ou ir a uma exposição ou um concerto. A desculpa do dinheiro não pode ser invocada porque há muitos eventos de entrada livre. Aqui mesmo ao lado na lista dos meus blogues preferidos tenho o Gratuito, que nos oferece sempre possibilidades diversificadas e muito interessantes de ocupação de tempos livres de entrada livre. Mas, há mais. Esta semana, com a Visão podemos comprar um CD da Amália por 3,90 e com a Sábado um livro de Laura Esquível por 1,5. E, para quem gosta deste instrumento, está a decorrer o XII Festival Internacional de Órgão de Lisboa, de entrada livre. Esta noite o concerto é na Igreja de S. Nicolau às 21h 30m e "tenho" que ir, pois lá estará a virar as páginas a Fimo Nagato, uma japonesa que durante dois anos vai estudar órgão no Conservatório, em Lisboa, depois de cinco anos de estudo em Saragoça. Pela coragem de enfrentar a nossa burocracia, as nossas secretarias, os nossos balcões de atendimento ao público, os nossos serviços de apoio ao cliente e o nosso SEF, merece a nossa presença.

Sonsos, santinhos e afins

Sonsos, santinhas, falsos ingénuos, os que se armam em parvos, louros, morenos, cuscas, mentirososinhos, magros, gordos, olhos azuis, olhos castanhos, os que coleccionam pacotes de açucar vazios e cheios, os que têm a mania que têm piada e se fazem de engraçadinhos, os sexy-platina, há de tudo neste mundo, prontos a demonstrar que os humanos são uma caixinha de surpresas, ou muitas das vezes uma caixa de pandora, melhor seria não os abrir...Ontem foi a vez das lesmas de má-fé.
Então, estava uma pessoa muito sossegada na fila da caixa do supermercado a pensar no que o PR quis dizer, quando abriu uma nova caixa e a funcionária apregoou o conhecido Pela mesma ordem. A lesma à minha frente não mexeu nem o rabo, nem as pernas, nem uma pestana e eu avancei para a caixa que acabara de abrir. Foi então que a estátua de cimento acordou e me lançou olhares furibundos e que não há respeito, e que se tinha de respeitar a bicha (palavra dela). Respondi-lhe: Então, não avançou! É isto, ali estão sem se mexerem e quando as ultrapassamos, então, acham que neste mundo não se respeita nada nem ninguém. E, eu também acho que a má-fé é uma coisa muito feia.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Não se atira o pau ao gato!

Quando aqui há dias publiquei a notícia de que uma escola de Guimarães, __numa iniciativa pioneira__ construiu um gatil para as crianças aprenderem a respeitar e tratar de animais, lembrei-me que a minha sobrinhita Rita, há mais de um ano, ainda andava ela no infantário, agora já entrou para o 1º ano, ensinou-me a nova letra do Atirei o pau ao gato, que tinha aprendido na escolinha, e que me encheu de alegria, pois achei sempre que era a canção para crianças mais estúpida, idiota e imbecil que existe no universo infantil, num apelo e incitamentos directos à violência contra animais. Daí que ao ouvir esta nova letra fiquei contente porque era sinal de que algo estava a mudar nas mentalidades e sobretudo era um sinal que era possível mudar. Por isso, no seguimento da notícia da construção do gatil de Guimarães lembrei-me da nova letra, ensinada no Jardim Escola da Junta de Freguesia de Moscavide__ temos de o referir__,porque estão de parabéns. Hoje, que resolvi publicar a nova letra, recebi um mail com um pedido de divulgação, que transcrevo a seguir. É incrível, porque fala justamente desta canção, e até de umas t-shirts que estão a ser vendidas pela Animais de Rua. Quem lida com animais e seus direitos e que de vez em quando desanima, lembrem-se destas histórias e de uma nova mentalidade que está a desabrochar e a expandir-se. E, podem comprar t-shirts para a vossa pequenada!
Campanha de regresso às aulas: T-Shirt Criança da Animais de Rua com 10% de desconto!
Olá a todos
Até ao dia 5 de Outubro, as t-shirts de criança da Animais de Rua estarão à venda na Loja Virtual com 1% de desconto. Disponível nos tamanhos 4, 6, 8 e 10 anos. A t-shirt tem impressa uma letra alternativa para a melodia da tradicional cantiga infantil "Atirei o pau ao gato", que tem uma letra muito pouco pedagógica e violenta.
Ficámos muito felizes por termos recebido a notícia que crianças que levaram a t-shirt da Animais de Rua para os seus infantários e escolas ensinaram a nova música aos colegas, e esta versão tem sido cantada com o apoio das educadores e auxiliares. Era a melhor notícia que podíamos receber.
Foi por isso que decidimos lançar esta campanha, e esperar que mais crianças e escolas adiram à nova música, para que os mais pequenos aprendam desde cedo a importância de respeitar os animais.
Obrigada a todos pela divulgação desta iniciativa!
"não se atira o pau ao gato
olha que isso não se faz
a minha mãe, ensinou-me a gostar,
a respeitar os animais
MIAUUUUU"
P.S. Continuo sem PC em casa.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Que trapalhada!

Confesso que ontem não percebi nada da comunicação ao país do PR. Pensei que tinha sido a única no mundo. Não. Felizmente quando vi os Gato percebi que não estava sozinha. Que confuso foi aquele discurso! Não era suposto o PR vir esclarecer o povo português sobre o caso das escutas a Belém? Não é que aquele sonso do PR vem agora armar-se em vítima e dizer que tudo não passou de manipulação com o objectivo de o colar ao PSD? Mas, não percebi. Não foi a acusação de um membro da Casa Civil da PR de que haveria escutas em Belém que despoletou todo este lamentável caso? E, o que é que o caso de assessores do PR participarem na elaboração do programa do PSD tem a ver com o caso das escutas? Como dizem os franceses on melange pas tourchons e serviettes! Isto é, não devemos misturar panos da loiça e guardanapos. O que é que a vulnerabilidade do sistema informático de Belém tem a ver com os mails que circularam do jornal Público? Se era para dizer esta trangalhada que não tem ponta por onde se lhe pegue, não o poderia ter feito a 18 de Agosto? A desculpa que não queria interferir na campanha eleitoral é muito rasteirinha, porque o seu silêncio serviu ao PS para se vitimizar até à demissão do assessor Lima e depois utilizar este caso como arma de arremesso e serviu à MFL para legitimar discursos de asfixias democráticas e outras. O PR diz por meias palavras aquilo que deveria ter dito há mês e meio, lança novas suspeições e muitas achas para a fogueira das relações S. Bento-Belém. Nunca ouvi discurso presidencial mais estapafúrdio, mas eu também sou muito suspeita porque quando embirro, embirro mesmo, e até embirrei com aquela pausa em que o PR bebeu uns golinhos de água e fez mnha, mnha...

