terça-feira, 25 de agosto de 2009

Fundação Aristides de Sousa Mendes







Já faz hoje oito dias que fiz uma espécie de visita de estudo a este local, mas os últimos dias têm sido de muito trabalho, cansaço, forma em baixo, enfim, coisas incontornáveis do dia-a-dia. Voltando à Fundação. Criada em 2002 pelos filhos e netos do Cônsul, tem como objectivo fundamental a reabilitação da memória de Aristides de Sousa Mendes, sendo que se trata de uma opinião minha, pois os prospectos da Fundação falam do seu objectivo como "... divulgação e defesa dos Direitos do Homem, através da realização, promoção e patrocínio de acções de carácter humanitário, cultural e educativo, tendo como referência a acção de Aristides Sousa Mendes."
A FASM está sediada na Rua Augusto Rosa, nº 66, 2º andar, mesmo no Largo da Sé, embora a sede principal seja na Casa do Passal, situada em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, distrito de Viseu, casa esta propriedade do Cônsul, onde viveria até à sua morte em 1954, tendo sido depois vendida em hasta pública, votada ao abandono pelos donos seguintes, tendo voltado para as mãos da família Sousa Mendes, apenas em 2001. As medalhas, as distinções, os documentos estão espalhados pela Fundação e é com orgulho transbordante que os netos António e Álvaro __que nos guiaram na visita__, falam do avô, da sua vida, do seu feito heróico, da desobediência a Salazar. E, tanta coisa que eles ainda nos queriam dizer. Se não tivéssemos todos os nossos afazeres, penso que ainda hoje lá estaríamos a ouvi-los, e eles não estariam cansados de falar do avô...Eu que pensava que já sabia muita coisa sobre o Cônsul, ainda desconhecia que em honra deste Justo foi plantada a floresta Aristides Sousa Mendes, no deserto do Neguev com 10 000 árvores, em representação dos 10 000 judeus salvos pelo Cônsul. Felizmente tenho ouvido poucos disparates acerca do acto de Sousa Mendes, da Casa do Passal votada ao abandono, mas a todas as pessoas que adoram falar daquilo que não sabem e mandar bitaites para o ar, recomendo-lhes vivamente uma visita à Fundação, onde um neto, ou outro, ou os dois, as esclarecerão de todas as dúvidas e responderão a todas as questões. Ou então, podem sempre consultar os arquivos do MNE.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

TAKU-Naufragio(Fado)

Estão de volta os estrangeiros a cantar fado. Cá por mim, já tinha saudades do Taku.

Fernando Pessoa again e again

Ando assim, cheia de pendentes e adiamentos. Que seria de nós, se não existisse Fernando Pessoa?

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

domingo, 23 de agosto de 2009

Embirrações no cinema

- Sally Fields
- Sandra Bullock
- Julie Andrews

Não consigo ver um filme com estas meninas, nem que esteja de cama, num domingo de verão. É uma missão impossível.

sábado, 22 de agosto de 2009

Cusquices

Quem é que aquele que vai ali com a flausina do 2º esquerdo? Nunca o vi com ela...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Canil Municipal de Lisboa

Recebi um pedido de divulgação de um modelo de carta a enviar aos eventuais candidatos à Câmara Municipal de Lisboa sobre as condições do Canil Municipal. Porque, quando falamos de crueldade contra animais, é de pessoas que estamos a falar, como diria Rodrigues Guedes de Carvalho no início do seu segundo programa sobre Direitos dos Animais, respondendo a um mail de um espectador que lhe dizia para se deixar daquilo e que falasse de pessoas. Depois da exibição de imagens de crueldade contra animais, RGC rematou dizendo que era de pessoas de quem se falava.
Cá vai o que me enviaram:
Para:
info@pnd.pt