Notícias do meu portátil

Dado que não percebi nada da comunicação do PR ao país, dou notícias do meu PC. Então, já tenho o diagnóstico: trata-se da substituição de uma pequena peça onde estão implantados o botão de arranque, o do som e de duas outras funcionalidades. Peça pequenininha que vai custar 120 euros mais IVA. Melhor do que a substituição da motherboard. Não, ainda não tenho o PC no aconchego do lar, continua nas oficinas da HP.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Parabéns PS

E, está tudo dito.
PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Escola constrói gatil

É uma notícia muito telegráfica, publicada no Global de hoje, mas reveladora de que a mentalidade pode mudar, se houver vontade para o fazer, ao contrário do que certas pessoas pensam. Que as coisas são assim, assim serão e nada se pode para as mudar. Não é verdade.
Então, a Escola Secundária Simões, em Guimarães, construiu um gatil para acolher 30 gatos que são tratados por alunos e professores numa experiência única no nosso país. A professora Luísa Veiga coordenadora do Gatil Simãozinho, defende que este é um projecto pedagógico que visa reforçar a ligação emocional entre as crianças e os animais. Só estão de parabéns. Estas crianças vão aprender a respeitar seres vivos o que as tornará, um dia, melhores adultos.
Nunca percebi porque é que certas crianças gostam tanto de perseguir, enxotar e de atirar pedras aos gatos. Estas não.
Falando em gatos, os Gato são a melhor coisa desta campanha.
P.S. O PC foi para a HP, mas ainda não tenho notícias dele.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Portátil

Embora saiba que esta notícia não irá contribuir para a felicidade de muita gente __ a minha incluída__, acabei de saber que o meu "PC portátil" segue amanhã para a HP, depois de algumas e infrutíferas tentativas de substituição de peças por parte do nosso competentíssimo Pedro Guedes, o problema detectado é oriundo da motherboard (SOCORRO!!!!!!) portanto só daqui algum tempo e muitos euros a menos poderei usufruir da sua companhia. Poderia aproveitar este tempo zen para pôr a leitura em dia, mas dores na vista e de cabeça impedem-me de estar muito tempo a ler ou a fazer qualquer coisa que force a vista. Enfim, são travessias.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Escutas e lobinhos

Quando ontem coloquei a meia dúzia de linhas sobre as escutas em Belém, estava longe de saber que o PR iria demitir o seu assessor Fernando Lima. Sempre achei esta história totalmente ridícula e rocambolesca, sem ponta por onde se lhe pegar.
A atitude do PR, silenciosa e omissa, lançou um clima de suspeição sobre o governo e foi base da campanha eleitoral de MFL que caiu por terra. Resta saber se esta atitude foi consciente ou inconsciente, embora me incline para a não-inocência do PR. Aquele ar de sonso e de idoneidade política à prova de bala, não me convencem nem enganam. Penso que o bode expiatório só apareceu para que o PR continue com aquele ar de santinho político, impoluto, que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Ou seria ao contrário?
PS: Ainda sem computador nem internet em casa, já tenho saudades de ler os meus blogues preferidos!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Espiões em Belém

É uma história verdadeiramente grotesca esta dos assessores e presidente vigiados e espionados, como se num país de cuscas e cuscos que é o nosso, onde toda a gente sabe com quem anda toda a gente, quem dorme com quem, o que come ao pequeno-almoço, almoço e jantar, que número calça, que fez uma lipoaspiração, quem é o médico de família e que a cama range muito. Enfim, é ridículo pensar para que serviriam espiões em Belém. Para saber que documentos iria o PR vetar? Se recebe estagiárias na sala oval? Quem foi o empreiteiro que lhe tapou a marquise de onde veio dizer bye-bye ao povo, assim que soube que foi eleito presidente? Para saber se o PR vai declarar guerra à Espanha, coisa que as suas competências lhe permitem? Enfm, qual é a essência de um espião em Belém?
P.S. Continuo sem PC em casa, logo sem Internet, vivendo de outra maneira

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Portugalex

Com o PC ainda na oficina. O que vale é que agora temos os Gato para alegrarem a campanha eleitoral. Queria referir um apontamento humorístico que também gosto muito e que passa na Antena Um, poucos minutos antes das oito e que também é muito divertido. É com o António Marques e outro comediante cujo nome não me recordo, da autoria de duas guionistas (?) das Produções Fictícias. É pena ser tão poucos minutos, mas é muito divertido, saio sempre a correr da casa de banho para não perder o Portugalex.
E com este momento intimista me despeço.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Deserto

Continuo sem PC em casa e sem internet. Porém, com o mesmo desassossego.
É uma espécie de desintoxicação quase absoluta, que passa pela televisão, pois até o som ligado me faz dores de cabeça.
Mas, há boas notícias, apesar de tudo. Por exemplo, já passou a histeria de considerar a suspensão do Jornal da Noite como o acontecimento mais chocante das últimas décadas, no mundo inteiro, claro, como se não tivesse sido tudo muito bem urdido e muito bem planeado, como se o único prejudicado não fosse José Sócrates. O mais lamentável é que pessoas mentalmente sofisticadas tivessem divulgado e continuem a divulgar esta leitura pouco sofisticada dos acontecimentos. Enfim, obviamente não o fazem de uma forma inocente.
Continuamos agarrados à esperança de uma qualificação para o mundial de futebol, num jogo que "que não foi à medida" de CR. O que será afinal, um jogo à medida de CR ?
A campanha eleitoral começou e a coisa melhor é os Gato. Sou fã, mais, muito fã, até achei piada ao Zé Carlos, que desiludiu muitos fãs. As entrevistas são brilhantes, e os entrevistados têm-se portado à altura e revelado sentido de humor. Os Gato são a prova de que se podem atingir picos de audiência sem telenovelas e jornalismo sencionalista do género Preto mata branco à facada e não limpa a faca!!!!!!!
Por hoje é tudo, até breve.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O botão de arranque

Pois é, tanto ameaçou, tanto ameaçou que amuou de vez. Desde 6ª feira. De qualquer maneira também não me serviria de nada ter computador acessível, pois ando com tantas dores de cabeça, que só o simples facto de a manter na horizontal me provoca náuseas.
Amanhã o meu PC pessoal __como diria RAP num sktech__, vai para a "oficina" e não sei quanto tempo lá vai ficar. Eu também precisava de ir a qualquer sítio, que me pusesse o botão de arranque a funcionar e me restituísse o som.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Arletty dans Hotel du Nord

Antes que o meu botão de arranque __que teima em arrancar__, amue de vez, não posso deixar de expressar a minha indignação por este gravíssimo ataque à liberdade de expressão e comunicação que foi a suspensão desse farol do jornalismo português que era o jornal nacional e bla bla bla bla bla bla bla levado a cabo pela influência política do governo de josé socrates junto da prisa dominada pelo psoe bla bla bla bla bla no intuito de fazer apagar o farol bla bla bla bla bla tudo tão linear, tão óbvio, para além de paulo portas já "ouvi" ou melhor li 324 pessoas a dizer o mesmo.
então, assim sendo a que propósito é que vem esta cena do hotel du nord? é uma metáfora. arlety seria o governo de josé socrates, enquanto que louis juvet assume o papel de povo português que sofre de "asfixia democrática". Atmosfera! atmosfera!
Metáforas à parte, hotel du nord, é um belo filme de marcel carné, de 1938.

Mooi


Faz hoje precisamente 3 anos, chegava eu de Amesterdão, por volta das 9h30m da noite, com o voo atrasado uma hora, mais outra hora à espera das malas, numa daquelas noites de calor asfixiante. Nas Chegadas, os amigos que me esperavam andavam com o carro às voltas há mais de duas horas. A primeira coisa que o Pedro me disse foi: Ai Zoe, anda ali um gato-bebé atrás das pessoas, a miar, cheio de fome. E, de facto lá andava ele (que afinal se revelou uma ela). Preta e branca, pele e ossos espetados, todo suja de óleo. Quem chegou a Lisboa nessa noite quente de 3 de Setembro, lembrar-se-á certamente dela deambulando por entre as pessoas e os carros. Consegui agarrá-la, metê-la dentro do carro, e vamos embora. Para casa. É a Mooi, que há 3 anos partilha a minha vida. Não era um gato, e muito menos bebé, segundo o vet, já poderia ter uns 2 anos, só que estava tão enfezada e esquelética que ao Pedro lhe pareceu bebé. Ora com 2 anos, já poderia ter tido e poderia estar grávida. A primeira ecografia não foi conclusiva e foi preciso esperar para ter a certeza que não estava grávida. Não estava. Como regressava da Holanda, e mooi (bonito/a) fora o adjectivo que eu mais ouvira, assim ficou Mooi. Com o tempo tornou-se uma gata-cadela. Não me larga onde quer que eu vá, salta para cima da mesa se estou a comer, para cima da minha cabeça, se estou a dormir, e até me segue para a casa de banho. Pode ela estar deitada onde estiver, que, se eu me deitar no sofá ou em cima da cama, lá vem ela. Gosta de se instalar em cima da minha cabeça e remexer no meu cabelo como se fosse a barriga da mãe naquele gesto tão característico dos gatos que eu chamo "pisar uvas". De manhã, gosta de me lamber os olhos e o nariz. É ciumenta e possessiva e despacha, à dentada e à patada, qualquer um que esteja perto de mim. Chega a ser melga-pegajosa quando quer estar deitada entre mim e o computador, deitada em cima do meu braço, o direito, de preferência...Tem gostos estranhos: cotonettes sujos, pasta dos dentes, sabão azul e branco, sabonetes. É insuficiente renal e já esteve uma vez internada e a soro. Um dia, a creatinina pode subir a níveis tais que será necessário fazer hemodiálise ou um transplante. Oa, tal não é possível no nosso país. Até lá, vai continuar a viver, em cima da minha cabeça, a remexer o meu cabelo.
Não é mais uma história lamecha na boca de quem ama desmusuradamente os animais, é também de pessoas que eu falo, daquelas que tendo indo viajar, abandonaram cobardemente à sua sorte um ser vivo, sobecarregando outro ser vivo: eu.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Maurício Ronaldo

Quando pensamos que toda a gente neste mundo __desde os habitantes dos iglus mais afastado do centro, até aos aborígenes australianos__, sabe quem é o melhor jogador do mundo, e dá pulinhos, saltinhos e gritinhos só de ouvir as siglas CR, então desenganem-se todos. Na mesma semana, duas pessoas me perguntaram com o ar mais cândida deste mundo quem era Cristiano Ronaldo. Minutos depois dizia uma delas__nossa vizinha francesa__, mas, então, esse tal de Maurício Ronaldo...

Guêmail

Não percebo porque é que as pessoas insistem em dizer Jêmail, será por causa do inglês gi? O inglês Gimail, deu em português Jêmail? É que, que eu saiba, temos em português, á, bê, cê. dê, é, éfe, guê...Ah, eu também tenho o Jêmail...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

ARRE!

O botão de arranque do meu PC teima em não arrancar, e já há bastante tempo que a funcionalidade "som" não existe, enfim, um aparelho à imagem e semelhança da dona. Fernando Pessoa lá teria as suas razões para estar furibundo com a política portuguesa da época, eu ando tão cansada que nem me consigo indignar com nada, nem comigo própria. Felizmente que existe Fernando Pessoa, para cheio de pontos de exclamação exprimir a sua raiva, a sua frustração ou qualquer outra coisa.

Arre, que tanto é muito pouco!

Arre, que tanta besta é muito pouca gente!

Arre, que o Portugal que se vê é só isto!

Deixem ver o Portugal que não deixam ver!

Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!


Ponto.

Agora começa o Manifesto:

Arre!Arre!

Oiçam bem:

ARRRRRE!


Álvaro de Campos

Bendito seja

domingo, 30 de agosto de 2009

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Tu tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

FERNANDO PESSOA

sábado, 29 de agosto de 2009

Em directo, da minha varanda.





Se há simpatias imediatas, esta foi uma delas: o movimento anti-marquises. E, bem posso falar, sou a única cá do prédio que não tem a varanda da frente tapada. Quando olhamos para o todo, parece até a falta de um dente. Não faz mal. Aqui estou ao fresco enquanto os vizinhos estão todos a derreter, com o efeito estufa provocado pelos vidros e tralhas amontadas...aqui na minha varanda __virada a norte, dando para um jardim municipal e com mais de 50 vasos__, posso tomar as refeições, ler, ouvir música, consultar a internet, estar agarradinha ao computador, olhar para as estrelas, ou simplesmente estar ao fresco, o que por acaso não é o caso hoje...a noite está bastante quente, isto só para dizer que simpatizo muito com este movimento. Como não sou perfeita, a varanda das traseiras está tapada.
Não quero dizer com isto que não "sofra pressões" e que volta e meia lá venha a conversa da varanda por tapar, como se fosse eu a transgressora, a bizarra, aquela por causa de quem, o prédio não está todo igual... ainda há pouco tempo, o meu vizinho do 1º, __a roçar os 90 já no próximo mês de Outubro__ me dizia depois de eu ter posto fechadura nova e trancas, e por aí adiante.
__ Agora Zoezinha, só faltam os vidros.

__ Quais vidros, sr. Manuel?

__ Então, os da varanda!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Amantes azuis

Havia-me esquecido.

Marc Chagall




Se eu tivesse as paredes do meu quarto forradas de Chagall, dormiria e acordaria muito melhor.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Fundação Aristides de Sousa Mendes







Já faz hoje oito dias que fiz uma espécie de visita de estudo a este local, mas os últimos dias têm sido de muito trabalho, cansaço, forma em baixo, enfim, coisas incontornáveis do dia-a-dia. Voltando à Fundação. Criada em 2002 pelos filhos e netos do Cônsul, tem como objectivo fundamental a reabilitação da memória de Aristides de Sousa Mendes, sendo que se trata de uma opinião minha, pois os prospectos da Fundação falam do seu objectivo como "... divulgação e defesa dos Direitos do Homem, através da realização, promoção e patrocínio de acções de carácter humanitário, cultural e educativo, tendo como referência a acção de Aristides Sousa Mendes."
A FASM está sediada na Rua Augusto Rosa, nº 66, 2º andar, mesmo no Largo da Sé, embora a sede principal seja na Casa do Passal, situada em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, distrito de Viseu, casa esta propriedade do Cônsul, onde viveria até à sua morte em 1954, tendo sido depois vendida em hasta pública, votada ao abandono pelos donos seguintes, tendo voltado para as mãos da família Sousa Mendes, apenas em 2001. As medalhas, as distinções, os documentos estão espalhados pela Fundação e é com orgulho transbordante que os netos António e Álvaro __que nos guiaram na visita__, falam do avô, da sua vida, do seu feito heróico, da desobediência a Salazar. E, tanta coisa que eles ainda nos queriam dizer. Se não tivéssemos todos os nossos afazeres, penso que ainda hoje lá estaríamos a ouvi-los, e eles não estariam cansados de falar do avô...Eu que pensava que já sabia muita coisa sobre o Cônsul, ainda desconhecia que em honra deste Justo foi plantada a floresta Aristides Sousa Mendes, no deserto do Neguev com 10 000 árvores, em representação dos 10 000 judeus salvos pelo Cônsul. Felizmente tenho ouvido poucos disparates acerca do acto de Sousa Mendes, da Casa do Passal votada ao abandono, mas a todas as pessoas que adoram falar daquilo que não sabem e mandar bitaites para o ar, recomendo-lhes vivamente uma visita à Fundação, onde um neto, ou outro, ou os dois, as esclarecerão de todas as dúvidas e responderão a todas as questões. Ou então, podem sempre consultar os arquivos do MNE.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

TAKU-Naufragio(Fado)

Estão de volta os estrangeiros a cantar fado. Cá por mim, já tinha saudades do Taku.

Fernando Pessoa again e again

Ando assim, cheia de pendentes e adiamentos. Que seria de nós, se não existisse Fernando Pessoa?