Ex.mos. Senhores,
Enquanto munícipe de Lisboa, venho por este meio solicitar a V. Exs. a correcção definitiva e em larga escala da situação desumana e selvagem que se vive no canil/gatil municipal de Lisboa. Este canil não está sequer a cumprir a legislação nacional (DL-315/2003) e comunitária à qual é obrigado. Gostaria muito que V. Exs tornassem públicas as medidas concretas que pretendem tomar relativamente a este assunto, bem como o prazo para o cumprimento das mesmas.
É inaceitável que o único canil/gatil Municipal, apenas tenha acesso a quem tiver carro, pois o comum munícipe que utilizar transportes públicos tem que percorrer com risco de ser atropelado pela berma de uma estrada sem passeio ou outras condições durante cerca de 1,5 km, quando se poderia aceder pela parte de cima do canil, se aí se construísse um acesso que levaria directamente ás paragens de autocarro que servem o parque do Alvito! Para tal bastaria a construção de um percurso pedonal, em escada talvez até utilizando os toros provenientes da limpeza da mata adjacente, seria uma opção barata e muito ecológica, para além de permitir o acesso a todos os Munícipes!Esta situação, apesar da publicidade no site da CML , é por si, um factor de exclusão da maior parte da população em aceder aos serviços aí prestados!
Corrigir o modo de funcionamento do canil/gatil da CML é uma questão de princípio básico civilizacional. Diria mesmo uma questão de cultura e de humanismo.
Em finais de 2006 e já em 2007 muitos cidadãos denunciaram a desumanidade vivida no canil/gatil municipal de Lisboa, tendo-se testemunhado: . cães presos a pequenas correntes - por vezes presas em 2 elos -, que os impediam de se deitar, beber ou comer convenientemente; . recipientes de comida cheios de dejectos (diarreia) que só são limpos à hora estipulada para a limpeza e são deixados assim até à limpeza seguinte, que pode ser no outro dia; . cães de grande porte que mal cabem nas próprias boxes; . mangueiradas diárias de água gelada em TODOS os cães nas boxes, que ficam em pleno Inverno encharcados 24h por dia, adoecendo gravemente com pneumonia numa semana; . uma altíssima percentagem de animais saudáveis que adoecem em poucos dias;. falta de condições de higiene (e.g., sala dos gatos); . base de dados de animais muito deficiente e falta de campanhas para adopção em locais de grande acesso para a população; . gatos e cachorros mantidos em jaulas de metal minúsculas, sem luz, com paredes de metal e bases de grade (onde partem as patas que aí entalam com pânico); . gatas que dão à luz nestas mesmas "jaulas" sem qualquer conforto e recém nascidos espezinhadas pelos outros ocupantes provenientes de outras capturas;. animais mortos em caixotes a céu aberto;. inúmeros testemunhos de maus-tratos sobre animais, patentes nas feridas não tratadas; . um cão mantido numa cela há mais de 1 ano, com músculos atrofiados por não se poder movimentar e cujas unhas encaracoladas (de compridas) se cravavam nas almofadas das patas, o qual era pontapeado até à consulta por não conseguir andar;. eutanásia de animais nas próprias boxes;
Esta descrição continua actual hoje passados TRÊS ANOS, isto com a degradação do espaço e a sua utilização deficiente em comparação com o modelo/planta afixado à entrada das instalações onde até consta uma sala de estar para os Munícipes que aí se deslocassem isto fica bem no papel, pois na realidade aguarda-se junto ao portão por vezes horas, dependendo da afluência (e da pouca vontade dos funcionários), ao sol ou à chuva dependendo das condições climatéricas!!
Esta descrição não é compatível com a definição de canil municipal de um país europeu civilizado.É uma verdadeira vergonha para a capital de um país que neste momento tem até a presidência da União Europeia. A correcção desta situação é uma obrigação basilar de qualquer autarca. Há óptimos exemplos em Portugal e em muitos outros países que provam ser possível um modelo de gestão humano e condigno. É isso que defendo para o município de Lisboa.
Esperando uma atitude concreta e justa por parte de V. Exs., aguardo então a divulgação pública dos vossos planos de remodelação do canil/gatil da Câmara Municipal de Lisboa, a discussão pública deste assunto e a tomada de medidas concretas para corrigir esta situação.
Aguardando a vossa resposta
Com os meus mais respeitosos cumprimentos
Nome: ...
Freguesia (opcional): ...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Flor e contra-luz



Para quem gosta da Flor, e da contra-luz e objectivos da fotografia e tal. foram tiradas no mesmo minuto.
e, a massa com sardinhas, ninguém se aventura?

domingo, 16 de agosto de 2009

Massa com sardinhas

Trabalhar com estrangeiros oferece-nos uma mais-valia cultural que se soubermos aproveitar é uma fonte inesgotável de aprendizagem. Com eles podemos conhecer autores, realizadores, usos, costumes, tradições, disparates e também receitas de culinária. Um senhor italiano, num rasgo de genialidade, criou este prato que só o nome e a visualização me causam engulhos, mas que ele afirma a pés juntos __vejo-o até capaz de jurar sobre os textos sagrados__, que é uma delícia de comer e chorar por mais. E, acha que a sua criação é uma galinha dos ovos de ouro, e, que no dia em que os portugueses a descobrirem vão ficar ricos. Como, não sei, porque ele também não consegue explicar. Como ficar rico vendendo massa com sardinhas? Será vendendo em franchising aos japoneses? Na praia, ao mesmo tempo que as bolas de berlim? Abrindo restaurantes da especialidade? Eu bem me esquivo à confecção da dita cuja, que não como carne, que peixe muito raramente, só quando sou convidada, que o cheiro das sardinhas se entranha na pele, na roupa, nos tachos, nas frigideiras por largos meses, qual quê, não me larga com a massa com sardinhas. Por brincadeira disse-lhe que a colocaria no meu blogue, por isso para os mais corajosos, cá vai:
MASSA COM SARDINHAS
Ingredientes: (4 pessoas)
- 12 sardinhas (amanhadas, sem espinhas, todas limpinhas)
- 4 cabeças de alho
- 2 tomates grandes
- 1 cebola
- 1 raminho de salsa
- azeite
- sal e pimenta, a gosto
Preparação:
Alourar o alho e o azeite numa frigideira. Juntar a cebola, a pimenta, a salsa, as sardinhas e o tomate. Mexer tudo, desfazendo as sardinhas. Caso queiram e gostem podem juntar azeitonas sem caroço. Quando as sardinhas estiverem cozidas (+ ou - 8 minutos) juntar a massa que vai completar a cozedura na frigideira para absorver o sabor do molho e mexer tudo muito bem.
E, pronto. Agora é só livrarem-se de preconceitos e mãos à obra. A mim, só aquela imagem final do tudo muito bem mexido, me dá náuseas. Mas, isso é a mim, que sou como ele diz, uma portuguesa atípica. Que giro, não sabia.