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

domingo, 23 de agosto de 2009

Embirrações no cinema

- Sally Fields
- Sandra Bullock
- Julie Andrews

Não consigo ver um filme com estas meninas, nem que esteja de cama, num domingo de verão. É uma missão impossível.

sábado, 22 de agosto de 2009

Cusquices

Quem é que aquele que vai ali com a flausina do 2º esquerdo? Nunca o vi com ela...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Canil Municipal de Lisboa

Recebi um pedido de divulgação de um modelo de carta a enviar aos eventuais candidatos à Câmara Municipal de Lisboa sobre as condições do Canil Municipal. Porque, quando falamos de crueldade contra animais, é de pessoas que estamos a falar, como diria Rodrigues Guedes de Carvalho no início do seu segundo programa sobre Direitos dos Animais, respondendo a um mail de um espectador que lhe dizia para se deixar daquilo e que falasse de pessoas. Depois da exibição de imagens de crueldade contra animais, RGC rematou dizendo que era de pessoas de quem se falava.
Cá vai o que me enviaram:
Para:
info@pnd.pt


Ex.mos. Senhores,
Enquanto munícipe de Lisboa, venho por este meio solicitar a V. Exs. a correcção definitiva e em larga escala da situação desumana e selvagem que se vive no canil/gatil municipal de Lisboa. Este canil não está sequer a cumprir a legislação nacional (DL-315/2003) e comunitária à qual é obrigado. Gostaria muito que V. Exs tornassem públicas as medidas concretas que pretendem tomar relativamente a este assunto, bem como o prazo para o cumprimento das mesmas.
É inaceitável que o único canil/gatil Municipal, apenas tenha acesso a quem tiver carro, pois o comum munícipe que utilizar transportes públicos tem que percorrer com risco de ser atropelado pela berma de uma estrada sem passeio ou outras condições durante cerca de 1,5 km, quando se poderia aceder pela parte de cima do canil, se aí se construísse um acesso que levaria directamente ás paragens de autocarro que servem o parque do Alvito! Para tal bastaria a construção de um percurso pedonal, em escada talvez até utilizando os toros provenientes da limpeza da mata adjacente, seria uma opção barata e muito ecológica, para além de permitir o acesso a todos os Munícipes!Esta situação, apesar da publicidade no site da CML , é por si, um factor de exclusão da maior parte da população em aceder aos serviços aí prestados!
Corrigir o modo de funcionamento do canil/gatil da CML é uma questão de princípio básico civilizacional. Diria mesmo uma questão de cultura e de humanismo.
Em finais de 2006 e já em 2007 muitos cidadãos denunciaram a desumanidade vivida no canil/gatil municipal de Lisboa, tendo-se testemunhado: . cães presos a pequenas correntes - por vezes presas em 2 elos -, que os impediam de se deitar, beber ou comer convenientemente; . recipientes de comida cheios de dejectos (diarreia) que só são limpos à hora estipulada para a limpeza e são deixados assim até à limpeza seguinte, que pode ser no outro dia; . cães de grande porte que mal cabem nas próprias boxes; . mangueiradas diárias de água gelada em TODOS os cães nas boxes, que ficam em pleno Inverno encharcados 24h por dia, adoecendo gravemente com pneumonia numa semana; . uma altíssima percentagem de animais saudáveis que adoecem em poucos dias;. falta de condições de higiene (e.g., sala dos gatos); . base de dados de animais muito deficiente e falta de campanhas para adopção em locais de grande acesso para a população; . gatos e cachorros mantidos em jaulas de metal minúsculas, sem luz, com paredes de metal e bases de grade (onde partem as patas que aí entalam com pânico); . gatas que dão à luz nestas mesmas "jaulas" sem qualquer conforto e recém nascidos espezinhadas pelos outros ocupantes provenientes de outras capturas;. animais mortos em caixotes a céu aberto;. inúmeros testemunhos de maus-tratos sobre animais, patentes nas feridas não tratadas; . um cão mantido numa cela há mais de 1 ano, com músculos atrofiados por não se poder movimentar e cujas unhas encaracoladas (de compridas) se cravavam nas almofadas das patas, o qual era pontapeado até à consulta por não conseguir andar;. eutanásia de animais nas próprias boxes;
Esta descrição continua actual hoje passados TRÊS ANOS, isto com a degradação do espaço e a sua utilização deficiente em comparação com o modelo/planta afixado à entrada das instalações onde até consta uma sala de estar para os Munícipes que aí se deslocassem isto fica bem no papel, pois na realidade aguarda-se junto ao portão por vezes horas, dependendo da afluência (e da pouca vontade dos funcionários), ao sol ou à chuva dependendo das condições climatéricas!!
Esta descrição não é compatível com a definição de canil municipal de um país europeu civilizado.É uma verdadeira vergonha para a capital de um país que neste momento tem até a presidência da União Europeia. A correcção desta situação é uma obrigação basilar de qualquer autarca. Há óptimos exemplos em Portugal e em muitos outros países que provam ser possível um modelo de gestão humano e condigno. É isso que defendo para o município de Lisboa.
Esperando uma atitude concreta e justa por parte de V. Exs., aguardo então a divulgação pública dos vossos planos de remodelação do canil/gatil da Câmara Municipal de Lisboa, a discussão pública deste assunto e a tomada de medidas concretas para corrigir esta situação.
Aguardando a vossa resposta
Com os meus mais respeitosos cumprimentos
Nome: ...
Freguesia (opcional): ...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Flor e contra-luz



Para quem gosta da Flor, e da contra-luz e objectivos da fotografia e tal. foram tiradas no mesmo minuto.
e, a massa com sardinhas, ninguém se aventura?

domingo, 16 de agosto de 2009

Massa com sardinhas

Trabalhar com estrangeiros oferece-nos uma mais-valia cultural que se soubermos aproveitar é uma fonte inesgotável de aprendizagem. Com eles podemos conhecer autores, realizadores, usos, costumes, tradições, disparates e também receitas de culinária. Um senhor italiano, num rasgo de genialidade, criou este prato que só o nome e a visualização me causam engulhos, mas que ele afirma a pés juntos __vejo-o até capaz de jurar sobre os textos sagrados__, que é uma delícia de comer e chorar por mais. E, acha que a sua criação é uma galinha dos ovos de ouro, e, que no dia em que os portugueses a descobrirem vão ficar ricos. Como, não sei, porque ele também não consegue explicar. Como ficar rico vendendo massa com sardinhas? Será vendendo em franchising aos japoneses? Na praia, ao mesmo tempo que as bolas de berlim? Abrindo restaurantes da especialidade? Eu bem me esquivo à confecção da dita cuja, que não como carne, que peixe muito raramente, só quando sou convidada, que o cheiro das sardinhas se entranha na pele, na roupa, nos tachos, nas frigideiras por largos meses, qual quê, não me larga com a massa com sardinhas. Por brincadeira disse-lhe que a colocaria no meu blogue, por isso para os mais corajosos, cá vai:
MASSA COM SARDINHAS
Ingredientes: (4 pessoas)
- 12 sardinhas (amanhadas, sem espinhas, todas limpinhas)
- 4 cabeças de alho
- 2 tomates grandes
- 1 cebola
- 1 raminho de salsa
- azeite
- sal e pimenta, a gosto
Preparação:
Alourar o alho e o azeite numa frigideira. Juntar a cebola, a pimenta, a salsa, as sardinhas e o tomate. Mexer tudo, desfazendo as sardinhas. Caso queiram e gostem podem juntar azeitonas sem caroço. Quando as sardinhas estiverem cozidas (+ ou - 8 minutos) juntar a massa que vai completar a cozedura na frigideira para absorver o sabor do molho e mexer tudo muito bem.
E, pronto. Agora é só livrarem-se de preconceitos e mãos à obra. A mim, só aquela imagem final do tudo muito bem mexido, me dá náuseas. Mas, isso é a mim, que sou como ele diz, uma portuguesa atípica. Que giro, não sabia.