Pequeno-almoço

Então esse pequeno-almoço, sai ou não sai?

sábado, 15 de agosto de 2009

Souzana & Eleni Vougioukli

Por razões obscuras e que me são totalmente alheias, há vídeos que consigo enviar directamente para o blogue, outros não. É o caso destas gregas lindíssimas e da interpretação da Canção do Mar, e que por isso copiei o endereço. Apesar de para algumas pessoas a acção de carregarem num link constituir uma trabalheira do caraças, para outras não o será.
Quero acrescentar que esta referência me foi enviada por Rentes de Carvalho que defendia que o fado é nosso. Obrigada José.
http://www.youtube.com/watch?v=mWq66CN4DDE

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Alcateias



Extraviei-me da alcateia. ou se calhar nunca dela fiz parte.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Boas notícias

Para quem gosta de animais: a Câmara Municipal da Marinha Grande não autoriza a tourada na Praia da Vieira de Leiria inicialmente anunciada para o dia 19 de Julho, posteriormente adiada para 16 de Agosto e finalmente não autorizada. Todo o desenvolvimento da notícia pode ser lido no blogue da Animal, aqui ao lado, na coluna da direita.
Já não suporto ouvir as pessoas dizerem que o touro não sofre. Respondo:__ Mas sofro eu!
Acaso julgam que ficam preocupadas como o meu sofrimento? De todo. Preocupam-se muito com todo o sofrimento humano, excepto com aqueles que sofrem com a realização de touradas. No seguimento da conversa, para os não-autistas ainda lhes lanço um desafio: imaginem a terra invadida por seres intra ou extraterrestres __a designação é irrelevante__, que se divertiriam a caçar e tourear seres humanos, tal qual certos seres humanos fazem a outros não-humanos. Aqui, os não-autistas tornam-se autistas e é o fim da conversa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Maria Raducanu

Na impossibilidade de colocar directamente do You Tube para o blog, e como se trata de uma das minhas interpretações preferidas, cá vai a morada, é só carregarem. Espero que gostem. Trata-se da romena Maria Radacanu.
http://www.youtube.com/watch?v=xego6ePlhFE

se eu fosse rica

terça-feira, 11 de agosto de 2009

NÉVOA - "Ofélia"

Continuando a série O Fado Não é Nosso, deixo-vos com a catalã Núria Piferrer, que adoptou o nome artístico de Névoa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ponto de exclamação

Sinceramente não compreendo tanto ódio que por aí anda relativamente ao ponto de exclamação, apesar de este ódio ser defendido por nomes por quem tenho o maior respeito intelectual como Pedro Mexia e Francisco José Viegas. Compreendo o horror ao abuso do mesmo, embora o dito ponto não tenha culpa nenhuma, porque as coisas __na sua essência__, não são boas ou más, bom ou mau é o uso que delas fazemos. Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo: "Interjeição é uma espécie de grito com que traduzimos de modo vivo as nossas emoções." (p.597)
Não consigo imaginar as interjeições ou as frases exlamativas sem o uso do mesmo. Ora vejam lá estas interjeições sem ponto de exclamação.
caramba.
essa agora.
bis.
ah. oh.
socorro.
ó da guarda.
aqui d´el-rei.
apre.
irra.
homessa.
abrenúncio.
hum.
uf.
safa.
fora.
basta.
pchiu.
caluda.
alto lá.

Poética Saudade Fado Belém Ai Mouraria en vivo Ollin Yoliztl

Depois do iconoclasta Mikami Kan que parecia estar com vontade de partir tudo o que encontrasse pela frente, deixo-vos com a clássica Marcela Ortiz, mexicana de nacionalidade.

domingo, 9 de agosto de 2009

Balada da Praia dos Cães


Arrepiam-me os funerais em directo, a exposição da dor, a extracção de declarações aos amigos, conhecidos e populares à porta das igrejas ou do Palácio das Galveias, e o aproveitamento da morte para promoção da imagem, como Santana Lopes que ainda conseguiu dar autógrafos como o revelaria uma "popular".
Não seria mais bonito como homenagem transmitirem um Zip Zip, uma Visita da Cornélia, uma peça ou o belíssimo Balada da Praia dos Cães?