Pequeno-almoço

Então esse pequeno-almoço, sai ou não sai?

sábado, 15 de agosto de 2009

Souzana & Eleni Vougioukli

Por razões obscuras e que me são totalmente alheias, há vídeos que consigo enviar directamente para o blogue, outros não. É o caso destas gregas lindíssimas e da interpretação da Canção do Mar, e que por isso copiei o endereço. Apesar de para algumas pessoas a acção de carregarem num link constituir uma trabalheira do caraças, para outras não o será.
Quero acrescentar que esta referência me foi enviada por Rentes de Carvalho que defendia que o fado é nosso. Obrigada José.
http://www.youtube.com/watch?v=mWq66CN4DDE

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Alcateias



Extraviei-me da alcateia. ou se calhar nunca dela fiz parte.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Boas notícias

Para quem gosta de animais: a Câmara Municipal da Marinha Grande não autoriza a tourada na Praia da Vieira de Leiria inicialmente anunciada para o dia 19 de Julho, posteriormente adiada para 16 de Agosto e finalmente não autorizada. Todo o desenvolvimento da notícia pode ser lido no blogue da Animal, aqui ao lado, na coluna da direita.
Já não suporto ouvir as pessoas dizerem que o touro não sofre. Respondo:__ Mas sofro eu!
Acaso julgam que ficam preocupadas como o meu sofrimento? De todo. Preocupam-se muito com todo o sofrimento humano, excepto com aqueles que sofrem com a realização de touradas. No seguimento da conversa, para os não-autistas ainda lhes lanço um desafio: imaginem a terra invadida por seres intra ou extraterrestres __a designação é irrelevante__, que se divertiriam a caçar e tourear seres humanos, tal qual certos seres humanos fazem a outros não-humanos. Aqui, os não-autistas tornam-se autistas e é o fim da conversa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Maria Raducanu

Na impossibilidade de colocar directamente do You Tube para o blog, e como se trata de uma das minhas interpretações preferidas, cá vai a morada, é só carregarem. Espero que gostem. Trata-se da romena Maria Radacanu.
http://www.youtube.com/watch?v=xego6ePlhFE

se eu fosse rica

terça-feira, 11 de agosto de 2009

NÉVOA - "Ofélia"

Continuando a série O Fado Não é Nosso, deixo-vos com a catalã Núria Piferrer, que adoptou o nome artístico de Névoa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ponto de exclamação

Sinceramente não compreendo tanto ódio que por aí anda relativamente ao ponto de exclamação, apesar de este ódio ser defendido por nomes por quem tenho o maior respeito intelectual como Pedro Mexia e Francisco José Viegas. Compreendo o horror ao abuso do mesmo, embora o dito ponto não tenha culpa nenhuma, porque as coisas __na sua essência__, não são boas ou más, bom ou mau é o uso que delas fazemos. Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo: "Interjeição é uma espécie de grito com que traduzimos de modo vivo as nossas emoções." (p.597)
Não consigo imaginar as interjeições ou as frases exlamativas sem o uso do mesmo. Ora vejam lá estas interjeições sem ponto de exclamação.
caramba.
essa agora.
bis.
ah. oh.
socorro.
ó da guarda.
aqui d´el-rei.
apre.
irra.
homessa.
abrenúncio.
hum.
uf.
safa.
fora.
basta.
pchiu.
caluda.
alto lá.

Poética Saudade Fado Belém Ai Mouraria en vivo Ollin Yoliztl

Depois do iconoclasta Mikami Kan que parecia estar com vontade de partir tudo o que encontrasse pela frente, deixo-vos com a clássica Marcela Ortiz, mexicana de nacionalidade.

domingo, 9 de agosto de 2009

Balada da Praia dos Cães


Arrepiam-me os funerais em directo, a exposição da dor, a extracção de declarações aos amigos, conhecidos e populares à porta das igrejas ou do Palácio das Galveias, e o aproveitamento da morte para promoção da imagem, como Santana Lopes que ainda conseguiu dar autógrafos como o revelaria uma "popular".
Não seria mais bonito como homenagem transmitirem um Zip Zip, uma Visita da Cornélia, uma peça ou o belíssimo Balada da Praia dos Cães?

sábado, 8 de agosto de 2009

Raul Solnado

Morrer Raul Solnado é morrer um bocadinho da nossa memória colectiva.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mikami Kan

Mikami Kan, na continuação da série O fado não é nosso. Como continuo sem som não faço a mínima ideia do que o Mikami está a cantar e em que língua. O you tube refere fado em sub-título, mas isso não quer dizer nada. Ainda ouvi no meu trabalho, mas como ali quero poucas confianças, coloquei o som tão baixo que não deu para perceber nada. Mas, pareceu-me muito pouco ortodoxo e isso pareceu-me muito bem. Por isso cá vai.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Só me apetece é dizer asneiras

e uivar.
Quem teria sido o/a desconjuntado/a mental que teve a brilhante ideia de iniciar a Volta a Portugal em bicicleta, na Av. da Liberdade, ali, bem no centro, mesmo no meio da cidade, estando o trânsito vedado nos arrabaldes do Marquês das cinco da manhã às onze da noite?
Quem teria sido a vaidosa que quis estrear umas sandálias __sem razão nenhuma__, de 10 cm de altura num dia em que ia trabalhar mais horas e em sítios diferentes e assolada por problemas próprios da natureza feminina? Eu. Mas, ao menos assumo sempre a responsabilidade de tudo o que faço, não sou como os outros. Nunca se saberá de quem foi esta ideia da Volta.
Quando cheguei a casa, os gatos ladravam, a cadela miava, a bicha do chuveiro esguichava mais água do que torniquetes nos jardins e descobri sangue nas fezes do Zorro.
Os gatos ladravam, a Mégui miava e a mim só me apetecia-me uivar.

Masahiro Iizumi-Tudo isto é fado ( Fado)

Em memória da Brigitte, que teve uma vida interior e um destino. Como todos nós.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Adeus, Brigitte

Desaparecida a 17 de Julho, soubemos hoje por uns trabalhadores que limpavam um quintal contíguo à nossa praceta que ela já está no Céu dos Gatos. Ia a caminho dos Vets buscar o anti-viral para o Preto Cabeçudo quando soube da notícia e falei nisso à vet, que aliás já tinha previsto tal desfecho, pois a infecção grave no útero __piómetra__, de que ela padecia, podia a qualquer momento "fechar" e causar-lhe a morte. Foi morrer ao quintal onde tinha nascido há dois anos. Gostava de passar o tempo encarrapitada em cima das árvores onde era capaz de dormir durante horas. No Inverno preferia os motores dos carros. Mas, tenho muitas saudades daquelas patinhas pretas a correr na minha direcção ou a descer das árvores assim que me via.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Trago fados nos Sentidos / Hideco Tsuquida / Fado

Já com a "maldição" do Adobe Flash Reader parcialmente levantada, __ embore eu continue sem som__, dá para publicar videos de novo, por isso está de volta a "série" "O Fado não é nosso" com a exuberante interpretação de Hideco Tsuquida.
Cada vez mais embirro com o sóbrio, o contido, o comedido, isto é, com o falso sóbrio, o falso contido, o falso comedido. Quando as pessoas não são sóbrias, contidas, comedidas e querem parecê-lo, pelas mais variadas razões __umas sei, outras deduzo, outras escapam-me__, é com isso que embirro. Por isso, gosto desta interpretação excessiva da nipónica Hideco.

sábado, 1 de agosto de 2009

Avastin

Vá, expliquem-me tudo como se eu tivesse 5 anos. So, primeiro é o laboratório que em Fevereiro último tinha escrito a todos os directores e responsáveis hospitalares desaconselhando o uso oftalmológico do Avastin. Mas, era a primeira vez que ia ser usado, para o laboratório fazer esta advertência? Há quanto tempo está a ser ministrado o Avastin, em serviços oftalmológicos? Segundo palavras de um tal Esperancinha do Conselho de Oftalmologia da Ordem dos Médicos, há 3 anos que é utilizado. Então, porquê só no pasado mês de Fevereiro vem o desaconselhamento da Roche? Não percebo nada.
Depois há uma chamada anónima para o Santa Maria denunciando a presença de uma substância tóxica no produto injectado aos 6 doentes.
Posteriormente vem a confirmação de troca de substância nas injecções ministradas e de suposta guerra entre farmacêuticas. Agora só falta atribuir responsabilidades. Só falta saber quem errou, como, e a que horas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A nova vida do Preto Cabeçudo

Depois de quase três meses de colar isabelino ao pescoço, pomadas para a pele, sprays, injecções, "banhos" de chás de malvas, anti-fúngicos, pingos para os olhos, pomada para os ouvidos, diarreias e vomitados, finalmente o bichano está melhor, deixou o colar e parece que ganhou um novo ânimo. Além disso, já começou a tomar o anti-viral, ao qual tem reagido muito bem, sem manifestações secundárias. Está, portanto, em condições de ser adoptado. Enfim, era uma piada. Quem é que quer adoptar um gato velho, meio desdentado, meio surdo, cego de um olho e com sida, que precisa de tomar anti-viral semana sim, semana não, sendo que na semana sim, a dose é diária? Respondo já: ninguém. Ninguém vai querer adoptá-lo. E, fazem mal. Porque o Preto Cabeçudo é muito tranquilo, meigo, adora dar-nos marradinhas e aninhar-se em alguma parte do nosso corpo.
E, neste virar de página da vida dele, é justo agradecer a todas as pessoas, que de uma maneira ou de outra contribuiram para salvar o bichano e proporcionar-lhe algum conforto e qualidade de vida, no final da sua vida, que se calhar ainda vai ser daqui a muito tempo. Oxalá! Apesar de algumas pessoas que vou referir não terem, nem computador, nem internet, cá vão na mesma os seus nomes. Então, os agradecimentos vão para a Carmo, a Carla, O Carlos, o Casal Neves, a Fernanda, o Luís, a Maria João, a D. Rosa, eu própria, e ainda os veterinários da VetAmérica __Francisco, Marta e Rita__ pelos preços especiais, pelas facilidades de pagamento, pelo interesse e empenho. A todos, o Preto Cabeçudo agradece.
P.S. Aquela coisa à direita da foto, é a minha perna direita, onde o bichano está às marradinhas e se quer aninhar...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Este blog vota em António Costa

É óbvio que não foi preciso o debate televisivo para saber em quem votar nas próximas autárquicas. Bastava-me ter sido António Costa a ganhar as eleições intercalares de há dois anos, a lidar com 360 milhões de euros de dívidas, a pôr as contas em ordem e ter posto a Câmara a trabalhar. Manter o sangue frio nesta situação é obra. Obra de António Costa.
Santana Lopes é mais show-off. Género trazer a Portugal o arquitecto Frank Gehry, com muitos holofotes e feixes de luz. Mas, no seu mandato o passivo duplicou e as dívidas aos fornecedores quadriplicaram. Também não me esqueço do que aconteceu à Feira Popular, e admirei-me de António Costa não o ter lembrado neste debate. Para mim, que lá passo todos os dias, é impossível esquecer. O abandono, as ruínas e a desolação são visiveís até para quem vê mal ao longe. Rodearam o terreno de chapas de zinco que são vandalizadas, arrancadas, repostas, arrancadas de novo. Cada vez que olho para aquele baldio abandonado lembro-me de Santana Lopes.

domingo, 26 de julho de 2009

Machado de Assis

Recebi um mail em que pedem a divulgação de um site brasileiro muito interessante.
Trata-se de uma biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas prestes a ser desactivada por falta de acessos.
Aqui podem, gratuitamente:
- Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci
- Escutar músicas em MP3 de alta qualidade
- Ler obras de Machado de Assis, Fernando Pessoa, Shakespeare e muitos, muitos outros.
- Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
O Ministério da Educação brasileiro disponibiliza tudo isso, bastando para isso aceder ao site:
Só de literatura portuguesa são 732 obras. Mas, tudo isto está em vias de se perder, pois vão desactivar o projeto por desuso, já que o número de acessos é muito pequeno. Pedem no mail para tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Afinal, não custa nada. (Para algumas pessoas, para outras será complicadíssimo). Apenas um clique. Cá por mim, já está nos meus favoritos e é uma forma de me penetenciar relativamente a Machado de Assis. É que ando a lê-lo pela primeira vez. Sim, sei que é pecado venial, mas com a divulgação da notícia deste site, pode ser que obtenha algum perdão.
PS. Um livro que nos prende desde a primeira frase: "Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapas aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu." - Dom Casmurro.

sábado, 25 de julho de 2009

Ultrajes

Felizmente já é raro virem para cima de mim com essa conversa de que comprar latas de comida para animais é um ultraje à misária e à fome no mundo. O que para mim é ultrajante é que pessoas que defendem que isso é um ultraje gastem em almoços ou jantares mais de 100 euros por cabeça, comprem Porto Vintage por exorbitâncias, no restaurante mandem para trás pratos cheios de comida porque antes se empaturram nas entradas. E por aí adiante. Cada um faz o que quer e o que lhe apetece com o seu dinheiro, se querem gastar 500 euros num jantar para 5 pessoas, que gastem, agora não me venham estas pessoas dizer é que comprar latas de comida para animais é um ultraje à fome no mundo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Relatividades

Pessoa por quem tenho grande estima, dizia-me, inchado de convicção, que, por uma questão de princípio, nunca comprava latas de comida para animais. Que é um ultraje, com tanta miséria no mundo.

Eu: __Então, o que dá aos seus animais? (Ele tem uma cadela e uma gata)

Ele: __Carne ou peixe.

Eu:__ Mas, há latas a 37 cts. Fica mais barato comprar uma lata do que carne ou peixe.

Ele:__ Latas, nunca! Por princípio.

Eu:__ Mas, há latas a 50cts, até a 37cts. Fica mais barato comprar latas do que carne ou peixe.

Ele: __ É um ultraje!

Desisti. Íamos repetir a mesma coisa durante 10 ou 15 minutos. As pessoas absolutizam princípios e agarram-se a eles como mexilhão à rocha, nem que os desmontemos com talões de supermercado.
Enfim, é um pormenor irrelevante. A mesma pessoa, tendo encontrado uma gata bebé, levou-a ao veterinário, dizendo-lhe este que ela não iria sobreviver, que não valeria a pena tentar, e que se ele quisesse a poderia adormecer ali mesmo, na hora. Ele não quis, levaram-na, alimentaram-na a contas gotas, substituiram a gata mãe, massanjando-lhe a barriga. Sobreviveu. Já lá vão 19 anos. Isto quando tinha uma criança de 4 anos e outra mais velha para cuidar, o que não impediu de salvar a gata. Só mesmo pessoas com o cérebro do tamanho de uma ervilha não conseguem tratar dos filhos e alimentar uma gata bebé a conta-gotas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Injecção cósmica

As minhas colegas andam muito inspiradas. Depois da metáfora do buraco negro da Dora atribuída ao interior das malas das gajas, foi a vez de a Ana se sair com a necessidade de ter levado uma injecção cósmica, depois de um momento de desfalque de energia.É que apesar de andar por aí tudo a borboletar na silly season, para nós, que trabalhamos com estrangeiros, é mais a heavy season. Daí que, de vez em quando, tenhamos os nossos momentos de quebra de vigor. Eu cá ando sempre a precisar de injecções cósmicas, principalmente de manhã, quando tocam as trombetas de Jericó.
Quanto à Isabel, saiu-se com uma expressão que não ouvia há anos:"Nem que chovam canivetes"

Querida Teodora

Faz agora 15 anos que o trouxe para casa. Devia ter uns 3, 4 meses e foi abandonado nos claustros de uma igreja. À hora do fecho da mesma, o sacristão, ou guardião, ou porteiro, cheio de bondade ontológica, mas maus modos, preparava-se para o pôr fora, quando lhe peguei ao colo e ao meu colo ficou até hoje. Este olhar é enganador, é um gato arisco e anti-social, não gosta de festas e só eu posso pegar-lhe ao colo. Todos os animais humanos e não-humanos têm medo dele, pois passar-lhe a mão pelo pêlo, significa mordidela pela certa ao ousado e atrevido. É, porém, dotado de uma intuição acima do normal, pressentindo à légua os meus estados de espírito, humores e depressões. Foi ele que há dez anos deu sinal de um princípio de incêndio em nossa casa, salvando-nos a vida. É um gato herói. Apesar de macho, chama-se Teodora. Coisas da vida.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Buraco negro

A minha colega Dora definiu o interior das nossas malas como um buraco negro. Eu achei piada e bem visto. Meto a mão lá dentro à procura do telemóvel e trago à superfície uma caixa de óculos. A minha cabeça também anda assim, tudo deve andar lá para dentro do buraco negro, um caderno, um livro, a carteira, o porta-moedas, a bolsa leva-tudo, o creme para as mãos, as caixas de todos os óculos, a garrafa de água, o porta-chaves... Só que ponho a mão lá dentro e não encontro nada.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cadelas pisteiras

Apesar dos olhos semi-cerrados pelo calor e dos ouvidos parcialmente encerrados para os poupar de tanta idiotice que ouço por esse mundo fora, ainda assim é possível ver (escreverei mais tarde sobre o que vi este fim-de-semana na praia) e ouvir coisas absolutamente inenarráveis.
Ontem, ao final da manhã, numa avenida pseudo-burguesa da capital, arrebitei os ouvidos para a conversa de um casal trintão com um velhote. O homem __com a chamada cara de parvo__, segurava a trela de um cooker (acho eu) preto e branco que dava pelo nome de Rafa. Pelo que percebi, este tinha-se exaltado furiosamente com alguém a quem tinha também furiosamente ladrado. Explicava a mulher__qualquer coisa entre o ignaro e o burgesso__, colocando a voz para dar um ar autoritário:
__ É que o Rafa não suporta nem cheiro a tabaco, nem cheiro a drogado!! E, aquele ali cheirava a drogado!!!
Fiquei pasma. Coisa inaudita. O que uma pessoa aprende! Eu conheço o cheiro a pão, a rosas, a lexívia, a torradas, a sonasol, a frango assado, a sardinhas, a chanel 5, a chichi de gato com cio, a bolo acabado de fazer, a ananás, a morangos. Agora cheiro a drogado, desconhecia, como será???
O que é pena é a GNR não contratar esta senhora para cadela pisteira, é um verdadeiro desperdício.

sábado, 18 de julho de 2009

Brigitte

Isto só pode ser praga rogada por aqueles cidadãos exemplares que perseguem tudo quanto é quatro patas e duas asas e que fazem denúncias e queixas no devido departamento da Câmara...
Tivemos __quase tudo ao mesmo tempo__, a Boneca que partiu, o Preto Cabeçudo com sida, o Nani que foi viver para outra colónia atrás de gatas disponíveis para amar (que as "nossas" tomam a pílula, o que nas gatas lhes retira as predisposições para a vida amorosa) e agora a Brigitte, desaparecida desde ontem. A minha vizinha do rés-do-chão ainda a viu às 10h da manhã no ramo de uma árvore, à hora do almoço viu-a na relva, mas ela nem se mexeu, nem quis comer. A partir dessa altura nunca mais lhe pusemos a vista em cima. A Brigitte sofre de uma grave infecção uterina chamada piómetra, que só é possível curar através da remoção do útero e ovários. Como nunca a conseguimos apanhar __é fugidia e medrosa__, quando a víamos com pus na vagina ou "enfastiada", recorríamos à pescada crua ou alguma latinha especial para desfazer o antibiótico que chegou a tomar por largas temporadas e lá íamos controlando a infeccção. Terá a piómetra "aberta" ter evoluído para "fechada" e terá rebentado na cavidade uterina? Ou, sentindo-se doente terá procurado refúgio no motor de algum carro, onde __principalmente no inverno__, também gostava de estar? Sinto-lhe a falta, pois assim que me via ou que ouvia o barulho das chaves no porta-chaves, logo descia de algum ramo onde gostava de estar encarrapitada e onde era capaz de dormir horas a fio. Sinto a falta daquelas patas pretas a correr na minha direcção.
P.S. Não nos esforçámos o suficiente para a apanhar, devíamos ter pedido emprestado uma espécie de armadilha própria para apanhar gatos de rua, e que há associações que as têm, mas não, achávamos que podímos controlar a infecção através de antibióticos. Sendo que, nos últimos tempos ela até andava muito bem, sem pus. Ainda na véspera, à noite, andou a brincar na praceta com a Flor, como se estivessem num parque infantil.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Omar Khayyam

Nessa encruzilhada do desejo e da necessidade,
não deixes nada:
não voltarás lá nunca mais.

“Ah, enche a Taça:– do que vale repetir
Que o Tempo passa rápido sob nossos Pés:
Não nascido no amanhã, e falecido Ontem,
Por que angustiar-se frente a eles se o Hoje pode ser doce?”

“Move-se a mão que escreve, e tendo escrito, segue adiante;
Nem toda a tua Piedade ou o teu Saber a atrairão de volta,
para que risque sequer metade de uma linha;
Nem todas as tuas Lágrimas lavarão uma só de tuas Palavras. ”

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coisas que me fazem sofrer

Cães fechados em varandas, no inverno ao frio e à chuva, no verão à torreira do sol, sem um recipiente de água.
Cães presos em quintais e quintas presos por uma corrente de 1m (quando não é uma corda) mal se podendo mexer ou deitar.
Há coisas que não compreendo: porque raio tem esta gentinha animais? Quem não os quer não os tem.
Visitem este site sobre cães acorrentados, aliás tenho-o aqui do lado direito na lista dos meus blogs preferidos:

terça-feira, 14 de julho de 2009

É complicado...

Outra que me põe os cabelos em pé... É complicado...Não sei se é a frase que está na moda ou não, o facto é que há uma determinada agremiação, para quem tudo é complicado: fazer ginástica, ir beber um café, fazer uma regra de três simples, comprar um par de sapatos, fazer uma sopa, ir às compras, adoptar um gato, ir ao médico, apanhar uma vacina. E, fazem questão de o exprimir várias vezes durante uma conversa...É complicado...
Era para mim um mistério, como é que as coisas mais anódinas e inofensivas do quotidiano, que não requerem perícia especial ou especialização em oxford se transformavam para algumas pessoas, numa epopeia semelhante a apanhar uma caravela e dobrar o cabo bojador.
Mas, domingo passado o mistério desvaneceu-se. Estava a televisão ligada espalhando no ar as notícias da tarde, quando ao passar perto, ouço esta pérola paulo bentina naquele tom de voz inconfundível de cromo grunho: «...ligámos o complicómetro, ligámos o complicómetro...» disse ele. Não sei a que se referiu, não ouvi o antes nem o depois nem o contexto em que foi dito. Também não era preciso. O momento era único, de êxtase, porque compreendi, finalmente, porque é que tantas pessoas conseguem transformar a acção mais simples da existência numa numa complicação pegada. É que ...ligam o complicómetro!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nós, as mulheres...

É o tipo de frases que me põe os cabelos em pé. Nós, as mulheres... Como se o facto de sangrarmos uma vez por mês nos unisse numa irmandade mística e poderosa e, à partida, nos predestinasse para caminhos de santidade. Todas boas, bonitas, gentis, cúmplices, solidárias, companheiras. Ora, não é bem assim. O que é que eu tenho a ver com mulheres como Elizabeth Báthory, Lucrecia Borgia, Messalina, Catarina de Médicis ou todas as leonores ciprianos deste mundo? Para além de uma leve semelhança anatómica e do sangue a escorrer, não tenho nada a ver com estas inhas aqui por mim lembradas. Tirem-me do saco de mulheres, mães, madrastas, amas, avós e outras mulheres que espancam até à morte crianças, que podem ou não ser os seus próprios filhos.
Posso é dizer, nós, as que sangramos uma vez por mês...Umas rebolam-se de dor, outras não.

domingo, 12 de julho de 2009

Burros

Para me conquistar, é escusado um homem vir com raminhos de flores, porque não as aprecio como presente. Gosto delas, sim, no seu mundo. Além disso, sou alérgica ao pólen.
Também é escusado armar-se em pavão exibindo motores potentes, embraiagens a fundo, ou coisas do género, porque para mim um carro é só chapa pintada.
Mas, se um homem me oferecer um burro, aí o caso muda de figura.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Vacas


Chateia-me bastante que o povo chame vaca à Carolina Salgado.
Que necessidade há de ofenderem assim as vacas? Toda a gente sabe que adoro animais, uns mais do que outros, tal como uma pessoa que gosta de cinema ou de livros tem os seus preferidos. As vacas acho-as particularmente bonitas e doces. Lembro-me, nas férias da minha infância, de estar no curral, ao lado da Ti´Milia Russinha, ela a tirar leite, eu sentada ao lado à espera, enchia-me um pucarinho de leite, que eu __intolerante à lactose__bebia morno, e não me fazia mal. Depois, penduradava-me no pescoço da vaca a fazer-lhe festas e ela deixava. Lá pensando para os seus botões, que animal é que eu seria e o que pretenderia.
E, não se esqueçam que na Índia são tidas como sagradas.
So, mais tento na língua na próxima vez que resolverem insultar a dita senhora.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pensamento pouco profundo.

O Cristiano Ronaldo fala melhor portunhol do que o Luís Figo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mistérios

Não compreendo porque é que alguns jornalistas, ao fazerem entrevistas, tratam toxicodependentes, prostitutas e arrumadores de carro por tu.
Conhecem-se? Foram colegas de escola, de liceu? Eram vizinhos? Fizeram juntos os 4 anos de Comunicação Social ? Passavam férias no parque de campismo da Costa da Caparica? Ou, como se dizia no meu tempo de escola, andaram na costura juntos a apanhar alfinetes?
P.S. A acrescentar aos toxidependentes e arrumadores de carros, há ainda os albaneses. Aquando do jogo Portugal-Albânia, perguntava um jornalista da Antena 1, a um engenheiro albanês de 35 anos que falava português (toda a gente o conheceu nas reportagens televisivas):
__Então, onde é que aprendeste a falar português?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Peregrinos

Quanto mais vejo funerais em directo e apresentações de jogadores de futebol em estádios repletos, mais me convenço que não sou deste mundo, que sou apenas uma ilusão e que nada mais tenho a fazer senão pegar num cajado de peregrino e partir. Ou ser lobo e ir por montes e vales, estepes e tundras. O desejo que lhe está subjacente é o mesmo. Quando falo de peregrinação, não tenho em mente o seu sentido estrito, de ir a lugares santos e de devoção, cujo significado se aproxima muito de romagem ou romaria. Falo do seu sentido mais lato e profundo, do homem que caminha, de todos nós que por aqui andamos em busca do Absoluto. Desenraízados, a caminhar para algures, em busca da nossa própria essência e fim último, a peregrinação propõe-nos sermos alguém face às madrugadas e aos crepúsculos.

sábado, 4 de julho de 2009

Eu não queria ser o cão de Paulo Rangel

Generalizações, lugares comuns, clichés e afins é o género de coisas que me põe os cabelos em pé. Em Novembro do ano passado, numa entrevista ao Sol, Paulo Rangel proferiu várias afirmações que indignaram os amantes dos animais e que A Animal divulgou amplamente. De todas elas __cada uma mais básica que a anterior__, destaco aquela que mais me choca e que me está atravessada desde Novembro:
“Um cão nunca deixa de ser um cão. Trocaria a vida do meu cão pela vida de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo, mesmo não a conhecendo. Uma pessoa vale sempre mais do que um animal.”
Paulo Rangel é daqueles que divide o mundo em bons e maus, homens e mulheres, pretos e brancos, pessoas e animais...Como se as pessoas fossem superiores e os animais inferiores, como se as pessoas fossem todas boas e os animais todos maus. Ora, não é assim. Tenho a certeza que alguns animais, muitos animais são muito melhores do que certas pessoas, do que muitas pessoas. Falo daqueles animais cujo trabalho diário consiste em guiar cegos, encontrar cadáveres em escombros de catástrofes naturais, farejar droga, encontrar pessoas desaparecidas. Falo daqueles animais usados no tratamento de deficiências mentais profundas, falo daqueles animais que diariamente protegem os donos e as suas casa, que os consolam nas dores e lhes dão ânimo. E, falo ainda daqueles animais que num momento de heroicidade salvaram vidas humanas. Dos milhares de exemplos retirei três do SOS Animal, Brasil:
«Na cidade de Abruzzi, na Itália (1992) um bebê abandonado pela mãe foi salvo pela cadela Gina, que o arrastou até perto de seus filhotes e o amamentou por quase quatro semanas. O bebê foi descoberto pelo fazendeiro Aldo Stefani, dono da cadela.»
«Um fato notável aconteceu em Arcansas, nos EUA, na década de 80. Um recém - nascido abandonado num bosque dentro de um saco plástico, foi salvo por um gato que, para protegê-lo do frio da madrugada, aqueceu-o com o seu corpo até conseguir socorro. Slowly, o gato herói, tinha o hábito de voltar para casa de seus donos antes do anoitecer. Certa manhã, ao acordar sem encontrá-lo, estes foram procurá-lo no bosque e o encontraram dentro do saco plástico. Ele começou, então a miar estranhamente, os donos se aproximaram e o encontraram lambendo o bebê. »
«Em Pequim, na China, um gato salvou um família de sete pessoas, minutos antes da casa desmoronar. Ao pressentir o desastre, com seu sexto sentido , começou a arranhar a porta do quarto de seu dono Li Shuhua, que se levantou. Ao ver a casa rachando acordou toda família, que pode se salvar graças ao amor e fidelidade do gato pelo dono. Aqueles que afirmam terem os gatos sete vida podem agora dizer que o amor dos gatos pode salvar sete vidas.»
E, neste contexto, não podia deixar de referir que eu própria, há 10 anos atrás, fui salva de morrer por intoxicação de monóxido de carbono pelos meus gatos Teodora e César __a quem presto homenagem__, que em altos miados selvagens nos acordaram (aos humanos e a duas cadelas), quando um princípio de incêndio lavrava enquanto dormíamos.
Então, temos de um lado estes animais não-humanos que salvam, protegem, curam, e do outro lado os pedófilos, os predadores sexuais, todos os josefes fritzles deste mundo, só para falar no que há de mais reles e mais baixo na natureza humana. Poderia acrescentar todas as vítimas das limpezas étnicas, dos ataques terroristas, dos fundamentalistas religiosos, poderia ir por aí adiante e encher umas páginas A4.
Ora, Paulo Rangel sacrificaria de bom grado a vida de um animal salva-vidas pela de um homem destrói-vidas, porque para ele uma pessoa vale sempre mais do que um animal. E é isto que é obsceno na suas afirmações. Paulo Rangel, segundo afirma, trocaria a vida do cão pela vida de qualquer pessoa, então, ele seria capaz de trocar a vida do seu cão pela vida de um pedófilo qualquer, e isto é nojento como afirmação.
Eu, não sacrificaria um pêlo dos meus gatos ou da minha cadela pelos tomates de um pedófilo.
P.S. Este texto não contem qualquer tipo de embirração política. O amor pelos animais e a defesa dos seus direitos é transversal a todas as cores políticas. Por inimaginável que possa parecer a quem está de fora, numa manifestação anti-tourada podem estar a gritar lado a lado, pêéneérres e anarquistas.

O meu remédio para as minhas dores de cabeça

O toque, o cheiro, a proximidade, a visão das árvores é um remédio mais poderoso para as minhas dores de cabeça do que um comprimido, ou dois para o mesmo efeito. Hoje não fugiu à regra. Benditas árvores.